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·26 de março de 2025
Com menos de um terço dos jogos, Brasil já supera gols sofridos de toda a 'Era Tite'

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·26 de março de 2025
Os problemas estruturais da seleção brasileira tem uma ponta de iceberg bem visível: a fragilidade defensiva. Se a gestão da própria entidade, o trabalho de Dorival e a falta de protagonismo de alguns jogadores também explicam os fracassos recentes, a organização defensiva do Brasil evidencia que pelo menos em campo, a crise começa na defesa.
Um número fala por si só: com menos de um terço dos jogos, a seleção pós Tite já superou o número de gols sofridos de todo o trabalho do ex-técnico. Nos seis anos de Tite, o Brasil fez 81 jogos, marcou 174 gols e sofreu 30. Desde a saída do comandante, foram 25 jogos, com 40 gols marcados e 31 sofridos.
Foram 7 gols sofridos com Ramon Menezes (3 jogos), 7 com Diniz (6 jogos) e 17 sob o comando de Dorival Júnior (16 jogos). Se Tite teve uma média de 0,37 gol sofrido por jogo, Dorival tem de 1,06.
Da defesa considerada titular, Alisson, Danilo e Marquinhos são remanescentes do trabalho de Tite. A mudança do modelo de jogo, do posicional com Tite ao funcional, tanto com Diniz, quanto com Dorival, interferiu pouco na dinâmica defensiva em termos conceituais.
Em Nuñez na terça, o Brasil pressionou alto como tantas vezes fez com Tite. Mas sem organização... As linhas não conversavam, os movimentos eram descoordenados. Era uma pressão completamente desorganizada. A marcação por encaixe não funcionou. O rival, muito mais entrosado, acabou engolindo...
A Argentina teve paciência para fazer o balanço com bola, achou com facilidade linhas de passe pela falta de compactação dos brasileiros na marcação e conseguiu, a partir do meio-campo, acelerar o jogo até chegar em zonas de finalização.
A seleção brasileira, que tinha uma solidez defensiva pouco questionada com Tite, virou presa fácil a partir de 2023 e não conseguiu seguir um princípio básico da formação de todo grande time: arrumar a defesa primeiro, para depois se soltar na frente...