Portal do Palestra
·19 de agosto de 2026
Cerro decifrou o Palmeiras? Números revelam padrão antes da decisão

In partnership with
Yahoo sportsPortal do Palestra
·19 de agosto de 2026

Levantamento do Portal do Palestra mostra que Verdão teve 47 finalizações e amplo controle da posse nos três encontros de 2026, mas ainda não conseguiu vencer o adversário paraguaio
O Palmeiras terá nesta quarta-feira (19) a quarta tentativa de vencer o Cerro Porteño em 2026. E os números dos três primeiros encontros ajudam a explicar por que o adversário se transformou em um problema tão particular para o time de Abel Ferreira nesta Libertadores.
Levantamento do Portal do Palestra mostra que o Palmeiras somou 47 finalizações nos três jogos contra o Cerro, teve média aproximada de 67% de posse de bola e colocou pelo menos 18 conclusões na direção do gol.
O resultado de todo esse volume: dois gols, dois empates e uma derrota.
Nesta quarta, às 19h, o cenário passa a valer uma vaga nas quartas de final. Cerro Porteño x Palmeiras acontece no Estádio Ueno La Nueva Olla, em Assunção.
Mais do que descobrir se o Cerro “decifrou” o Palmeiras, os três jogos mostram um padrão: o time paraguaio conseguiu permitir que o Verdão tivesse a bola sem permitir que esse domínio se transformasse em domínio do placar.
*Diferentes fornecedores apresentam pequena variação no número de chutes no alvo do jogo de ida das oitavas. O levantamento utiliza sete para manter a base estatística da ESPN; outros registros apontam oito.
Os números revelam um contraste importante.
O Palmeiras teve mais posse nos três jogos, chegou a ficar com 74% da bola na derrota por 1 a 0 em São Paulo e produziu uma quantidade considerável de finalizações.
Ainda assim, marcou apenas duas vezes.
Na prática, foram 23,5 finalizações para cada gol marcado contra o Cerro Porteño nesta temporada.
O problema, portanto, não tem sido chegar ao campo ofensivo. Tem sido transformar território, posse e volume em situações realmente decisivas.
O primeiro duelo aconteceu em 29 de abril, justamente na Nueva Olla.
O Palmeiras teve 66% da posse, finalizou 16 vezes contra oito do Cerro e acertou seis conclusões no gol. Jhon Arias colocou o Verdão em vantagem ainda no primeiro tempo.
O Cerro, porém, permaneceu vivo.
Com menos bola e menos volume ofensivo, conseguiu levar o jogo até a segunda etapa e chegou ao empate. O confronto terminou em 1 a 1.
Foi a primeira demonstração do comportamento que voltaria a aparecer nos outros encontros: o Cerro não precisava controlar a posse para controlar o risco da partida.
O Portal do Palestra já mostrou outro número que ajuda a entender o problema: nos três jogos, o Palmeiras ficou apenas 51 minutos em vantagem contra o Cerro.
O segundo confronto talvez seja a fotografia mais clara desta dificuldade.
Em 20 de maio, pela fase de grupos, o Palmeiras terminou com impressionantes 74% de posse de bola.
Foram 11 finalizações alviverdes contra sete do Cerro, cinco chutes no alvo contra dois e seis escanteios contra três.
Placar: Palmeiras 0 x 1 Cerro Porteño.
Pablo Vegetti marcou no início do segundo tempo e o time paraguaio protegeu a vantagem.
A partida ajuda a desmontar uma interpretação superficial dos números. Ter três vezes mais posse que o adversário não significou necessariamente produzir três vezes mais perigo.
O Palmeiras ficou com a bola. O Cerro ficou com o jogo que queria.
No primeiro confronto das oitavas, o Palmeiras conseguiu elevar bastante sua produção ofensiva.
Foram 20 finalizações no Nubank Parque. A equipe teve 61% de posse e criou duas grandes oportunidades segundo a base estatística da ESPN.
Ainda assim, o primeiro gol saiu apenas na reta final.
Flaco López abriu o placar depois da expulsão de Andreas Pereira, mas novamente o Palmeiras não conseguiu transformar a vantagem em vitória. Nos acréscimos, o Cerro empatou.
