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·07 de abril de 2026

Comentarista aponta oportunidades perdidas e os alertas do CIGA que foram ignorados pelo Atlético

Imagem do artigo:Comentarista aponta oportunidades perdidas e os alertas do CIGA que foram ignorados pelo Atlético

Foto: Pedro Souza / Atlético-MG

No futebol moderno, a análise de dados tornou-se uma ferramenta indispensável para minimizar erros e otimizar investimentos. No Atlético, o Centro de Informação do Galo (CIGA) desempenha esse papel estratégico, mapeando talentos e monitorando o desempenho de atletas ao redor do mundo.


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No entanto, bastidores revelam que, em diversas ocasiões, o “faro” tecnológico do departamento esbarrou em decisões do departamento de futebol que priorizaram outros critérios, resultando em contratações questionáveis e oportunidades de mercado perdidas.

Alertas ignorados: Godín e Júnior Santos

Um dos pontos mais sensíveis envolve a chegada de nomes que não entregaram o esperado. O CIGA teria emitido pareceres contrários às contratações do zagueiro uruguaio Diego Godín e do atacante Júnior Santos. No caso do defensor, o histórico físico e a idade avançada eram pontos de atenção; já para o atacante, o encaixe no modelo de jogo era o entrave apontado.

Mesmo com os alertas, a diretoria optou por seguir com os negócios, que acabaram não deixando saudades na Cidade do Galo. A informação foi publicada pelo comentarista Lucas Tanaka.

O “prejuízo” técnico: Talentos que o CIGA indicou

Mais do que evitar erros, o papel do CIGA é descobrir joias antes que elas inflacionem. A lista de jogadores sugeridos pelo departamento e ignorados pelo clube é extensa e, hoje, gera um sentimento de “e se?” no torcedor:

  • Promessas internacionais: O meia Kendry Páez, hoje no River Plate e vendido ao Chelsea por cifras astronômicas, foi um dos nomes mapeados precocemente. O mesmo ocorreu com Maher Carrizo (atualmente no Ajax) e Valentín Gómez (hoje no Real Betis).
  • Destaques do mercado interno: No cenário nacional, o volante Marlon Freitas (ainda no Atlético-GO) e o atacante Igor Jesus (antes de sua ascensão meteórica no Botafogo) estiveram no radar do setor de inteligência.
  • Reforços pontuais: Nomes como Lucas Torreira e o zagueiro Kevin Lomónaco também integraram os relatórios de recomendação que não foram convertidos em assinaturas de contrato.

A discrepância entre o que a análise de dados sugere e o que o departamento de futebol executa levanta um debate sobre a autonomia dos setores de inteligência nos clubes brasileiros. Para o Atlético, que busca uma gestão cada vez mais profissionalizada e sustentável, equilibrar a experiência dos dirigentes com a precisão dos algoritmos do CIGA parece ser o caminho para evitar novos equívocos e garantir que o próximo “Kendry Páez” vista, de fato, a camisa alvinegra.

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