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·13 de maio de 2026
Com medalhões, São Bernardo vai de sem divisão à líder da Série B em cinco anos

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Santo André e São Caetano tiveram seus momentos de destaque no cenário nacional. Faltava São Bernardo para completar o trio no ABC Paulista. Em uma trajetória de ascensão rápida, o representante da cidade galgou da Série D à liderança da Série B em cinco anos, com o sonho de acesso à elite.
Fundado em 2004 e com forte participação de políticos da cidade, o São Bernardo teve um início de trajetória de altos e baixos. Ainda nos seus primeiros anos colecionou acessos no estadual até chegar a elite do Paulista. Mas nunca encontrou estabilidade.
A primeira participação em competições nacionais veio em 2013, quando fez sua estreia na Copa do Brasil. Eliminou o Paraná, caindo na sequência para o Criciúma. Apenas em 2017, no entanto, entraria na pirâmide do futebol nacional, disputando a Série D. A boa campanha estreante teve fim nas oitavas de final.
Depois de falhar o acesso para a terceira divisão, o São Bernardo entrou em uma espiral de problemas financeiros e crise extra-campo que poderiam ter levado o clube ao seu fim. Um cenário que mudou em 2020, quando o Grupo Magnum entrou em acordo para adquirir o clube, por anos alternando entre partidos antagonistas na disputa política local.
Com aporte financeiro da empresa, maior fabricante de relógios da América Latina, e longe das disputas políticas, o São Bernardo conseguiu finalmente ter uma sequência estável de bons resultados, embora com alguns obstáculos no caminho. O maior deles uma tragédia inesperada logo no primeiro ano: Marcelo Veiga, técnico responsável pela reestruturação do elenco, acabou por falecer durante a pandemia de Covid-19.
Em 2021, o título da Copa Paulista rendeu nova chance na Série D do ano seguinte. E logo em seu segundo ano de disputa na quarta divisão veio o acesso à Série C, onde a jornada seria mais dura.
O São Bernardo esteve próximo do acesso nas suas primeiras duas participações na Série C. Avançou em ambas para a disputa final, mas não ficou entre os quatro melhores. A classificação para a segundona veio em 2025, com drama. No último jogo, empate com o líder Londrina, o mesmo resultado do Floresta, que poderia ter avançado caso vencesse o Caxias.
Para encarar a Série B, o São Bernardo fez uma aposta em nomes experientes, alguns já em atividade no clube nos últimos anos, e outros atletas conhecidos da elite nacional, mas em momento de baixa.
Marcão, de 35 anos, ex-Sport e Goiás, é o atleta com mais partidas pelo clube em 2026. Felipe García, com a mesma idade, é o artilheiro, com quatro gols, embora não seja presença garantida na equipe titular. O gol conta com Alex Alves, de 39 anos e já bem conhecido no Bernô, que defende desde 2022.
Outros medalhões chegaram para a Série B, mas nem todos conseguiram assumir o protagonismo esperado. Jemerson (33 anos), de passagens por Atlético Mineiro, Corinthians e Grêmio, é um exemplo, com apenas seis jogos até aqui. Não é o único, com lista extensa: Pablo Dyego (32), ex-Fluminense, Júnior Urso (37), ex-Atlético, Coritiba e Corinthians, Hyoran (32), com experiência por Inter, Galo e Palmeiras; Pablo (34), zagueiro ex-Flamengo; o mais jovem Pedrinho (26), ex-Athletico, São Paulo e Santos.
Atualmente o São Bernardo soma 16 pontos em oito partidas da Série B. O mesmo número que o Sport, segundo colocado pelo critério de desempate. Lembrando que este ano teremos pela primeira vez o playoff de acesso, mas com os dois primeiros colocados garantidos de forma direta na elite.


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