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·17 de julho de 2026

Com elenco experiente e comandante jovem, Nacional mira retorno à Série C após quase 20 anos

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A Série D está afunilando e quem segue sonhando com o acesso é o Nacional FC, do Amazonas, que busca o retorno à terceira divisão nacional após quase 20 anos de ausência. Para somar outro resultado positivo em 2026, depois do título estadual no começo do ano e do vice na Copa Norte, com direito a goleada sobre o Paysandu no caminho, o Leão da Vila, tradicional equipe do futebol manauara, aposta em um misto de experiência no elenco com juventude no comando técnico.

A novidade da vez no Naça é a chegada de Sassá, experiente atacante para alavancar a produção ofensiva da equipe. Ao seu lado, o jogador de 32 anos terá outros atletas conhecidos, com direito a ex-joia do Palmeiras, artilheiro campeão da Série D e colombiano multicampeão em seu país.


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2026 memorável (e que pode ser mais)

O ano de 2026 já é histórico para o Nacional. Fundado em 1913, sendo o mais antigo ainda em atividade e o maior campeão do estado com 44 taças, o Leão da Vila faturou o Campeonato Amazonense sobre o Amazonas, após 11 anos de jejum, e foi vice-campeão da Copa Norte atrás do Paysandu, com direito a goleada por 7 a 0 contra o próprio Papão, embora na primeira fase.

Depois dos resultados expressivos no cenário local, o Nacional voltou às atenções para a Série D, buscando retornar à terceira divisão após 19 anos da última participação. Em 2007, o clube chegou a avançar na primeira fase de grupos e parou na segunda, mas não garantiu a vaga para 2008 por não ter atingido a final estadual na temporada. 

O objetivo desde sempre foi conquistar o primeiro acesso nacional na história da equipe, tanto pela diretoria quanto pela torcida. Em sua nona participação na quarta divisão (2009, 2011, 2013, 2015, 2016, 2018, 2020 e 2023), o Naça deixou a prancheta na mão de Júlio César Nunes, jovem treinador de apenas 41 anos que começou a Série D pelo Águia e é o terceiro do clube no ano, mas parece ter colocado a equipe amazonense no caminho certo.

Para manter as expectativas de acesso vivas, Júlio precisou de ajuda da diretoria. Após o primeiro semestre consistente, o Nacional manteve suas principais peças, como Kaio Wilker, Renanzinho e Rafa Marcos, atual artilheiro da equipe que venceu a Série D em 2021 pela Aparecidense, mas perdeu dois nomes conhecidos: Hernane Brocador, que era o artilheiro do time, e Marcão, que entrou em campo por apenas oito minutos.

Em resposta, o mercado foi qualificado. Erick Varão, Cocote e Phillipe Guimarães, ex-Amazonas, chegaram do rival ainda antes da Série D, enquanto Caio Mancha, revelado pelo Palmeiras e autor de gol na Libertadores, e Andrés Andrade, colombiano multicampeão em sua terra natal, somaram experiência ao elenco. Eugênio Neto, Gabriel Recife e Sassá foram contratados mais recentemente, de olho na reta final da Série D.

Campanha consistente do Naça

O Nacional mostrou consistência desde o primeiro minuto da Série D, mesmo disputando a Copa Norte paralelamente. Com Thiago Gomes, campeão estadual e responsável pela maior parte da campanha no campeonato regional, no comando, o clube amazonense tinha quatro vitórias, um empate e duas derrotas. Thiago, porém, aceitou o chamado do Confiança na Série C e deixou a posição vaga.

A chegada de Júlio César deu ainda mais ânimo à equipe, já de olho no mata-mata. O comandante de 41 anos assumiu o cargo com uma prova de fogo: a final da Copa Norte. Na decisão, porém, não deu Nacional. O clube perdeu duas vezes para o Paysandu, por 1 a 0 e 4 a 2, e ficou com o vice.

Enfim apenas com a Série D no horizonte, o Naça teve mais folga a fim de focar em apenas um torneio. Com o novo comandante na beirada do gramado, o clube ficou invicto por seis jogos na competição nacional, vencendo quatro vezes e empatando duas, até perder o jogo de volta dos 16 avos de final da Série D para o Capital por 1 a 0, placar esse que levou a decisão da vaga aos pênaltis, onde deu Leão.

O próximo adversário, agora nas oitavas, é o Iguatu, quarta equipe melhor classificada entre as 16 restantes que passou na liderança do Grupo 6 e despachou Tuna Luso e Maguary para chegar até aqui. Para manter vivo o sonho do acesso, o Nacional tem de chegar às quartas de finais, e as chances seguem mesmo com derrota nessa eventual fase posterior.

Isso porque, de acordo com o novo regulamento da Série D, seis equipes serão promovidas à terceira divisão: os quatro semifinalistas e os dois vencedores dos confrontos de playoffs disputados entre os eliminados nas quartas de final. Então, para conquistar o primeiro acesso nacional em 113 anos de história, o clube amazonense tem de superar o Iguatu na próxima batalha.

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