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·21 de janeiro de 2026

Com um jogador a mais, o Napoli só empatou com o Kobenhavn pela Champions League

Imagem do artigo:Com um jogador a mais, o Napoli só empatou com o Kobenhavn pela Champions League

Com a corda no pescoço no cenário europeu, o Napoli chegou à sétima rodada da Champions League pressionado, mesmo após a magra vitória sobre o Sassuolo no fim de semana pela Serie A. Diante do Kobenhavn, na Dinamarca, o time teve todas as condições de conquistar sua primeira vitória fora de casa na competição desde outubro de 2023, quando superou o Union Berlin, mas, mesmo com um jogador a mais desde os 35 minutos do primeiro tempo, a equipe de Antonio Conte deixou o resultado escapar em meio a uma sequência de chances desperdiçadas. O empate por 1 a 1 aproxima os azzurri da eliminação precoce: será praticamente obrigatória uma vitória sobre o Chelsea, na semana que vem, para que os italianos tentem avançar aos playoffs.

É verdade, e não se pode ignorar, a extensa lista de desfalques do conjunto partenopeo; porém, da mesma forma, é redundante e simplista resumir a perda desses dois pontos na Dinamarca apenas a esse fator. Especialmente diante da necessidade do resultado após a justa derrota para o Benfica e do confronto direto contra os mandantes desta sétima rodada. Diferente do duelo contra os comandados de José Mourinho, a responsabilidade desta vez pesa menos sobre Conte (que tem somente 17 triunfos em 49 partidas de Champions League) e recai mais sobre as inúmeras chances desperdiçadas, sobretudo após o gol de empate, além do apagão defensivo de uma linha de três que, até então, vinha sendo segura na peleja.


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Sem fugir muito da formação habitual da Serie A, o Napoli iniciou com Milinkovic-Savic no gol, protegido pelo trio formado por Di Lorenzo, Buongiorno e Juan Jesus. À frente, Spinazzola, Lobotka, McTominay e Gutiérrez integraram o núcleo do meio-campo, dando sustentação a Vergara, Elmas e Højlund. Com a urgência visível desde o apito inicial, o time entrou em campo na capital da Dinamarca consciente de que aquela era uma daquelas noites em que competir não bastava: era preciso vencer para seguir vivo.

Mesmo longe de seus domínios, mesmo desfalcado e pressionado pela tabela, os partenopei assumiram o controle territorial desde cedo, fizeram a bola circular com paciência e buscaram explorar os corredores laterais, sobretudo pelo flanco esquerdo, onde Spinazzola aparecia com frequência. Faltava, porém, precisão no gesto final. Højlund teve uma boa chance aos 10 minutos, com finalização na entrada da área passando por cima do gol. Pouco tempo depois, Vergara driblou muito bem o zagueiro brasileiro Gabriel Pereira e, no chute, viu a bola passar ao lado da trave de Kotarski – o croata também bloqueou uma boa chance de Di Lorenzo, após uma jogada ensaiada de escanteio. O predomínio não se convertia em vantagem no marcador, alimentando aquela pressão que cercava os italianos, sobretudo longe de seus domínios.

O ponto de virada da primeira etapa veio aos 35, quando Delaney chegou atrasado em Lobotka e, após revisão, acabou expulso. Com superioridade numérica, o Napoli aumentou a intensidade, empurrou o Kobenhavn para trás e finalmente encontrou o caminho das redes. Em cobrança de escanteio, apenas quatro minutos após a expulsão, Elmas colocou a bola na pequena área e McTominay apareceu no tempo certo para marcar seu quarto gol nesta edição da Champions League e inaugurar o placar, confirmando mais uma vez sua relevância ofensiva em partidas grandes. O cenário parecia ideal para uma vitória sem sobressaltos: vantagem no marcador, homem a mais e um adversário visivelmente abalado, ainda que sustentado pelo apoio constante das arquibancadas.

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O gol de McTominay parecia encaminhar a vitória napolitana, mas só iludiu os visitantes (Arquivo/SSC Napoli)

A etapa complementar, no entanto, escancarou o grande problema da noite napolitana. Em vez de matar o confronto, o Napoli passou a empilhar chances desperdiçadas. Vergara teve conclusões defendidas, Højlund voltou a aparecer em boas condições, e a bola insistia em não entrar. Ao mesmo tempo, o sistema defensivo, até então sólido, começou a apresentar pequenas fissuras, sobretudo na recomposição. Os leões, mesmo em inferioridade, não se entregaram, apostaram em transições rápidas e passaram a rondar a área de Milinkovic-Savic com mais frequência do que o confortável para quem precisava apenas administrar. Como no escanteio aos 60 minutos, quando Gabriel Pereira ajeitou de cabeça para Madsen na pequena área. O meia finalizou sem força, mas o suficiente para acender os dinamarqueses.

Aos 69 minutos, a igualdade surgiu em um roteiro cruel para os italianos. Após uma boa tabela entre Elyounoussi, Madsen e Larsson, o camisa 10 recebeu dentro da área para concluir, mas foi parado com falta de Buongiorno. O árbitro assinalou pênalti, Milinkovic-Savic chegou a defender a cobrança de Larsson, porém, no rebote, o próprio meia sueco foi mais rápido e empurrou para o fundo da rede. O gol incendiou de vez o estádio Parken e desmontou emocionalmente o Napoli, que sentiu o impacto. A partir dali o duelo ficou aberto e nervoso, com o Kobenhavn acreditando e os visitantes demonstrando ansiedade crescente a cada investida mal concluída.

Nos minutos finais, o que se viu foi um Napoli insistente, porém precipitado, acumulando finalizações sem clareza, especialmente após a entrada de Lucca, que, quando não estava em posição de impedimento, não conseguia acertar o gol de Kotarski. Assim, apesar da pressão visitante, o empate foi selado com um gosto amargo não apenas pelo contexto da partida, mas pelo peso do resultado na classificação.

Mais do que os desfalques, o que explica o tropeço em Copenhague é a soma de desperdício ofensivo com uma queda de atenção defensiva em um momento crucial da peleja. Em uma noite que tinha tudo para ser de afirmação europeia, o time italiano saiu com a sensação de ter deixado escapar, pelas próprias mãos, uma vitória tão madura quanto fundamental na briga pelos playoffs da competição.

Napoli e Kobenhavn chegaram aos mesmos oito pontos, com os italianos ocupando, ao fim do primeiro dia da sétima rodada, a 23ª posição – a última dentro da zona de acesso aos playoffs, logo acima do próprio adversário dinamarquês. Na derradeira jornada europeia, que encerra a fase de liga, Conte terá a chance de enfrentar o passado ao receber o Chelsea, seu antigo clube, no Diego Armando Maradona, em tentativa de estancar a sequência negativa continental. Antes disso, porém, o treinador precisará atravessar outro reencontro simbólico, desta vez com a Juventus, pela Serie A, em partida-chave para recuperar fôlego na disputa pelo scudetto. Já os nórdicos buscarão definir seu destino na Espanha, diante do Barcelona.

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