Choque de estilos trava grande amistoso entre Estados Unidos e Alemanha antes da Copa do Mundo de 2026 | OneFootball

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·07 de junho de 2026

Choque de estilos trava grande amistoso entre Estados Unidos e Alemanha antes da Copa do Mundo de 2026

Imagem do artigo:Choque de estilos trava grande amistoso entre Estados Unidos e Alemanha antes da Copa do Mundo de 2026

Os Estados Unidos foram derrotados pela Alemanha por 2 a 1 neste sábado (6), no Soldier Field, em Chicago, no último amistoso preparatório antes da Copa do Mundo de 2026.

Kai Havertz e Leroy Sané marcaram para os alemães, enquanto Antonee Robinson anotou um golaço para a equipe comandada por Mauricio Pochettino.


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Apesar do resultado, os norte-americanos deixaram boas impressões diante de uma das seleções mais fortes do Mundial e mostraram evolução em relação aos amistosos contra Bélgica e Portugal.

O jogo

A Alemanha começou a partida de forma avassaladora e precisou de apenas um minuto para abrir o placar. Em cobrança de falta de Joshua Kimmich, Kai Havertz apareceu completamente livre dentro da área após falha de marcação de Miles Robinson e cabeceou para o fundo das redes.

Pouco depois, aos seis minutos, os alemães chegaram a marcar novamente. Kimmich encontrou Leroy Sané nas costas de Antonee Robinson, o atacante cruzou rasteiro para Havertz empurrar para o gol, mas o lance foi anulado porque a bola já havia saído pela linha de fundo antes do cruzamento.

O início indicava uma tarde complicada para os Estados Unidos, que tiveram dificuldades para lidar com a intensidade alemã.

Porém, aos poucos, a equipe de Mauricio Pochettino começou a controlar mais a posse de bola e passou a ocupar o campo ofensivo. Mesmo sem criar grandes oportunidades inicialmente, os norte-americanos conseguiram diminuir o domínio alemão e assumir o controle territorial da partida a partir dos 20 minutos.

A Alemanha ainda assustou aos 35 minutos. Florian Wirtz encontrou Nathaniel Brown dentro da área após cruzamento desviado, mas o lateral finalizou sem força para defesa tranquila de Matt Freese.

Pouco depois veio o empate norte-americano.

Após cobrança de escanteio de Christian Pulisic e afastamento parcial da defesa alemã, a bola sobrou na entrada da área para Antonee Robinson. Sem deixar a bola quicar, o lateral acertou um chute espetacular e não deu qualquer chance para Oliver Baumann.

O gol mudou completamente o panorama da partida.

Os Estados Unidos cresceram muito nos minutos finais do primeiro tempo e passaram a pressionar constantemente a saída de bola alemã. Pulisic, Balogun, Tillman e Sergiño Dest passaram a encontrar espaços entre as linhas e criaram os melhores momentos da equipe na partida.

Balogun levou perigo após boa jogada iniciada por Pulisic e McKennie. Pouco depois, Dest apareceu dentro da área após sobra de bola e finalizou para fora.

A pressão aumentou ainda mais nos minutos finais. Pulisic teve uma finalização bloqueada por Jonathan Tah após grande jogada individual e voltou a assustar nos acréscimos depois de roubar uma bola de Kimmich e acelerar em direção à área alemã.

Ainda houve tempo para mais uma boa oportunidade. Em cobrança curta de escanteio, Malik Tillman encontrou Antonee Robinson livre dentro da área. O lateral preferiu servir Pulisic, que apareceu sem marcação, mas novamente parou na defesa alemã.

Os últimos dez minutos da primeira etapa foram inteiramente dos Estados Unidos, que terminaram o primeiro tempo em seu melhor momento na partida.

Segundo tempo

A segunda etapa começou da mesma forma que terminou a primeira: com os Estados Unidos pressionando.

Logo nos primeiros minutos, Malik Tillman, Folarin Balogun e Christian Pulisic obrigaram Oliver Baumann a fazer três defesas no mesmo lance. A jogada acabou anulada posteriormente por impedimento, mas serviu como aviso do que seria o início norte-americano no segundo tempo.

A Alemanha respondeu rapidamente.

Primeiro com uma boa jogada de Leroy Sané, que aplicou um rolinho em Tim Ream e cruzou rasteiro para Kai Havertz. O atacante apenas ajeitou para Nmecha finalizar para defesa tranquila de Matt Freese.

Pouco depois, aos 56 minutos, veio o gol da vitória alemã.

Trabalhando a posse de bola no campo ofensivo, os visitantes encontraram Kai Havertz dentro da área. O atacante limpou Tim Ream e rolou para Leroy Sané, que finalizou de forma até mascada. A bola passou por Matt Freese e morreu no fundo das redes para recolocar a Alemanha em vantagem.

O gol mudou o ritmo da partida.

Mauricio Pochettino iniciou sua sequência de substituições, enquanto a Alemanha manteve parte importante de sua equipe titular em campo. Com mais entrosamento e organização, os alemães assumiram o controle das ações e passaram a dificultar bastante a construção ofensiva dos Estados Unidos.

