Cirque du Soleil ou Parque dos Dinossauros? | OneFootball

Cirque du Soleil ou Parque dos Dinossauros? | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Jogada10

Jogada10

·21 de agosto de 2026

Cirque du Soleil ou Parque dos Dinossauros?

Imagem do artigo:Cirque du Soleil ou Parque dos Dinossauros?

Conceituada no mundo da reestruturação financeira de ativos podres, a GDA Luma livrou o Cirque du Soleil da falência com injeção de capital. A companhia agora assume um investimento de alto risco no Botafogo. Enquanto Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, ainda não desembarcava no Rio de Janeiro para um primeiro contato, o clube já preparava o picadeiro. A palhaçaria começou na forma pela qual a SAF do Glorioso conduziu a saída do técnico Franclim Carvalho. Apesar de levar 6 a 1 do minúsculo Cienciano (PER), pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, o português, demitido, permaneceu mais cinco dias no Mais Tradicional. A torcida, com aquele nariz vermelho, feito de látex, aguardava a confirmação do desligamento do português e um pedido de desculpas pela jornada desastrosa em Cusco.

Não houve o mea-culpa por parte do Botafogo. No Espaço Lonier, Franclim, por sua vez, chegou a organizar um treino e passou informações sobre a partida de volta ao elenco. Horas depois, o profissional de Miranda do Corvo cairia, enfim, do comando técnico em um movimento que abriu as portas do Parque dos Dinossauros. O Glorioso anunciou Paulo Bonamigo (coordenador técnico), Ronaldo Torres (preparador físico) e Marcelo “Fera” Salles (auxiliar técnico). Todos, aliás, com passagem pelo Boavista de João Paulo Magalhães, atual presidente do quadro social do Botafogo e ex-gestor do clube de Bacaxá. Um trio que faria sentido há 20 anos e indicações longe de critérios técnicos. Não em 2026. De Alba, que não entende nada do esporte bretão, consentiu.


Vídeos OneFootball


Perigo! Social dá as cartas

Bonamigo, diante da repercussão negativa da escolha e do desgaste com a massa alvinegra, teve o bom senso de não aceitar o cargo nesta onda retrô do Botafogo. O recado, contudo, estava nítido no universo em preto e branco. Inepto nas tomadas de decisões para o futebol e responsável por quebrar o Alvinegro no período pré-SAF, o social, agora com 51% das ações, arbitra na principal pasta até os trâmites societários devolvê-lo aos 10% e confirmar os 90% da GDA Luma. Péssima notícia, portanto, para os botafoguenses. Na ânsia por protagonismo, JP Magalhães, infelizmente, não teve a grandeza do recuo e de lembrar a razão pela qual o Mais Tradicional opera como empresa desde março de 2022.

Gabriel De Alba, ao menos, não é um holograma ou inteligência artificial. Os primeiros sinais da futura administração, porém, são ruins, não convencem, aludem a cartolas ultrapassados e soam como cortinas de fumaça. O empresário mexicano emulou John Textor, prometeu “bicho” diante do inexpressivo Cienciano, abusou de frases feitas que não condizem com a realidade de um clube em Recuperação Judicial e foi cercado por bajuladores. Em nenhum momento, o chefão mencionou recuperação fiscal, saneamento de caixa e equilíbrio financeiro. Ainda há o registro de um encontro com uma facção alvinegra sempre envolvida em episódios de violência. Definitivamente, o dono do circo não conhece o picadeiro onde pisa.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  TwitterInstagram e Facebook.

Saiba mais sobre o veículo