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·20 de agosto de 2026
Com série negativa recorde, Ponte Preta sofre pior goleada nacional de sua história

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A crise parece não ter fim para a Ponte Preta. Depois de festejar título inédito em sua história em 2025, a Macaca segue colecionando recordes negativos. A goleada de 6 a 0 sofrida contra o Vila Nova é mais um marco que o torcedor preferia esquecer.
O Vila Nova, afinal, foi responsável pela pior derrota da história da Ponte Preta em competições nacionais. O clube paulista nunca tinha sofrido com uma diferença de seis gols no placar, em qualquer divisão ou na Copa do Brasil.
Na realidade, embora tenha sofrido outras derrotas no Paulista por seis gols de diferença, um resultado pior só mesmo no histórico 12 a 1 do Santos sobre a Macaca, em 1959, com direito a cinco gols de Coutinho e quatro de Pepe - Pelé não atuou na partida.
A série atual da Ponte é de 17 jogos sem vencer. Uma sequência que já supera aquela que levou o clube campineiro à segundona do Paulista em 1960.
Apesar do sucesso de 2025, a realidade na Ponte Preta já era de um clube em crise, que contava com o empenho do elenco em superar em campo os problemas que vinham de fora. Seria muito difícil manter o desempenho por mais um ano, e os problemas estouraram de vez em 2026. E o pior: sem expectativa de solução a curto prazo que não passe pela venda do clube.
Os salários na Ponte chegam a seis meses de atraso. Insatisfeitos com a situação do tradicional clube alvinegro, os atletas publicaram nota ameaçando greve se não tiverem o mínimo de garantias, enquanto trabalham sem receber.
"A Ponte precisa de responsabilidade, investimento e, principalmente, de uma solução que permita ao clube voltar a honrar seus compromissos. A partir do dia 25 de agosto se nada mudar iremos tomar medidas amparadas pela lei que é parar o futebol até que atletas e funcionários recebam seus salários", escreveram os atletas em nota conjunta.
O clube vai votar na segunda-feira, dia 24, a constituição em SAF e a venda para um grupo interessado, que promete investir R$1 bilhão ao longo da próxima década - parte do valor no pagamento de dívidas. Os atletas aguardam ansiosamente que essa venda possa significar o pagamento de salários e condições mínimas de trabalho.
"Neste momento é fundamental que a SAF avance e seja apoiada como uma alternativa para colocar as contas em ordem, garantir os salários e dar condições dignas de trabalho aos atletas e funcionários", lê-se no comunicado.







































