Choque de gigantes: na 20ª rodada da Serie A, Inter e Napoli medem forças na luta pelo título | OneFootball

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·10 de janeiro de 2026

Choque de gigantes: na 20ª rodada da Serie A, Inter e Napoli medem forças na luta pelo título

Imagem do artigo:Choque de gigantes: na 20ª rodada da Serie A, Inter e Napoli medem forças na luta pelo título

Marcando a abertura do returno, a 20ª rodada da Serie A concentra boa parte das tensões do campeonato em um único fim de semana. O principal foco estará no embate entre Inter e Napoli, confronto direto entre líder e terceiro colocado que pode reorganizar a disputa pelo scudetto, apesar de os azzurri não poderem ultrapassar a adversária por conta do tropeço no Verona. O duelo carrega, ainda, um acalorado pano de fundo recente: o jogo do primeiro turno foi marcado por um pênalti mal assinalado a favor dos visitantes e, na cobrança, pela lesão de De Bruyne, além de várias discussões em campo, inclusive entre Lautaro e Antonio Conte. Tudo isso alimenta um ambiente de revanche para a equipe nerazzurro.

A rodada também oferece outros recortes relevantes na parte de cima da tabela. O Como, sexto colocado e dono de uma das trajetórias mais consistentes da temporada, recebe o Bologna, oitavo e em queda livre, num duelo direto por vagas europeias. Já o Milan, vice-líder e vindo de tropeço no Genoa, encara uma Fiorentina ainda situada na zona de rebaixamento, mas em clara recuperação de desempenho e pontuação, o que adiciona um grau extra de risco a um jogo que, quando realizado em Florença, é sempre promessa de fortes emoções. Confira, a seguir, a prévia da jornada.


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O jogão

Domingo, 11/1, 16h45

Inter x Napoli

Inter e Napoli voltam a se enfrentar num momento de máxima tensão na parte alta da tabela. Líder do campeonato, a equipe nerazzurra encara o atual campeão – terceiro colocado – num confronto direto pelo scudetto, ainda atravessado pela memória recente do duelo do primeiro turno, vencido pelos partenopei por 3 a 1 em um jogo marcado por polêmicas de arbitragem e pela lesão de De Bruyne. O recorte histórico imediato também favorece os azzurri: estão invictos há quatro partidas contra a Beneamata na liga (uma vitória e três empates) e pode emplacar dois triunfos consecutivos no confronto pela primeira vez desde 2016-17.

O Giuseppe Meazza, porém, tem sido um território menos permeável para os napolitanos. A Inter não perde em casa para o rival há oito jogos de Serie A (cinco vitórias e três empates), embora as duas apresentações mais recentes tenham terminado em igualdade – o último sucesso visitante data de abril de 2017. Ainda assim, há um dado que relativiza o mando de campo: desde os anos 2000, o time nerazzurro venceu apenas duas das 19 partidas disputadas contra o Napoli no returno, ambas por 2 a 0, também em Milão, o que ajuda a explicar o histórico recente mais equilibrado entre as equipes.

Outra questão que pode pesar no duelo é a forma atual dos rivais. A Inter chegou a 14 vitórias nas primeiras 18 rodadas pela sétima vez em sua história – e, nas quatro ocasiões em que alcançou ao menos 15 triunfos nas primeiras 19 jornadas, terminou campeã. Em casa, no atual primeiro turno, o time de Cristian Chivu não empatou: somou sete sucessos e duas derrotas, sempre marcando ao menos dois gols nos compromissos em que se sagrou vitoriosa. Do outro lado, o Napoli sentiu o amargor do revés em sete ocasiões na temporada em todas as competições, duas a mais do que em toda a campanha anterior. Sinal de um percurso menos estável, apesar da proximidade da líder na classificação.

Entre os duelos individuais, o artilheiro Lautaro chega como um dos motores ofensivos do campeonato – participou de 90 finalizações (66 chutes e 24 chances criadas, com 10 bolas nas redes), número superado apenas por Paz, do Como, com 96 –, mas vive um jejum específico contra o adversário do fim de semana: seus quatro gols contra o Napoli na Serie A vieram todos nos sete primeiros encontros; nos oito mais recentes, contribuiu apenas com uma assistência. Do lado napolitano, McTominay já marcou duas vezes em três jogos contra a Inter na liga, inclusive no duelo do primeiro turno. Assim, a equipe nerazzurra pode se tornar a primeira rival contra a qual estufa o barbante em três partidas distintas no torneio.

Prováveis escalações

Inter: Sommer; Bisseck, Akanji, Bastoni; Luis Henrique, Barella, Çalhanoglu, Zielinski, Dimarco; Lautaro, Thuram.

Napoli: Milinkovic-Savic; Di Lorenzo, Rrahmani, Juan Jesus; Politano, Lobotka, McTominay, Spinazzola; Elmas, David Neres; Højlund.

Fique de olho

Sábado, 10/1, 11h

Como x Bologna

Como e Bologna se enfrentam no Giuseppe Sinigaglia em um confronto direto por vagas europeias que opõe um dos times com a melhor sequência recente do campeonato àquele com o momento mais instável entre os postulantes à parte alta da tabela, que tem urgência em reagir. A equipe lombarda tem 33 pontos após 18 rodadas, estabeleceu seu novo recorde no quesito na Serie A e vem embalada por três triunfos consecutivos – algo inédito nesta temporada – e com a possibilidade de vencer as três partidas iniciais de um mesmo ano pela primeira vez em sua história na elite. Em casa, os lariani sustentam números raríssimos no contexto dos cinco grandes campeonatos europeus: apenas três gols sofridos em oito compromissos, nove clean sheets no certame e a chance de emendar quatro partidas seguidas sem serem vazados em seus domínios, algo que não acontece desde 1985.

