AVANTE MEU TRICOLOR
·02 de abril de 2026
Comitê de Ética recomenda suspensão de Pinotti e pode bagunçar eleições para sucessão de Massis

In partnership with
Yahoo sportsAVANTE MEU TRICOLOR
·02 de abril de 2026

A Comissão de Ética do São Paulo encaminhou ao Conselho Deliberativo a recomendação de suspensão por quase um ano do clube aos conselheiros Vinícius Pinotti e Fábio Mariz pelo envolvimento no vazamento dos áudios que desencadearam o famigerado Escândalo do Camarote, onde dois ex-diretores tricolores são flagrados negociando a locação de um espaço exclusivo da agremiação no estádio do Morumbi para o show da colombiana Shakira, em fevereiro do ano passado.
O pedido de avaliação do Comitê de Ética da postura da dupla foi feito por Douglas Schwartzmann, ex-diretor da base, que é flagrado nos áudios ao lado de Mara Casares, ex-diretora do social. Na segunda-feira (30/3), os dois tiveram a recomendação de expulsão do quadro social. O Conselho Deliberativo vota a questão na próxima quarta-feira (8).
O parecer final do Comitê de Ética foi assinado pelo relator Antônio Patiño Zorz e teve aprovação unanime. É recomendada a suspensão por 300 dias de Pinotti e 360 dias a Mariz. A decisão aponta que houve violação aos deveres institucionais e dano à imagem do clube a partir da forma como os áudios foram obtidos e divulgados.
Ainda em janeiro, a terceira investigadas na polícia pelo caso vazou a jornalistas conversas onde aparece vendendo o áudio da conversa com Douglas e Mara aos dois acusados. Pinotti admitiu ter dado o dinheiro para a compra e entregado o conteúdo ao portal ‘Globo Esporte’, confessando que o objetivo era “vazar aquela sujeira toda”.
A votação para aprovação ou não das punições sugeridas será agora agendada pelo presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu.
Caso Pinotti seja suspenso, o cenário das eleições para a sucessão de Harry Massis Júnior no final do ano ficam completamente bagunçados. Isso porque o conselheiro, ex-diretor de futebol na gestão Carlos Augusto de Barros e Filho, o Leco, é hoje considerado o maior favorito a ser eleito no pleito.
Segundo o documento, ficou caracterizada a atuação dos conselheiros em articulação com terceiros para obtenção do material, além da discussão de estratégias para divulgação seletiva do conteúdo à imprensa.
A comissão entendeu que a conduta ultrapassou os limites de uma denúncia legítima e configurou prejuízo institucional ao São Paulo.
O relatório também destaca que, mesmo diante de suspeitas de irregularidades, os conselheiros deveriam ter recorrido aos canais internos do clube, como mecanismos de compliance e instâncias disciplinares, antes de expor o caso publicamente.
Para a Comissão, a opção pelo vazamento contribuiu para ampliar a crise e gerar danos adicionais à reputação do clube.
No entendimento do órgão, a conduta se enquadra como infração por causar dano à imagem do clube, com agravantes como atuação conjunta e impacto público do caso. A decisão ainda diferencia o papel dos dois conselheiros, atribuindo maior gravidade à atuação de Fábio Mariz, apontado como participante direto de reuniões e articulações relacionadas ao material.









































