Esporte News Mundo
·04 de outubro de 2026
Clubes seguem com bets nas camisas em retorno do Brasileirão; saiba o motivo

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·04 de outubro de 2026

São Paulo, Corinthians e Atlético-MG mantiveram as marcas de casas de apostas em seus uniformes nos jogos disputados neste fim de semana, aproveitando o período de adequação previsto pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026. A determinação estabelece que anúncios e patrocínios relacionados ao setor de apostas sejam retirados completamente até segunda-feira (05/10).
O São Paulo entrou em campo na sexta-feira (02/10), pelo Brasileirão masculino, com a marca da Superbet no uniforme. No sábado (03/10), a empresa também esteve estampada na camisa tricolor durante a final do Brasileirão Feminino, diante do Corinthians, que manteve sua patrocinadora de apostas na partida.
O Atlético-MG também utilizou a marca H2 Bet no uniforme no confronto contra o Red Bull Bragantino, disputado na Arena MRV. Os três clubes, portanto, mantiveram os acordos comerciais durante os últimos dias previstos para a adequação às novas regras.
O Santos adotou uma postura diferente. O clube suspendeu o vínculo com a Novibet e já retirou a marca do uniforme no clássico contra o São Paulo, antecipando a adequação determinada pela medida.
Embora a MP ainda precise ser analisada pelo Congresso Nacional, suas determinações têm força de lei imediata. Pelo cronograma estabelecido, a publicidade de apostas em uniformes, placas e outros espaços deve ser retirada até 5 de outubro. A partir de terça-feira (06/10), sites e aplicativos das operadoras também deverão ser retirados do ar.
A medida já provocou reação de clubes. São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa protocolaram pedido de ingresso no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da MP. As equipes também pedem uma liminar para suspender os efeitos da proibição e ampliar o período de transição para contratos que já estavam em vigor.
O impacto financeiro da mudança também preocupa os dirigentes. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, declarou à Flamengo TV que o clube pode sofrer um prejuízo estimado em R$ 400 milhões nas receitas. O dirigente questionou ainda como compromissos assumidos anteriormente poderão ser sustentados diante da mudança nas regras.
No Fluminense, o presidente Mattheus Montenegro afirmou à CNN que o impacto supera R$ 100 milhões. A estimativa considera perdas relacionadas a patrocínios, placas de publicidade e estoques de uniformes que já haviam sido produzidos com marcas do setor.
O Governo Federal sustenta que a proibição tem como objetivo combater o superendividamento das famílias e preservar a saúde pública diante dos riscos associados à ludopatia. Com o prazo de adequação chegando ao fim, os clubes terão de retirar as marcas de apostas de seus espaços comerciais enquanto aguardam a análise da medida no Congresso e os desdobramentos das ações apresentadas ao STF.







































