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·22 de agosto de 2026
Como 1907 de Fàbregas e Roma de Gasperini desafiam gigantes em reconstrução na Itália

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O futebol italiano, assim como a sua seleção nacional, passa por um momento de reconstrução. A Internazionale busca reencontrar protagonismo no cenário europeu, enquanto Milan e Juventus ainda precisam restaurar o seu prestígio no Calcio.
Nas últimas temporadas, o Napoli aproveitou o cenário de instabilidade dos gigantes para emendar dois Scudettos em um curto período. Para a nova temporada, Como 1907, comandado por Cesc Fàbregas, e Roma, de Gian Piero Gasperini, apresentam credenciais de quem quer buscar o topo.
Depois de uma temporada de estabilidade em 2024/25, o Como brilhou no Campeonato Italiano com um trabalho amadurecido e protagonista. O resultado da afirmação veio com a vaga inédita na Liga dos Campeões, empurrando Milan e Juve para a segunda prateleira das competições europeias.
A quarta temporada de Cesc Fàbregas à frente da equipe traz novos desafios com uma competição continental para ser administrada no calendário. Além disso, o clube da Lombardia deixou de ser um azarão na Serie A e ganhou a responsabilidade de manter a regularidade dos anos anteriores.
A estratégia foi repetir a receita de sucesso, sem contratações extravagantes. Apesar do caixa reforçado com a vaga na Champions, o Como sustentou a sua postura no mercado e intensificou a busca por contratações promissoras e permanências fundamentais.
A principal manutenção foi a do argentino Nico Paz. A joia, que esteve presente na Copa do Mundo, aceitou permanecer na Lombardia e o Como desembolsou 60 milhões de euros em um acordo costurado com o Real Madrid. Além do camisa 10, o clube também completou a transferência definitiva de Álvaro Morata.
Entre as caras novas, Fàbregas apostou em jovens brasileiros para reforçar as laterais. Kaiki, cria do Cruzeiro, e Yan Couto, emprestado pelo Dortmund, foram recrutados pelo espanhol, que também buscou Trevoh Chalobah, no Chelsea e Luis Milla, no Getafe.
O projeto de garimpar joias também ganhou mais um jovem talento a ser lapidado. O Como apostou na chegada de Mattia Liberali, meia de 19 anos formado no Milan e destaque na segunda divisão pelo Catanzaro.
Com um elenco jovem e uma proposta estabelecida, Fàbregas conquistou um posto na vitrine do futebol e tem a oportunidade de consolidar o Como 1907 e a sua carreira na primeira prateleira.
Se de um lado, o Como apostou na curta trajetória do treinador espanhol, do outro lado, a Roma buscou a experiência para tentar voltar a brigar entre os grandes. Depois de um ano turbulento de três treinadores (Ivan Juric, De Rossi e Ranieri), o clube da capital contratou Gian Piero Gasperini na temporada passada e colheu os primeiros frutos.
O técnico de 68 anos levou o clube a melhor campanha no Campeonato Italiano nas últimas oito edições, colocou o clube na Liga dos Campeões pela primeira vez nesta década e, durante a temporada, chegou a quebrar um tabu de dez anos sem liderar o Calcio.
Na segunda temporada de Gasperini, os Giallorossi não economizaram na hora de buscar jovens no mercado. Para a defesa, o clube italiano apostou no zagueiro canhoto Kostas Koulierakis. Foram cerca de 16,5 milhões de euros investidos no defensor da seleção grega, de 19 anos, que estava há duas temporadas no Wolfsburg.
No ataque, a Roma encontrou uma solução doméstica no futebol italiano. O argentino Santiago Castro encerrou a sua trajetória inspirada no Bologna para ser o novo atacante de Gasperini. O clube desembolsou 35 milhões de euros pelo jogador de 21 anos.
Após as duas chegadas, a Roma ainda anunciou a cereja do bolo nesta semana. A joia portuguesa, Rodrigo Mora, rumou do Porto para a capital italiana em uma transferência que pode chegar a 50 milhões de euros, um valor recorde para os Giallorossi.
A "legião argentina" de Paulo Dybala, Matías Soulé e, agora, Santiago Castro, ainda ganhou mais um reforço com o campeão mundial em 2022, Nahuel Molina. O lateral chega para suprir a carência da Roma no lado direito e consolidar o brasileiro Wesley como uma afirmação no corredor oposto. O defensor retornou ao futebol italiano após quatro temporadas com Diego Simeone no Atlético de Madrid e logo após ter disputado a sua segunda Copa do Mundo como titular da Scaloneta.
O mercado agressivo e promissor da Roma também com um alto investimento para a permanência de Donyell Malen. O holandês, responsável por comandar a campanha eficiente no segundo semestre da temporada passada, assinou em definitivo após o pagamento da taxa de 25 milhões ao Aston Villa. Em seis meses na Itália, o atacante marcou 15 gols e deixou duas assistências, com 20 jogos disputados.
As peças entregues a Gasperini, aliado à experiência vitoriosa do treinador em trabalho recente na Atalanta, permitem a Roma sonhar com um cenário otimista para esta temporada.
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