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·01 de outubro de 2026

Chris Smalling conhece bem o FC Porto: “É tudo sobre ganhar”

Imagem do artigo:Chris Smalling conhece bem o FC Porto: “É tudo sobre ganhar”

Chris Smalling chegou ao FC Porto com uma mensagem clara: conhece a exigência do clube e quer responder-lhe com competitividade, liderança e ambição. Nas primeiras declarações à comunicação portista, o defesa-central falou da influência de Pedro Emanuel, do impacto causado pelo Estádio do Dragão e da conversa que tornou a mudança inevitável. Acima de tudo, garantiu: “É sobre competir e ganhar”.

Na sua primeira experiência em Portugal, Chris Smalling apresenta-se como um reforço consciente do peso da camisola e da história que encontrou à chegada. O internacional inglês não tratou a mudança como um simples passo de carreira: trouxe fome, vontade de começar e a convicção de que o sucesso exige entrega diária.


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Ao explicar a mentalidade com que chega ao FC Porto, o central colocou desde logo a fasquia no ponto mais alto. A história do clube surge como referência, mas também como responsabilidade.

“Só cheguei agora, mas conheço a história deste clube, sei que é tudo sobre ganhar.”, afirmou. “Sou alguém que vem com fome, pronto para competir, e isso será visível em cada treino e em cada jogo. Vou dar tudo todos os dias”.

O discurso é de compromisso imediato. Smalling associa a ambição aos jogos, mas começa por situá-la no trabalho diário, onde pretende tornar visível a atitude que promete levar para o campo.

O FC Porto também não é um desconhecido para o defesa-central. No Al-Fayha, foi treinado por Pedro Emanuel, antigo capitão dos dragões, e acompanhou de perto a atenção dedicada ao clube portista.

“Sei bastante, sobretudo nos últimos anos, porque ele e a equipa técnica viam muitos jogos do FC Porto.”, prosseguiu o defesa-central. “Sei que teremos muito que falar, já o fazíamos em Riade. É algo familiar e agora estou aqui, o que é bom”.

A ligação a Pedro Emanuel serviu como uma primeira ponte para a realidade azul e branca. Smalling chega, assim, com referências anteriores e com uma familiaridade que poderá facilitar a adaptação ao novo contexto.

A chegada ao Porto levou-o diretamente do aeroporto ao estádio, onde realizou testes físicos e contactou de perto com os troféus do clube. O entusiasmo antecede agora a entrada no trabalho de campo, com o central pronto para começar a treinar.

“Estou muito entusiasmado. Vim direto do aeroporto para o estádio para fazer os testes físicos e estive rodeado de todos os troféus e pude ver de perto a história deste clube.”, anunciou Smalling. “Poder fazer parte dela a partir de agora. Mal posso esperar por começar a treinar”.

O primeiro contacto teve, por isso, uma forte dimensão simbólica. Entre a história exposta e a expectativa do primeiro treino, o reforço deixou claro que quer passar rapidamente da contemplação para a participação.

Smalling encontrou uma equipa que descreve como vencedora e em grande forma, mas o olhar está colocado na exigência de uma época longa. A conversa com o treinador reforçou essa ideia de continuidade e evolução.

“Sei que venho para uma equipa de sucesso, para uma equipa que ganhou a Liga na época passada e que começou esta em grande forma.”, considerou o internacional inglês. “Vai ser uma época longa, com as taças e as competições europeias, e estou com fome de mais, venho com uma mentalidade ganhadora. Falei com o treinador e é isso que ele quer que aconteça em todos os jogos, por isso a minha função é ajudar a equipa a continuar a evoluir porque já está em grande forma”.

Essa ambição prolonga-se no objetivo de contribuir para a conquista de troféus. Perante a possibilidade de representar o FC Porto, as restantes opções perderam importância.

“Estou aqui para isso, para ajudar, para contribuir, para fazer a minha parte dentro do campo e para trazer troféus. Foi por isso que quis vir para cá quando o FC Porto se tornou uma opção real.”, garantiu. “As outras opções desapareceram porque toda a gente sabe a história do FC Porto, os jogadores que jogaram aqui. É sobre competir e ganhar, por isso é que estou aqui”.

O central acredita ainda que a experiência e a liderança podem ajudar uma equipa obrigada a manter níveis elevados numa sucessão exigente de jogos. Sem perder de vista o passado recente, prefere concentrar-se no desafio seguinte.

“Acredito que vai ajudar e espero levar essa experiência e liderança para dentro do campo.”, rematou o central. “Falei com o treinador e é verdade que ganhámos a Liga no ano passado, mas esta época é um jogo de cada vez, pois jogamos de três em três dias e os nossos níveis têm de estar no topo. Todas as equipas vão querer derrotar-nos, por isso espero ajudar a manter os níveis elevados, aprender as dinâmicas o mais rápido possível e ajudar a equipa”.

A linha comum é inequívoca: Smalling não chega apenas para acrescentar currículo, mas para se integrar depressa e sustentar a competitividade coletiva. A liderança que reivindica será medida pela capacidade de acompanhar o ritmo e responder à pressão permanente.

O número escolhido para esta nova etapa será o 6, uma das opções habituais ao longo da carreira do defesa. A disponibilidade da camisola foi interpretada como um sinal.

“Já fui o número 6 anteriormente. O 5 e o 6 são os meus números mais escolhidos, e como o número 6 ainda estava disponível, foi um sinal de que tinha de ficar com ele”, justificou Smalling.

A escolha acrescenta um elemento familiar a uma mudança marcada por muitas novidades. Num clube novo e num país diferente, o central encontrou no número uma referência pessoal.

Smalling também conheceu o Estádio do Dragão ainda vazio, depois de já o ter visto em jogos e de ter ouvido falar do ambiente. A ausência de público não o impediu de imaginar as bancadas cheias e o apoio dos adeptos.

“Nunca estive aqui, mas vi jogos, ouvi muitas coisas e ao vir do aeroporto pude ver o estádio.”, disse. “Estava vazio, mas consigo visualizá-lo cheio e com os adeptos a apoiar. Mal posso esperar por estar lá dentro, jogar perante os nossos adeptos e mostrar-lhes que estou aqui para competir e com fome”.

A imagem antecipada do Dragão cheio encaixa no tom de toda a apresentação. Smalling quer que a ligação aos adeptos seja construída através da mesma disponibilidade competitiva que prometeu desde a chegada.

Por fim, o internacional inglês explicou que se sentiu desejado pelo treinador e pelo clube durante o processo que o trouxe ao FC Porto. Uma conversa breve foi suficiente para confirmar o encaixe e transformar o interesse numa decisão.

“Senti-me muito desejado, não só pelo treinador, mas também pelo clube, que fez o que podia para me trazer para cá. Foi bom ouvir as palavras do treinador, a forma como me vê e como acha que encaixo na equipa, as coisas que posso acrescentar. Ele fez a sua pesquisa, viu os meus jogos, e simplesmente fez sentido.”, revelou. “Apenas com dez minutos de conversa, sabia que isto tinha de acontecer e ficou feito”.

A convicção foi rápida, mas o discurso aponta para um compromisso de longo alcance: competir, adaptar-se e contribuir. Entre o peso da história e a confiança transmitida pelo clube, Smalling encontrou as razões que procurava para escolher o FC Porto.

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