Esporte News Mundo
·01 de agosto de 2026
Chelsea escapa de punição mais dura, mas recebe multa milionária; entenda o caso

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·01 de agosto de 2026

O Chelsea foi punido pela Federação Inglesa de Futebol (FA) com uma multa de 10 milhões de libras (cerca de R$ 70 milhões) após admitir uma série de irregularidades envolvendo a atuação de agentes em negociações de jogadores. As infrações, 74 ao todo, ocorreram entre 2009 e 2022, com maior concentração entre 2010 e 2016, período em que o clube era administrado por Roman Abramovich.
Além da multa, o clube também recebeu uma punição de proibição de registrar jogadores durante duas janelas consecutivas de transferências. No entanto, a sanção foi suspensa até 30 de junho de 2027 e só poderá ser aplicada caso o Chelsea volte a cometer infrações semelhantes dentro do período determinado pela entidade.
Inicialmente, uma Comissão Disciplinar independente da FA havia determinado, além da multa, a perda de seis pontos. O Chelsea, porém, recorreu da decisão, e um Conselho de Apelação independente anulou a dedução de pontos após uma nova audiência. Em contrapartida, manteve a punição esportiva do transfer ban, mas com efeito suspenso.
Em comunicado oficial, a Federação Inglesa explicou que o Chelsea admitiu as 74 violações da Regra E1.2 antes da audiência disciplinar. A entidade destacou que a suspensão da punição poderá ser revista caso o clube ou algum de seus representantes seja considerado culpado por novas infrações semelhantes até junho de 2027.
O caso faz parte das investigações iniciadas após a mudança de propriedade do clube, concluída em 2022. Desde que o consórcio liderado por Todd Boehly e Clearlake Capital assumiu o controle do Chelsea, a nova diretoria passou a revisar operações realizadas durante a gestão anterior e comunicou às autoridades possíveis irregularidades encontradas, colaborando com o andamento das investigações.
Segundo a FA, as violações estavam ligadas ao pagamento de agentes e intermediários em diversas negociações de jogadores ao longo de mais de uma década. A entidade entendeu que essas operações descumpriram normas que regulam a atuação de representantes e exigem transparência nas transações envolvendo atletas.
Em nota, o Chelsea reforçou que todas as infrações investigadas ocorreram antes da chegada da atual administração. O clube afirmou que colaborou integralmente com a Federação Inglesa durante todo o processo, destacou que adotou medidas para fortalecer seus mecanismos de governança e conformidade e ressaltou que a decisão encerra definitivamente o caso no âmbito da FA.
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