Calciopédia
·23 de janeiro de 2026
Com dois de Pisilli, a Roma venceu o Stuttgart com maturidade na Europa League

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·23 de janeiro de 2026

Roma e Stuttgart se enfrentaram em uma noite de Europa League marcada por intensidade, equilíbrio e, ao fim, eficiência giallorossa. No estádio Olímpico, a equipe italiana venceu por 2 a 0 um jogo mais duro do que o placar sugere, decidido pela frieza nos momentos-chave e pelo protagonismo de jovens nomes amparados pela experiência de seus líderes técnicos. Com o triunfo, a equipe de Gian Piero Gasperini entrou no grupo das oito primeiras colocadas da competição e se aproximou de vaga direta nas oitavas de final.
O início da partida apresentou um Stuttgart destemido diante do ambiente romano. Pressionando alto, o time alemão criou as primeiras oportunidades ainda nos minutos iniciais, com Undav, Leweling e Mittelstädt testando a retaguarda da Roma. A equipe italiana demorou a se ajustar, mas contou com boa leitura defensiva e intervenções seguras para evitar sair atrás no marcador. O time alemão tinha mais volume; os romanistas respondiam com transições rápidas e bolas longas para atacar os espaços.
Com o avanço do primeiro tempo, a Roma conseguiu equilibrar as ações e passou a ser mais incisiva quando chegava ao ataque. Soulé e Pisilli começaram a encontrar brechas entre as linhas, enquanto Ferguson passou a incomodar a zaga alemã. Aos 40 minutos, a insistência foi recompensada: Soulé acionou Pisilli em profundidade, e o jovem meio-campista finalizou com precisão no ângulo direito de Nübel, abrindo o placar e mudando o panorama do jogo perto do intervalo.
Pisilli foi o grande nome da noite, marcando gols no fim dos dois tempos (Getty)
Na volta do vestiário, o Stuttgart tentou reagir. Criou boas chances, sobretudo em bolas paradas e em finalizações frente a frente com Svilar, obrigando a Roma a recuar em alguns momentos. Undav e Leweling estiveram perto do empate, mas falharam na definição ou esbarraram na organização defensiva dos italianos, que, mesmo sob pressão, se mantiveram sólidos.
As substituições da Roma deram novo fôlego ao time. A entrada de Dybala foi decisiva para controlar o ritmo nos minutos finais. Com mais qualidade no passe e inteligência para explorar os espaços deixados pelo adversário, a equipe voltou a ameaçar em contra-ataques, aproveitando o desgaste físico do Stuttgart.
Já nos acréscimos, quando o time alemão se lançou de vez ao ataque, a Roma foi letal. Aos 92 minutos, Dybala conduziu o contra-ataque com calma e precisão e serviu Pisilli, que apareceu novamente na área para marcar seu segundo gol, com outro belo arremate. O prata da casa selou o 2 a 0, coroando sua grande noite no Olímpico.
A doppietta do prata da casa impulsionou os giallorossi ao G8 da Liga Europa e os aproximou de vaga nas oitavas (Arquivo/AS Roma)
O apito final confirmou uma vitória construída menos no brilho constante e mais na maturidade e competitividade da equipe, atributos essenciais em torneios europeus e que vêm sendo assimilado gradualmente pela Roma sob Gasperini. O time soube sofrer, foi eficiente quando teve as chances e demonstrou profundidade de elenco e personalidade.
O Stuttgart sai de cabeça erguida pelo desempenho, mas consciente de que, na Europa League, desperdícios costumam ter custo alto, sobretudo em uma fase de liga ainda indefinida – os alemães caíram para a 13ª posição após a derrota no confronto direto, mas seguem com boas chances de avançarem diretamente às oitavas de final. No caso da Roma, a situação é clara: depende apenas de si para garantir a classificação automática, sem a necessidade dos playoffs, ao contrário do que ocorreu na temporada passada. Para tanto, basta vencer o Panathinaikos, já garantido entre os 24, na Grécia.








































