Portal do Palestra
·18 de agosto de 2026
Cerro Porteño x Palmeiras: escalações, arbitragem e o que decide a vaga em Assunção

In partnership with
Yahoo sportsPortal do Palestra
·18 de agosto de 2026

O Palmeiras joga a temporada em 90 minutos nesta quarta-feira (19), às 19h de Brasília, contra o Cerro Porteño, no Estádio Ueno La Nueva Olla, em Assunção. A ida das oitavas de final da Libertadores terminou 1 a 1 no Nubank Parque, e a Conmebol não usa mais o gol fora de casa como critério: quem vencer avança, e qualquer empate joga a vaga para os pênaltis, dentro do estádio do adversário.
O Verdão chega pressionado. São quatro jogos sem vitória, sete gols sofridos no período e a derrota de virada por 3 a 2 para o Fluminense no sábado (15), no Maracanã. Do outro lado, um Cerro Porteño que não perde para o Palmeiras em 2026 e que vai encontrar a Nueva Olla cheia — o clube paraguaio anunciou os ingressos esgotados ainda na segunda-feira.
Ficha do jogo
Libertadores 2026 · Oitavas de final · Volta
Data
19 de agosto de 2026
Horário
19h (de Brasília)
Local
Estádio Ueno La Nueva Olla, em Assunção (PAR)
Onde assistir
Paramount+
Arbitragem
Facundo Tello (ARG)
A baixa mais pesada é no meio-campo. Andreas Pereira recebeu cartão vermelho direto no segundo tempo da ida e cumpre suspensão automática em Assunção — o clube chegou a estudar um recurso à Conmebol, mas desistiu.
No ataque, Ramón Sosa saiu mancando do Maracanã e teve lesão muscular na coxa esquerda confirmada em exames. O paraguaio perde justamente o jogo que esperava fazer em casa. Seguem no departamento médico o lateral Jefté, que trata o joelho, e o atacante Paulinho, com problema na coxa. Khellven avançou para a transição física, mas ainda não é opção.
A notícia boa vem da defesa. Gustavo Gómez, autor de um dos gols no Maracanã, está à disposição, e Alexander Barboza superou as dores no pé que o tiraram do último jogo. É a primeira vez em cerca de um mês que Abel Ferreira tem a zaga inteira disponível.
O time de Ariel Holan tem dois desfalques prováveis. O zagueiro Matías Pérez trata um estiramento no sóleo e o atacante Cecilio Domínguez sente o adutor; os dois seguiram em trabalho diferenciado às vésperas da partida. Em compensação, os meio-campistas César Bobadilla e Robert Piris da Motta se reapresentaram sem queixas e ficam à disposição.
Holan já assumiu publicamente que prepara o elenco para a disputa de pênaltis, incluindo o estudo das características do goleiro adversário. O treinador argentino também pediu apoio da torcida do primeiro ao último minuto, tratando o ambiente como um trunfo — leitura que o Palmeiras conhece bem: o Cerro trabalha abertamente pelo cenário que o Verdão quer evitar.
Sem Andreas, a dúvida de Abel é de característica, não de nome: Emiliano Martínez dá proteção ao setor e libera os alas, enquanto Maurício aproxima o time da área adversária — o meia marcou depois de entrar no Maracanã. Lucas Evangelista aparece como terceira via. O detalhamento da escolha está no panorama da provável escalação para Assunção.
Palmeiras (provável): Carlos Miguel; Barboza (Agustín Giay), Gustavo Gómez e Murilo; Allan, Marlon Freitas, Emiliano Martínez (Maurício) e Joaquín Piquerez; Jhon Arias, Vitor Roque e Flaco López.
Cerro Porteño: na ida, Holan começou com Roffo; Cañete, Velázquez, Matías Pérez e Chaparro; Paredes, Piris da Motta, Morel e Cecilio Domínguez; Jonatan Torres e Pablo Vegetti. Com as dúvidas no zagueiro e no atacante, a base deve ser mantida com no máximo duas trocas.
A Conmebol escalou uma equipe inteiramente argentina. Facundo Tello, que apitou nas Copas do Mundo de 2022 e de 2026, é o árbitro. Os assistentes são Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade, com Nazareno Arasa como quarto árbitro. No VAR ficam Héctor Paletta e Nicolás Lamolina.
A conta é curta: vencer classifica. Empate, com ou sem gols, leva a série para as penalidades. É o cenário que o Verdão tentou evitar em casa, quando o gol de Flaco López abriu o placar aos 82 minutos e o empate paraguaio saiu nos acréscimos, com falha de Carlos Miguel e o time jogando com um a menos.
O problema é que dominar o Cerro tem sido a parte difícil. Em três confrontos na temporada — duas igualdades por 1 a 1 e uma derrota por 1 a 0 —, o Palmeiras esteve à frente do placar por apenas 51 dos 270 minutos disputados.
51
minutos em que o Palmeiras esteve à frente do placar nos 270 disputados contra o Cerro Porteño em 2026, em três jogos sem vitória
Data Palestra
Há, porém, um histórico que joga a favor. Como visitante, o Verdão nunca perdeu para o clube paraguaio: são nove jogos, cinco vitórias e quatro empates, com 17 gols marcados e apenas 4 sofridos. As três derrotas do confronto aconteceram todas em São Paulo. Nos dois mata-matas anteriores, em 2018 e 2022, quem passou foi o Palmeiras.
Quem avançar encara o vencedor de Mirassol e LDU nas quartas de final. A vaga também tem peso de caixa: a Libertadores virou questão de milhões para o clube em 2026.
O Cerro esgotou a carga de ingressos com dois dias de antecedência e promete casa cheia, cenário bem diferente do que encontrou em São Paulo. Também entrou na conta o tamanho do campo: na fase de grupos, em abril, o clube paraguaio reduziu a largura do gramado para 64 metros — dentro do mínimo permitido, mas longe do padrão de 68 —, episódio que levou a Conmebol a criar um protocolo obrigando os clubes a informar previamente as dimensões e a mantê-las até o fim da competição.
Entre os jogadores, o discurso é de decisão. “O próximo jogo é sempre o jogo da nossa vida, é uma final para nós. Temos de lidar dessa forma para sair de lá com a vitória e a classificação”, disse Maurício. O meia também reconheceu a queda de rendimento: “Nos últimos quatro jogos não fomos bem, não ganhamos, então a gente sabe da importância desse jogo.”







































