Esporte News Mundo
·04 de agosto de 2026
Chefe de Desenvolvimento e Secretário-Geral da FIFA se manifestam sobre polêmica de Infantino

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A crise interna na FIFA ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (4). Após o fracasso da proposta de Gianni Infantino de comercializar 20% da Copa do Mundo e de outras competições da entidade, dois dos principais dirigentes da organização passaram a contestar publicamente a condução do projeto, ampliando a pressão sobre o presidente da instituição.
Um dos posicionamentos mais contundentes veio de Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento do futebol da FIFA. Em comunicado enviado à imprensa, o ex-treinador afirmou que não participou da elaboração da estratégia e revelou que tomou conhecimento da iniciativa apenas por meio da imprensa. Para ele, a retirada da proposta era uma decisão necessária para preservar a independência, a transparência e a integridade da entidade.
As críticas também partiram de Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA. Segundo informações divulgadas pelos veículos Sky e The Athletic, um e-mail enviado por ele a dirigentes da organização reconhece o momento de instabilidade vivido pela entidade. Na mensagem, Grafstrom afirma que os funcionários serão protegidos do cenário político interno e pede serenidade diante da crise.
O desgaste ocorre após forte resistência de diversas confederações ao plano defendido por Infantino, especialmente da UEFA. A pressão levou ao abandono da proposta e expôs divergências entre a presidência e membros da alta cúpula da FIFA, algo que vinha sendo tratado de forma reservada até então.
A situação ficou ainda mais delicada porque as manifestações de Wenger e Grafstrom se somam a outras baixas e críticas recentes. Entre elas estão a saída do assessor financeiro Carlos Cordeiro, considerado um aliado de confiança de Infantino, e as declarações do chefe de operações Kevin Lamour, que afirmou que sua equipe foi “enganada” durante todo o processo envolvendo o projeto comercial.
Com os questionamentos agora partindo de alguns dos nomes mais influentes da FIFA, a pressão sobre Gianni Infantino aumenta significativamente. O episódio evidencia uma divisão interna cada vez mais evidente e levanta dúvidas sobre a condução da entidade e o futuro da gestão do dirigente à frente do futebol mundial.







































