Papo na Colina
·16 de julho de 2026
Com aval do pai e contas detalhadas: Como funciona a compra da SAF do Vasco por Marcos Lamacchia?

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·16 de julho de 2026

O Vasco deu o passo definitivo para a sua reestruturação financeira com a publicação do edital de venda de 90% das ações da SAF pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Embora o mercado destaque o valor mínimo de R$ 650 milhões em investimentos diretos, os documentos anexados ao processo revelam que a operação total com o empresário Marcos Lamacchia soma, na verdade, pouco mais de R$ 3,1 bilhões em compromissos financeiros.
Essa bolada bilionária será dividida para atacar as três principais frentes de asfixia financeira que o clube carioca enfrenta hoje: o pagamento de dívidas urgentes, os investimentos obrigatórios no futebol e a cobertura do rombo anual de caixa. O modelo de negócio foi desenhado para dar fôlego operacional imediato e garantir a sustentabilidade da instituição a longo prazo.
O projeto apresentado por Marcos Lamacchia detalha como cada centavo desse montante bilionário será alocado para tirar o Vasco do sufoco financeiro e esportivo:
O contrato de venda estabelece que o prazo limite estipulado pela Justiça para que todos os trâmites burocráticos sejam vencidos e o investidor assuma o controle definitivo é o dia 30 de setembro de 2026.
Marcos Lamacchia é filho de José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Formado em administração nos Estados Unidos e especialista em direito empresarial, o executivo de 47 anos comanda de forma independente a gestora de fundos Blue Star.
Como garantia de que todos esses bilhões prometidos serão pagos de fato, o próprio pai do empresário entrou no negócio como avalista, colocando todo o seu patrimônio pessoal como garantia jurídica do contrato.
Para dar total segurança contra novas crises, a Vasco SAF contará com mecanismos de proteção no estatuto. O novo controlador do futebol fica proibido de retirar lucros ou distribuir dividendos por dez anos, garantindo que qualquer receita gerada volte para o próprio departamento. Caso o grupo investidor atrase ou descumpra as metas de aportes programadas, há a previsão de aplicação de multa punitiva de 60% sobre o valor das notas promissórias.

Pedrinho e Marcos Lamacchia; crescem as negociações pela Vasco SAF – Foto: Reprodução
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