Esporte News Mundo
·27 de junho de 2026
Com derrota pra França, Noruega entra no caminho do Brasil; saiba o que esperar do possível confronto

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·27 de junho de 2026

A derrota por 4 a 1 para a França, nesta sexta-feira (27), mudou completamente o caminho da Noruega na Copa do Mundo. Ao terminar na segunda colocação do Grupo I, os escandinavos passaram para o mesmo lado da chave do Brasil e podem se tornar o adversário da Seleção Brasileira nas oitavas de final. Para isso, porém, ambos ainda precisam superar seus compromissos nos 16 avos: o Brasil enfrenta o Japão, enquanto a Noruega encara a Costa do Marfim.
A decisão do técnico Ola Solbakken de escalar uma equipe praticamente reserva contra os franceses chamou atenção. Mesmo com a possibilidade de disputar a liderança do grupo, nomes como Erling Haaland, Martin Odegaard, Alexander Sorloth e Antonio Nusa sequer começaram a partida. A justificativa foi clara: preservar o elenco fisicamente para o mata-mata.

Thelo Aasgaard (#19) celebra com Andreas Schjelderup (#21) o único gol da Noruega contra a França (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
Após o confronto, Solbakken evitou projetar um possível duelo contra o Brasil e preferiu manter o foco na Costa do Marfim. “Temos um longo caminho até pensar nisso. O Brasil pode falar nisso. Nosso jogo contra a Costa do Marfim é praticamente um 50 a 50“, afirmou o treinador.
A estratégia, no entanto, não agradou completamente o elenco. Segundo a ESPN, Haaland deixou o estádio visivelmente irritado após permanecer no banco durante toda a goleada sofrida diante da França. O atacante sonha com a artilharia da Copa, mas, segundo o volante Morten Thorsby, o principal objetivo continua sendo levar a Noruega o mais longe possível no torneio.
Mesmo goleada pela França, a campanha norueguesa na primeira fase foi bastante consistente. A equipe estreou vencendo o Iraque por 4 a 1, superou Senegal por 3 a 2 em um dos melhores jogos da fase de grupos e só perdeu justamente quando optou por preservar seus principais atletas.
O grande destaque, naturalmente, é Erling Haaland. O atacante do Manchester City continua sendo uma das principais referências ofensivas da competição e lidera uma geração que ainda conta com Martin Odegaard, cérebro do meio-campo, Antonio Nusa, Bobb e Sorloth, jogadores capazes de decidir partidas em poucos minutos.

Erling Haaland e Martin Odegaard são os principais destaques ofensivos da Noruega (Foto: Fran Santiago/Getty Images)
Fisicamente, trata-se de uma equipe muito forte, que costuma explorar transições rápidas, bolas aéreas e ataques diretos. Não por acaso, Solbakken classificou a Costa do Marfim como um adversário complicado justamente pelo nível físico semelhante ao de sua seleção.
Por outro lado, a defesa ainda desperta dúvidas. Contra Senegal, a equipe sofreu dois gols e permitiu diversas chances claras. Já diante da França, mesmo com reservas em campo, mostrou dificuldades para conter equipes que conseguem acelerar o jogo entre as linhas.
Se o confronto realmente acontecer, o Brasil terá pela frente um adversário que carrega um retrospecto bastante curioso. A Noruega é a única seleção que a equipe brasileira jamais conseguiu derrotar na categoria masculina. Em quatro confrontos oficiais, são duas vitórias norueguesas e dois empates.
O duelo mais marcante aconteceu justamente na Copa do Mundo de 1998, quando a Noruega venceu por 2 a 1 na fase de grupos. Na ocasião, Bebeto abriu o placar para o Brasil, mas Flo empatou e Rekdal, de pênalti, decretou a virada nos minutos finais.
Os outros encontros terminaram com empate por 1 a 1 em 1988, vitória norueguesa por 4 a 2 em amistoso disputado em 1997 e novo empate por 1 a 1 em 2006.
Apesar das projeções, Carlo Ancelotti já deixou claro que o foco brasileiro está totalmente voltado para o Japão. A Seleção encara os japoneses na próxima segunda-feira (29), buscando confirmar presença nas oitavas de final.
Caso avance, o Brasil enfrentará o vencedor de Noruega e Costa do Marfim. Se os noruegueses confirmarem o favoritismo, o reencontro com a Seleção Brasileira colocará frente a frente uma das maiores favoritas ao título e um adversário que, historicamente, sempre conseguiu complicar a vida dos brasileiros.
Hoje, porém, o cenário é diferente: o elenco comandado por Ancelotti chega em evolução, enquanto a Noruega aposta que o descanso de suas principais estrelas possa fazer diferença justamente no momento em que a Copa separa os homens dos meninos.
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