O histórico local também favorece o Como. Em 10 jogos como mandante diante do Bologna pela liga, nunca foi derrotado: sete êxitos e três empates. O recorte recente, porém, desloca a vantagem para os emilianos. O Bologna venceu os dois últimos encontros – ambos no Renato Dall’Ara, incluindo o 1 a 0 do primeiro turno – e pode alcançar pela primeira vez três sucessos consecutivos no duelo, além de tentar algo inédito no confronto: vencer os dois turnos de uma mesma edição da Serie A contra os lariani.

O problema para o conjunto de Vincenzo Italiano é o momento. Nas últimas seis rodadas, somou apenas dois pontos (dois empates e quatro derrotas), pior rendimento do campeonato desde o início de dezembro, ao lado do Pisa. Curiosamente, o desempenho fora de casa segue mais competitivo: a equipe marcou em todas as últimas sete viagens, com média exata de dois gols por partida no período, sequência que não se via desde 2023. A produção ofensiva, contudo, depende bastante da presença de Castro entre os titulares: com o argentino iniciando os jogos, a proporção é de 1,7 ponto e 1,6 gol por encontro; sem ele no onze inicial, cai para 1,1 em ambos os indicadores.

No lado lombardo, a consistência defensiva é o principal pilar da campanha. O Como divide com a Roma a melhor retaguarda da competição, com apenas 12 tentos sofridos, e lidera o quesito de gols concedidos antes do intervalo – apenas cinco. Individualmente, Paz ainda busca deixar sua marca justamente contra o adversário em que mais atuou sem participação direta em bolas nas redes, enquanto o conjunto aposta na solidez coletiva para neutralizar uma das equipes que mais frequentemente encontra o caminho da rede como visitante; o fez em todas as sete pelejas mais recentes, e em 14 oportunidades.

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Tentando reagir e sair do buraco, a Fiorentina recebe um Milan que tropeçou no meio de semana (Getty)

Domingo, 11/1, 11h

Fiorentina x Milan

A Fiorentina recebe o Milan no Artemio Franchi em um confronto que opõe trajetórias bem distintas neste início de returno: um mandante em recuperação gradual e um visitante que construiu sua campanha a partir de regularidade, solidez defensiva fora de casa e eficiência para reverter cenários adversos. Historicamente, a equipe violeta é a adversária contra a qual os rossoneri mais marcaram na Serie A: 268 gols em 171 partidas, nas quais somou 79 vitórias, 45 empates e 47 derrotas – apenas diante da Roma o time lombardo venceu mais vezes. O equilíbrio recente, porém, tem sido menor: apenas um empate nos últimos 11 encontros de campeonato, com sete sucessos do Diavolo e três dos gigliati. Ainda assim, em Florença, o cenário se inverteu nas temporadas mais recentes: a Viola venceu três dos últimos quatro duelos na Toscana, o mesmo número de sucessos que havia obtido nas 18 pelejas anteriores como anfitriã.

A equipe violeta tenta transformar esse recorte favorável em consistência. São dois resultados positivos consecutivos (um triunfo e um empate), algo que ainda não havia ocorrido nesta temporada, e sete pontos somados nas últimas quatro rodadas – um a mais do que em toda a sequência inicial de 15 partidas. Após os triunfos sobre Udinese e Cremonese, existe a possibilidade de alcançar três vitórias caseiras seguidas no campeonato pela primeira vez desde março do ano passado. O problema estrutural segue sendo a gestão das vantagens: nenhum outro time perdeu tantos pontos depois de sair na frente quanto a Fiorentina (18), um contraste direto com o perfil do adversário, que é o segundo a mais ter pontuado em reações (garantiu nove).

O Milan chega com números que sustentam a candidatura ao título. Pode encerrar as primeiras 19 rodadas com, no máximo, uma derrota pela quarta vez na era dos três pontos – em dois precedentes em que isso ocorreu, em 1995-96 e 2003-04, acabou campeão. Fora de casa, mantém invencibilidade: cinco vitórias e três empates em oito compromissos, apenas cinco gols sofridos e a melhor defesa como visitante da liga, desempenho que, nos cinco maiores campeonatos europeus, só encontra paralelo no Bayern de Munique.

Entre os destaques individuais, Gudmundsson está entre os líderes de gols de pênalti na temporada, com as mesmas três cobranças convertidas de De Bruyne, Orsolini e Vlasic, e soma nove acertos em dez tentativas desde 2023-24. Do outro lado, Rafael Leão historicamente encontra espaços contra a Fiorentina: são seis gols em apenas oito confrontos de Serie A, ainda que apenas um deles tenha sido marcado no Franchi.

Demais jogos

Sábado, 10/1, 11h Udinese x Pisa

Sábado, 10/1, 14h Roma x Sassuolo

Sábado, 10/1, 16h45 Atalanta x Torino

Domingo, 11/1, 8h30 Lecce x Parma

Domingo, 11/1, 14h Verona x Lazio

Segunda, 12/1, 14h30 Genoa x Cagliari

Segunda, 12/1, 16h45 Juventus x Cremonese

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