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·21 de abril de 2026

Como chega a Escócia para a Copa do Mundo

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A Escócia fez a festa do seu torcedor depois de 28 anos. Ausente desde o Mundial da França em 1998, os escoceses retornaram à Copa do Mundo cercados de expectativa para ver se conseguem feitos inéditos na história do torneio.

O ciclo escocês começou com uma grande campanha nas Eliminatórias da Euro, com cinco vitórias seguidas, incluindo uma contra a Espanha. Por outro lado, perdeu os amistosos contra França e Inglaterra e empatou as últimas partidas da qualificatória contra Geórgia e Noruega, o que não interferiu na classificação.


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Na preparação para o torneio continental, novas derrotas contra Holanda e Irlanda do Norte, empate contra a Finlândia e uma vitória apenas contra Gibraltar. Com isso, a campanha na Euro não gerava muito expectativa, o que de fato aconteceu no torneio. Goleada para a Alemanha na estreia, empate contra a Suíça e derrota, decretando a eliminação, contra a Hungria.

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Escoceses tiveram reabilitação ao longo do ciclo – Divulgação/SFA

Virando a chave, na Liga das Nações, o começo ruim custou caro. A seleção perdeu para Portugal, Polônia e Croácia nas três rodadas iniciais. Porém, no segundo turno, empatou com os lusitanos e venceu poloneses e croatas, ficando a um ponto na vaga nas quartas de final. Nos playoffs pela permanência, os escoceses venceram a Grécia por 1 a 0 fora de casa, mas perderam por 3 a 0 em Glasgow, caindo para a Liga B.

Na preparação para as Eliminatórias, perdeu para a Islândia e goleou Liechtenstein. Novamente, a expectativa não era muito alta para a qualificatória. Entretanto, desta vez, a seleção surpreendeu. O começo com um empate fora de casa contra a Dinamarca abriu a possibilidade de uma vaga. Depois, venceu Belarus, duas vezes, e a Grécia, encaminhando uma classificação, no mínimo, para a repescagem. Todavia, a derrota para os gregos na penúltima rodada parecia encerrar o sonho na vaga direta, mas os dinamarqueses também tropeçaram contra Belarus. Com isso, na última rodada, veio o confronto direto em casa contra a Dinamarca. Em um jogo dramático, com três golaços, a Escócia venceu por 4 a 2 e confirmou o seu retorno ao torneio.

Na preparação para a Copa, mais tropeços, contra Japão e Costa do Marfim. Entretanto, a campanha no ciclo mostrou que a seleção pode surpreender no torneio. No momento, a Escócia ocupa a 43ª posição no ranking da Fifa.

O destaque

Desde o começo do ciclo, um nome ganhou a atenção nas partidas da seleção escocesa. Nascido na Inglaterra, Scott McTominay escolheu defender o país de seu pai. O jogador foi revelado pelo Manchester United, por sete temporadas, mas sem conseguir muito destaque. Em 2024, partiu para o Napoli, sendo um dos grandes nomes do título italiano do clube. Por outro, no Tartan Army, o meia sempre mostrou um potencial diferente.

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McTominay marcou 13 gols neste ciclo pela seleção – Foto: Scotland National Team

Sua estreia na seleção aconteceu em 2018, antes que a Inglaterra mostrasse interesse em seu futebol. Até 2022, McTominay disputou 37 jogos, participou da Euro em 2020, mas marcou apenas um gol. Porém, neste ciclo, conseguiu mudar o status. Desde 2023, são 32 partidas, balançado a rede 13 vezes. O último aconteceu no duelo decisivo contra a Dinamarca, marcando um golaço de bicicleta para abrir o placar.

O comandante

Contratado em 2019 para tentar colocar a seleção em destaque no cenário europeu, Steve Clarke conseguiu corresponder as expectativas. Afinal, inicialmente o treinador tinha contrato até o final de 2022. Porém, a classificação para a Euro de 2020, após 24 anos, e a ida até as repescagem das Eliminatórias da Copa do Qatar, fizeram com seu vínculo fosse renovado. No seu novo ciclo, voltou a disputar o torneio continental e conseguiu colocar os escoceses novamente no Mundial após 28 anos.

