Com crise, derrotas e shows no Morumbi, São Paulo vê Sócio-Torcedor com piores números desde 2022 | OneFootball

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·12 de agosto de 2026

Com crise, derrotas e shows no Morumbi, São Paulo vê Sócio-Torcedor com piores números desde 2022

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Em má fase dentro de campo, sem vencer um jogo desde o fim de maio e em queda livre no Campeonato Brasileiro, o São Paulo parece ter perdido de vez a confiança de seus torcedores.

O clube do Morumbi enfrenta uma forte debandada em seu programa de sócios-torcedores. A última atualização dos números aponta que o Tricolor conta atualmente com menos de 30 mil associados titulares ativos, registrando o menor número de inscritos desde janeiro de 2022, quando o mundo começou a voltar ao normal após a pandemia de covid-19.


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A drástica redução do contingente de sócios acende um alerta financeiro no Morumbi, uma vez que a arrecadação da modalidade vinha sendo uma das principais fontes de receita recorrente para os cofres são-paulinos.

Projeção do Impacto Orçamentário

A queda no número de associados reduz quase pela metade a média mantida pelo clube em temporadas anteriores, afetando diretamente a folha de pagamentos:

Histórico recente: Em 2024 e no último ano, o programa manteve uma média superior a 50 mil participantes ativos, gerando receitas anuais na casa de R$ 55 milhões a R$ 60 milhões.

Projeção de perdas: Com o quadro reduzido para menos de 30 mil pessoas, a arrecadação anual estimada deve sofrer uma frustração de aproximadamente R$ 25 milhões.

Peso na folha: O montante que deixa de entrar equivale a mais de um mês inteiro da folha salarial do departamento de futebol.

Motivos para o Cancelamento em Massa

A debandada de associados é motivada por um conjunto de fatores esportivos, administrativos e de logística:

Crise política e institucional: O desgaste acumulado por polêmicas e escândalos nas gestões dos presidentes Julio Casares e Harry Massis gerou forte insatisfação entre os torcedores.

Desempenho no campo: A oscilação dos resultados esportivos e a falta de conquistas recentes aceleraram o movimento de cancelamento.

Ausência do Morumbi: A frequência de shows e eventos no estádio são-paulino afastou o time de sua casa em diversas rodadas, diminuindo a principal vantagem percebida pelo sócio-torcedor: a prioridade e os descontos na compra de ingressos.

Mudança de Gestão do Programa

O Tricolor está próximo de mudar a gestão do seu programa de sócios-torcedores. Isso porque a administração deve ser repassada à Ticketmaster, empresa com quem o clube fechou também a organização da venda de seus ingressos.

O acordo com a Ticketmaster deve garantir a antecipação de R$ 140 milhões da sua nova parceira.

Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR antecipou no fim de julho, o clube do Morumbi vinha pleiteando junto à nova parceria a antecipação de valores afim de amenizar um pouco a crise financeira atravessada. O montante pedido pela diretoria na ocasião foi um pouco maior, de R$ 250 milhões.

Para ser concretizada, a mudança de tiqueteira ainda precisa passar pela validação final dos órgãos de governança do clube, incluindo a apreciação do Conselho Deliberativo.

Para assumir o programa de sócios-torcedores, o São Paulo terá de arcar com a multa rescisória do contrato da Feng, que havia sido renovado no início de 2025 pelo ex-diretor de marketing Eduardo Toni (com cláusula de 11% sobre a primeira mensalidade de novos adeptos).

A diretoria são-paulina também avaliou uma proposta concorrente da NewC no valor de R$ 500 milhões — empresa responsável pelo reconhecimento facial do estádio do Palmeiras.

A oferta previa assumir as bilheterias, o sócio-torcedor e o direito de superfície do Morumbi.

Contudo, o Estatuto Social do clube veda a cessão do direito de superfície pelo presidente, inviabilizando a negociação com a NewC e selando a parceria com a Ticketmaster, com quem o São Paulo já possuía proximidade, visto que a empresa faz parte da mesma holding da Live Nation, também parceira do Tricolor para a realização de shows no Morumbi.

A proposta de caráter patrimonial prevê a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) vinculado ao direito de superfície do Morumbi, podendo alcançar aporte próximo a R$ 500 milhões a longo prazo (8 a 10 anos) para a quitação de dívidas bancárias onerosas.

Paralelamente à concorrência da bilheteria, a empresa dinamarquesa NewC — que integrou o processo licitatório original —, acompanhada de um parceiro financeiro, apresentou aos grupos políticos do clube uma oferta alternativa focada em reestruturação de dívidas.

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