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Território MLS

·21 de agosto de 2026

Columbus Crew encaminha contratação de meia do Botafogo

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Botafogo está vendendo Santi Rodriguez que teve passagem recente na MLS 

Santi Rodriguez, de 26 anos, está deixando o Botafogo e o destino novamente será a MLS. De acordo com o jornalista César Luis Merlo, do Uol, e confirmado pelo Território MLS, o meia uruguaio está sendo vendido ao Columbus Crew, por cifras ainda não reveladas.


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Nisso, o Território MLS soube que o jogador se animou com a possibilidade de retornar aos Estados Unidos devido a baixa minutagem em campo pelo clube carioca. Santi terá contrato de Jogador Designado no Crew e irá assinar um acordo longo.

Ao todo, ele disputou 57 jogos, marcou apenas três gols e deu seis assistências. Já em 2026, foram 23 partidas, com um gol e uma assistência. Santi sequer saiu do banco de reservas no jogo de ontem (20), contra o Cienciano, do Peru, que marcou a eliminação do Glorioso na Copa Sul-americana.

DO SUCESSO NA MLS, AO POUCO BRILHO NO BOTAFOGO

Santiago Rodríguez construiu sua reputação internacional no New York City FC, onde chegou em 2021 por empréstimo do Montevideo City Torque, também integrante do City Football Group. O uruguaio desembarcou na MLS ainda jovem e rapidamente mostrou que poderia ser mais do que uma promessa. Habilidoso, móvel e capaz de atuar pela esquerda ou centralizado, Santi se tornou uma das principais peças ofensivas do clube e participou da campanha que terminou com o primeiro título da MLS Cup da história do NYCFC, ainda em sua temporada de estreia.

A evolução foi constante nos anos seguintes. Em 2023, tornou-se jogador designado do New York City e assumiu a camisa 10, consolidando um status que já havia conquistado dentro do elenco. Sua capacidade de conduzir a bola, encontrar espaços entre as linhas e aparecer próximo à área adversária fez com que passasse a ser considerado um dos principais meias ofensivos da MLS. Ao longo de quatro temporadas, disputou 144 partidas, marcou 34 gols e deu 28 assistências, números que o colocaram entre os jogadores mais importantes da história recente da franquia.

O auge em 2024

O melhor momento de Santi Rodríguez no futebol norte-americano aconteceu em 2024. Mais maduro e assumindo ainda mais responsabilidade dentro do time, o uruguaio teve a temporada mais produtiva de sua carreira até então. Foram 16 gols e 10 assistências em 40 partidas, desempenho que despertou o interesse de clubes de diferentes mercados.

Naquela temporada, Santi também foi decisivo na campanha do New York City na Leagues Cup. O meia marcou gols importantes e ajudou a equipe a avançar até as quartas de final, incluindo uma atuação de destaque na goleada sobre o Tigres. Outro momento marcante aconteceu contra o Nashville, quando marcou com apenas 17 segundos de partida, estabelecendo o gol mais rápido da história do NYCFC.

A chegada badalada ao Botafogo

O desempenho despertou o interesse do Botafogo, que enxergou em Santi uma possível solução para a saída de Thiago Almada, negociado com o Lyon. As características dos dois jogadores eram semelhantes: ambos partiam do lado esquerdo, buscavam o meio do campo e tinham capacidade para atuar como meias ofensivos.

A contratação foi considerada uma das grandes movimentações do Botafogo para 2025. O clube carioca investiu US$ 15 milhões fixos, além de US$ 2 milhões em metas, em uma operação que poderia chegar a aproximadamente R$ 97 milhões. Naquele momento, Santi se tornou a quarta contratação mais cara da história do Alvinegro e chegou ao Rio de Janeiro com enorme expectativa.

Uma adaptação abaixo das expectativas

A realidade no Botafogo, porém, foi diferente daquela vivida na MLS. Santi encontrou dificuldades para conquistar uma sequência de partidas e teve problemas físicos logo no início da passagem pelo clube. Durante o trabalho de Renato Paiva, sua utilização passou a ser motivo de discussão interna, principalmente porque o investimento feito pelo clube criava a expectativa de que o uruguaio tivesse participação muito maior.

A situação chegou a chamar a atenção de John Textor, que demonstrou incômodo com a baixa utilização do jogador. Santi havia sido contratado justamente para ter protagonismo, mas acabou alternando entre titularidade e banco de reservas. A falta de sequência dificultou a adaptação e também impediu que o meia encontrasse a mesma confiança que tinha construído no futebol norte-americano.

Com o passar dos meses, as críticas começaram a aparecer entre torcedores. O principal questionamento não estava apenas relacionado aos números, mas à diferença entre o jogador que havia sido contratado e aquele que aparecia em campo. Para uma torcida que esperava um novo protagonista ofensivo depois da saída de Almada, Santi demorou a apresentar o futebol que havia feito dele um dos principais nomes da MLS.

2026: menos espaço e insatisfação

O cenário não melhorou em 2026. Sob o comando de Franclim Carvalho, Santi passou a ter ainda menos espaço. O técnico optou por outras alternativas para o setor ofensivo, e o uruguaio começou a aparecer com frequência no banco de reservas.

Os números mostram a mudança de cenário. Dos 19 jogos em que foi relacionado sob o comando de Franclim, Santi foi titular apenas quatro vezes. Depois da pausa para a Copa do Mundo, a situação ficou ainda mais complicada: contra Santos, Vitória e Cruzeiro, entrou apenas nos minutos finais, acumulando 26, 11 e oito minutos, respectivamente.

A insatisfação chegou ao ponto máximo na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, em julho. Chamado para entrar aos 37 minutos do segundo tempo, Santi inicialmente demonstrou irritação e questionou a comissão técnica: “Vai me colocar faltando dez minutos?”. O episódio expôs publicamente uma frustração que já vinha sendo discutida nos bastidores: o desejo do jogador de ter mais minutos.

Poucas semanas depois, Santi sequer foi relacionado para o clássico contra o Fluminense, por opção técnica. O episódio reforçou a percepção de que o uruguaio havia perdido espaço no elenco e colocou seu futuro no clube em dúvida.

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