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·26 de março de 2026

Com fracassos acumulados, Itália pode ficar fora da terceira Copa consecutiva

Imagem do artigo:Com fracassos acumulados, Itália pode ficar fora da terceira Copa consecutiva

A Itália não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, em um trauma que pode ser aprofundado. A tetracampeã mundial passa por um dos piores momentos de sua história e tem a possibilidade de voltar a um Mundial após 12 anos, mas um fantasma antigo a persegue: o da repescagem.

As lembranças não são boas para os italianos. A última vez que o País da Bota disputou uma vaga ao Mundial na repescagem foi em 2022, quando perdeu para a Macedônia do Norte e chegou à segunda ausência seguida em Copas. Se ficar fora de dois Mundiais consecutivos já era algo inédito, de três então...


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Fracasso acumulado

Não há dúvidas que a Itália vive uma de suas piores fases na história. A consagrada seleção coleciona gerações decepcionantes, tendo ficado fora dos dois últimos Mundiais: 2018 e 2022. E com direito a vexames em ambos.

Em 2018, depois de ficar na segunda colocação do Grupo G, atrás da Espanha, a Itália teve de disputar a repescagem em busca de uma vaga no Mundial. O sonho, que parecia mais uma obrigação, acabou cedo: com a derrota para a Suécia por 1 a 0 no agregado, o País da Bota ficou fora de uma Copa do Mundo pela terceira vez em sua história (depois de 1930 e 1958).

Quatro anos mais tarde, a tetracampeã buscava a redenção, mas o fim foi triste novamente. A Itália "amargou" a vice-liderança de sua chave mais uma vez, nesta ocasião atrás da Suíça, e teve de enfrentar a Macedônia do Norte em busca de uma salvação, o que não ocorreu. Após uma derrota singular por 1 a 0, os italianos repetiram o feito de 2018.

E isso aconteceu em uma situação ainda mais catastrófica. Em 2020, a Itália havia se sagrado campeã da Eurocopa pela segunda vez em sua história. Apesar de manter a base que superou a Inglaterra na decisão, com brilho de Donnarumma na decisão, os italianos seguiram sem voltar ao maior torneio de seleções.

A tradição recente parece se repetir para 2026. Os comandados de Gennaro Gattuso, nesta oportunidade, voltaram a amargar a segunda colocação nas Eliminatórias, atrás da Noruega. Para voltar ao Mundial após 12 anos de ausência, a Itália precisa superar a Irlanda do Norte como primeiro obstáculo.

Uma geração desacostumada

Nomes como Buffon, Cannavaro, Pirlo e Del Piero deram espaço à Donnarumma, Bastoni, Barella e Chiesa. Apesar de estarem em destaque no futebol mundial, os nomes da nova geração italiana pouco se aproximam dos lendários campeões de 2006.

A conquista que completará 20 anos no próximo dia 9 de julho parece, no entanto, apenas uma miragem para essa "nova" seleção, que empilha fracassos desde então, com exceção aos títulos de 2012 e 2021. Além das recentes eliminações pré-Copa, a Itália parou na fase de grupos em 2010 e 2014, algo que não acontecia desde 1974

"Os resultados de hoje são reflexo de 20 anos atrás, daquela era em que dependíamos de nossos astros, achando que eles durariam para sempre. O futebol mudou ao longo dos últimos 20 ou 30 anos. Já não é aquele estilo de futebol técnico no qual costumávamos reinar soberanos. Continua sendo técnico, certamente, mas a velocidade e, acima de tudo, o aspecto físico se impuseram", disse Buffon, atual chefe de delegação da seleção.

A grande realidade é que os jogadores italianos não estão mais em enfoque no futebol mundial. Não a toa que, na última Bola de Ouro (2025), apenas um italiano esteve entre os 30 melhores elencados: Gianluiggi Donnarumma, em nono.

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