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Steve Clarke comanda a seleção desde 2019 – Foto: Divulgação/SFA

Inclusive, a ausência em Copas marcou a sua carreira como lateral-direito. Apesar de atuar nos anos 80, Clarke não chegou a ser convocado para nenhum Mundial, mesmo tendo defendido a seleção em seis partidas. Como jogador, passou apenas pelo St Mirren e pelo Chelsea, se aposentado em 1998. Antes de iniciar sua carreira como treinador, chegou a ser auxiliar nos Blues, no Newcastle e no Liverpool. Em 2012, no West Bromwich, teve sua primeira oportunidade no cargo. O técnico ainda passou por Reading e Kilmarnock, antes de assumir o Tartan Army.

Campanhas em Copas

A Escócia estreou em Copas em 1954, onde perdeu suas duas partidas. Em 58, conquistou seu primeiro ponto, mas também não passou da fase de grupos. Após 16 anos de ausência, os escoceses retornaram em 1974, emplacando uma sequência que durou até 1990. Porém, neste período, venceu apenas quatro vezes e não passou para a segunda fase em nenhuma ocasião. Em 1998 veio a última participação, com um empate e duas derrotas, e nova queda ainda na primeira fase.

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Escócia já enfrentou o Brasil em Copas em quatro oportunidades – Foto: Reprodução

Curiosamente, a Escócia tem um histórico de confrontos contra o Brasil em Copas. Em 2026, as seleções se enfrentarão pela quinta vez no torneio. Até aqui, o repertório é favorável para a nossa Seleção, com um empate sem gols, em 1974, e vitórias por 4 x 1, em 1982, 1 x 0, em 1990, e 2 x 1, em 1998.

Time-base

Gordon; Hickey, Hanley, McKenna e Robertson; Christie, Ferguson, McGinn e McTominay; Dykes e Conway.

O país

A Escócia faz parte do Reino Unido. Com isso, está abaixo da coroa do rei Charles III, mas tem John Swinney com seu primeiro-ministro. Nos últimos anos, principalmente após a saída do Reino Unido da União Europeia, cresceu o movimento pela separação escocesa. Entretanto, no último referendo realizado em 2014, 55% da população votou pela permanência na nação.

O país ocupa a parte norte da ilha da Grã-Bretanha, com uma área de 78.772 km², uma população de 5 439.842 habitantes e sua capital Edimburgo. A economia escocesa tem muita força no setor de serviços, principalmente na área agrícola e têxtil, além das bebidas, com o tradicional uísque.

Celebridades

No mundo cultural, a Escócia possui bastante destaque no cinema. O principal nome é Sean Connery, o primeiro a interpretar James Bond da história. Atualmente, quem se destaca é Ewan McGregor, que ganhou fama mundial pelo seu papel em Matrix. Além dele,o país também conta com James McAvoy, Gerard Butler, David Tennant, Tilda Swinton e Karen Gilan.

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McGregor é um dos atores mais conhecidos do país – Foto: Divulgação/Instragram

No cenário musical, destaque para o DJ Calvin Harris. O artista ficou muito conhecido pelas parcerias com Rihanna, Ellie Goulding e Dua Lipa. Inclusive, no carnaval deste ano, o escocês se apresentou em São Paulo em um trio elétrico.

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Escoceses tentam passar pela primeira vez da fase de grupos – Foto: Divulgação/SFA

O que esperar da Escócia

Sem dúvidas, a seleção escocesa pegou a chave mais complicada entre os europeus. Entretanto, o rendimento nas Eliminatórias e as reviravoltas ao longo do ciclo mostram que a Escócia não deve ser deixada de lado. A expectativa é que a equipe Steve Clarke possa fazer jogos duros contra Brasil e Marrocos. Porém, a partida decisiva deve ser contra o Haiti, sendo crucial para uma classificação inédita, até por conta do saldo de gols.

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