Durante boa parte do segundo tempo, a equipe norte-americana encontrou dificuldades para criar oportunidades claras e viu a Alemanha controlar a posse de bola sem sofrer grandes sustos.

A última boa chegada alemã veio aos 77 minutos. Após recuperar a bola no campo de ataque, a Mannschaft construiu boa jogada que terminou em cabeçada de Deniz Undav para fora.

Os Estados Unidos voltaram a crescer apenas na reta final da partida, principalmente após a entrada de Sebastian Berhalter.

O meio-campista entrou muito bem e participou da melhor sequência ofensiva norte-americana no segundo tempo. Em uma bela tabela com Timothy Weah, encontrou Sergiño Dest pelo lado direito. No rebote da jogada, Joe Scally finalizou com perigo e obrigou Baumann a fazer uma boa defesa.

Pouco depois, Brenden Aaronson recebeu pela esquerda, cortou para o meio e acertou uma ótima finalização, exigindo mais uma intervenção importante do goleiro alemão.

A pressão final dos Estados Unidos inflamou a torcida presente no Soldier Field, que passou a cantar “USA! USA!”, mas a reação parou por aí.

Nos minutos finais, o amistoso ganhou tons mais físicos. Bayer e Timothy Weah protagonizaram entradas duras em sequência, iniciando discussões e pequenos empurrões entre jogadores das duas equipes. A arbitragem distribuiu cartões amarelos e conseguiu controlar a situação.

Após isso, o jogo esfriou completamente até o apito final.

Estatísticas da partida

Posse de bola: Estados Unidos 53% x 47% Alemanha

Finalizações: Estados Unidos 16 x 12 Alemanha

Finalizações no gol: Estados Unidos 4 x 4 Alemanha

Escanteios: Estados Unidos 10 x 2 Alemanha

Cartões amarelos: Estados Unidos 1 x 3 Alemanha

Destaques da partida

⭐ Melhor em campo: Kai Havertz

De volta à seleção alemã após a final da Champions League, Kai Havertz confirmou seu protagonismo.

O atacante marcou um gol, distribuiu uma assistência e mostrou mais uma vez sua versatilidade, atuando tanto como referência ofensiva quanto recuando para participar da construção das jogadas.

Foi o principal responsável pelos dois gols alemães e mostrou por que será uma das principais armas de Julian Nagelsmann na Copa do Mundo.

📈 Outro destaque: Antonee Robinson

O golaço marcado foi apenas a recompensa por uma atuação muito sólida.

Além de aparecer bem no ataque, Robinson foi extremamente seguro defensivamente durante boa parte da partida e reforçou seu status de jogador intocável na equipe de Mauricio Pochettino.

A única preocupação ficou por conta de sua saída de campo aparentando algum desconforto físico.

📉 Destaque negativo: Miles Robinson

Já bastante questionado pela torcida antes mesmo da convocação, Miles Robinson voltou a ter uma atuação abaixo do esperado.

O defensor falhou na marcação do primeiro gol alemão ao deixar Havertz completamente livre dentro da área e teve pouca influência positiva ao longo do restante da partida.

Com Chris Richards fora, recebeu uma oportunidade importante, mas não aproveitou.

O que o resultado significa?

Apesar da derrota, os Estados Unidos saem deste amistoso com mais respostas positivas do que negativas.

Diferentemente do que aconteceu contra Bélgica e Portugal, a equipe não foi dominada durante toda a partida. Pelo contrário, conseguiu absorver melhor a pressão inicial, controlar seus momentos de intensidade e competir de igual para igual durante longos períodos diante de uma das seleções mais fortes da Copa do Mundo.

As duas equipes tiveram momentos de superioridade ao longo dos 90 minutos e o empate talvez fosse o resultado mais justo pelo que foi apresentado em campo.

Para Mauricio Pochettino, fica a sensação de que os erros apresentados nos amistosos de março foram parcialmente corrigidos. A principal preocupação segue sendo o setor defensivo, especialmente quando a equipe enfrenta adversários de elite.

A ausência de Chris Richards ficou evidente. Sem seu principal zagueiro, os Estados Unidos sofreram bastante nos duelos contra jogadores do nível de Kai Havertz e Leroy Sané.

Ainda assim, os sinais deixados nos amistosos contra Senegal e Alemanha são positivos. Os Estados Unidos chegam à Copa do Mundo mais organizados, mais competitivos e com uma ideia de jogo muito mais clara do que apresentavam alguns meses atrás.

Não há motivos para preocupação olhando para os dois últimos amistosos. Pelo contrário. A seleção mostrou que aprendeu com os erros cometidos diante de Bélgica e Portugal e chega pronta para iniciar sua caminhada no Mundial.

O que vem a seguir?

Os Estados Unidos voltam a campo na sexta-feira (12), às 22h00 (horário de Brasília), para enfrentar o Paraguai na abertura do Grupo D da Copa.

A partida será disputada no SoFi Stadium e marcará o início da campanha norte-americana diante de sua torcida em busca da melhor participação da história do país em Mundiais.

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