Resultado: 1 a 1 e confronto completamente aberto para Assunção.
A campanha do Palmeiras na Libertadores 2026 mostra justamente o tamanho da diferença entre a produção contra os outros adversários e a dificuldade específica encontrada diante dos paraguaios.
Os três jogos não foram idênticos. Ariel Holan alterou formação e peças ao longo dos confrontos.
Mas alguns comportamentos se repetiram.
Talvez essa seja a característica mais evidente.
Nos dois primeiros encontros, o Cerro teve apenas 34% e 26% de posse. Mesmo assim, saiu dos jogos com um empate e uma vitória.
Isso retira uma das armas psicológicas do domínio territorial: o adversário não demonstra desconforto simplesmente porque está sendo empurrado para trás.
No primeiro encontro, o Cerro iniciou em um 5-3-2. No jogo mais recente, voltou a utilizar uma estrutura com cinco homens na última linha.
O desenho favorece ocupação da área e reduz espaço principalmente pelo centro.
Para o Palmeiras, isso frequentemente significa circular a bola até encontrar os lados ou tentar conclusões diante de uma área povoada.
E nesta quarta haverá mais um elemento: a Nueva Olla novamente terá um gramado de dimensões menores. O Portal mostrou que o campo do Cerro foi mantido com 64 metros de largura, diminuindo ainda mais os espaços laterais.
Esse talvez seja o ponto mais importante.
O Palmeiras conseguiu sair na frente em dois dos três encontros. Não venceu nenhum.
Em Assunção, Arias marcou e o Cerro empatou.
Na ida das oitavas, Flaco marcou e o Cerro empatou novamente.
Somados os três confrontos, foram apenas 51 minutos de Palmeiras em vantagem dentro de 270 minutos regulamentares.
É pouco para uma equipe que teve mais bola e mais finalizações em todos os encontros.
A conclusão do levantamento não é que o Palmeiras precise necessariamente ter mais posse.
Ele já teve.
Também não basta simplesmente finalizar mais.
Ele já finalizou 47 vezes.
A questão para a decisão desta quarta está na qualidade e, principalmente, na transformação desse volume em vantagem real.
Em três partidas, o Palmeiras precisou de 23,5 finalizações para marcar um gol contra o Cerro. Produziu territorialmente muito mais do que o adversário, mas não conseguiu transformar essa superioridade em três pontos ou vitória no mata-mata.
É justamente aí que o jogo de hoje pode ser diferente.
Como mandante e diante da própria torcida, o Cerro pode encontrar momentos em que precise abandonar o bloco baixo e adiantar suas linhas. Se isso acontecer, o Palmeiras poderá encontrar algo que praticamente não teve nos confrontos anteriores: espaço para acelerar com o adversário desorganizado.
Por isso, abrir o placar terá valor ainda maior.
Não apenas porque obrigaria o Cerro a buscar o empate, mas porque potencialmente mudaria a própria natureza do confronto.
Existe ainda um contraponto importante.
Apesar da dificuldade em 2026, o histórico na Nueva Olla é amplamente favorável ao Palmeiras. O Verdão soma quatro vitórias e três empates em sete partidas disputadas no estádio, com 12 gols marcados e apenas dois sofridos.
Ou seja: o problema recente não é jogar em Assunção. É este Cerro Porteño de 2026.
O Palmeiras chega ao quarto confronto da temporada contra o mesmo adversário sabendo exatamente o tipo de jogo que encontrará.
O Cerro também sabe como o Palmeiras pretende atacá-lo.
Depois de 270 minutos, 47 finalizações e nenhum triunfo alviverde, a decisão desta quarta será também uma disputa de ajustes.
Quem conseguir finalmente quebrar o padrão estará nas quartas de final.
A classificação, além do peso esportivo, também representa uma premiação importante. O Portal do Palestra levantou quanto o Palmeiras pode faturar se avançar na Libertadores.
Cerro Porteño x Palmeiras começa às 19h (de Brasília), na Nueva Olla. A partida terá transmissão exclusiva do Paramount+. Veja também onde assistir ao Palmeiras e todos os detalhes da decisão.







































