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·08 de março de 2026
Com raízes na África e carreira em Portugal, Thaís faz história na seleção e sonha ser melhor do mundo

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A Data-Fifa pode não ter sido memorável para a seleção brasileira, com derrotas para Venezuela e México, mas foi, sem dúvida, inesquecível para uma jogadora: Thaís Lima, goleira mais jovem a atuar na história da seleção brasileira.
Ao entrar em campo no primeiro amistoso desta Data-Fifa, contra a Costa Rica (vitória por 5 a 2), Thaís, de apenas 17 anos, superou Bárbara e Giselle, que estrearam na seleção com 19 anos, e se tornou a mais jovem da posição na seleção principal. Gabi Barbieri (20 anos) e Lelê (21 anos) fecham o top.
Neste Dia Internacional da Mulher, contamos a história de uma jovem que sonha alto. Com raízes em Angola, nascimento em Portugal e sonhos no Brasil. Thaís Lima fez história, mas está só começando...
Em entrevista exclusiva para oGol, a goleira foi informada do feito de ser a mais jovem da posição na seleção principal e não deixou de ressaltar o orgulho que isso significa para ela.
"É um orgulho enorme, nunca esperei conseguir atingir um feito como esse. Meu nome agora faz parte da seleção brasileira, e isso é uma honra enorme. Sou muito grata pela oportunidade dada pelo Arthur e pelo Edson (Alcantara, preparador de goleiras). Trabalhei muito e sinto que esse trabalho foi claramente reconhecido por eles, o que é muito especial e importante para mim", disse Thaís.
Com mãe angolana e pai brasileiro, Thaís nasceu em Portugal e defendeu as seleções de base lusitanas até o sub-19. Suas raízes no Brasil, entretanto, falaram mais alto.
"Quando eu estava na equipe sub-17 do Benfica, a minha treinadora, Rilany Silva, que agora trabalha na CBF, me perguntou se eu já tinha o passaporte brasileiro, porque sabia que o meu pai era brasileiro. Eu disse que não e, a partir daí, ela sempre me perguntava, mas eu levava na brincadeira. Até que chegou um dia em que realmente fui fazer o passaporte. Ela comentou com o pessoal da CBF sobre mim e acho que foi aí que as portas se abriram", recordou.
Thaís Lima gosta da comida e da música brasileira. Absorveu muito com o pai e, quando era criança, por volta dos 10, 11 anos, viajou ao Brasil para "viver um pouco mais da cultura de perto". "Pagodeira", fã de Menos é Mais, tem orgulho sempre que fala do Brasil.
O pai esteve sempre presente não apenas para apresentá-la a cultura brasileira, mas também para acompanhar seus primeiros passos no futebol. O primeiro clube, com cinco anos, ainda com os meninos, foi o Futebol Clube Despertar, onde Nuno Mendes começou a carreira. Foi em Sintra que Thaís fez as primeiras defesas. Ou melhor, deu os primeiros chutes...
"Eu não era goleira, era ponta esquerda. Gostava muito de marcar gols, mas o nível foi subindo e os meninos também evoluíram. Então decidi ir para o gol para ter uma nova experiência. Gostei e acabei por ficar por lá, e hoje vejo que foi uma boa escolha", garantiu.
Na nova posição, Thaís encontrou como referência a britânica Mary Earps, goleira da seleção inglesa e do PSG, a quem já encontrou pessoalmente e teve a oportunidade de trocar camisas.
Lutando pela titularidade na meta do Benfica, Thais não fecha as portas para, um dia, atuar no futebol brasileiro, embora no momento o foco esteja no Benfica. "Tenho contrato e muitos sonhos para realizar por lá ainda". E sonhos não faltam para a menina mulher de 17 anos, que tem muitas páginas em branco para escrever na vida e na carreira.
"No futebol, relizo sonhos todos os dias. Mas acho que ser considerada a melhor goleira do mundo é um sonho que tenho desde que decidi ser goleira, seria uma grande honra ser reconhecida neste meio", projetou.









































