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·19 de março de 2026

Clube alemão perde 27 pontos após jogador atuar com identidade falsa

Imagem do artigo:Clube alemão perde 27 pontos após jogador atuar com identidade falsa

O futebol amador da Alemanha enfrenta um de seus episódios mais incomuns dos últimos anos. A campanha da SpVgg Haidhausen, então líder da Kreisliga 3 da Baviera, foi abruptamente impactada após a prisão de um jogador que atuava com identidade falsa e é investigado por crimes graves.

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SpVgg Haidhausen – Foto: Reprodução/Instagram


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O atleta, conhecido como “Mateo V.”, de 34 anos, foi detido no dia 2 de dezembro durante uma operação policial em Obersendling. De acordo com as autoridades, ele tentou fugir da abordagem e chegou a avançar com o carro contra agentes, sendo contido após disparos. O jogador é investigado por tentativa de homicídio e tráfico de drogas com uso de armas.

Na residência do suspeito, a polícia apreendeu cinco quilos de anfetaminas, cerca de 50 mil euros em dinheiro, armas de fogo carregadas e múltiplos passaportes falsificados. A partir desse material, as investigações concluíram que a identidade utilizada pelo atleta no futebol não era verdadeira.

A constatação teve efeito direto no âmbito esportivo. A Federação Bávara de Futebol considerou que o jogador nunca teve registro válido, o que levou o tribunal esportivo regional a anular os resultados de dez partidas em que ele atuou. Como consequência, a equipe perdeu 27 pontos, referentes a nove vitórias, e deixou a liderança da competição.

O clube recorreu da decisão. O presidente Giuseppe Scialdone afirmou que a instituição também foi vítima da fraude e defende a revisão da punição. “Não temos culpa. Somos os prejudicados aqui”, declarou. A federação, por sua vez, reconheceu a ausência de responsabilidade direta do Haidhausen e optou por não aplicar sanções financeiras ou administrativas adicionais.

O caso segue em análise no tribunal superior da entidade e levanta um debate jurídico relevante: se a responsabilidade esportiva deve recair sobre o clube em situações em que a irregularidade parte de um atleta que utilizou documentos falsos de alta complexidade, capazes de enganar inclusive órgãos estatais.

Enquanto aguarda a decisão final, o Haidhausen vê comprometida uma campanha construída dentro de campo e passa a depender de um desfecho fora dele para manter viva a possibilidade de acesso.

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