Jogada10
·13 de maio de 2026
Como chega a Suécia para a Copa do Mundo

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·13 de maio de 2026

Com uma dose de drama e de emoção, a Suécia está de volta à Copa do Mundo. Afinal, a seleção só conseguiu a vaga no Mundial através da repescagem, por conta de sua campanha na Liga das Nações. Inclusive, o ciclo sueco esteve tão abaixo do esperado que a Blågult ficou de fora da Eurocopa.
Porém, os primeiros jogos começaram com vitórias, contra Finlândia e Islândia, e uma goleada para cima da Nova Zelândia. Entretanto, na largada das Eliminatórias da Euro, os suecos perderam para a Bélgica e depois para a Áustria, vencendo apenas Estônia e Azerbaijão nas rodadas iniciais.
Com isso, a seleção ficou para trás dos seus principais concorrentes. Uma nova derrota para os austríacos e um empate contra os belgas, em jogo paralisado por um atentado terrorista, decretou a eliminação e o fim do trabalho de Janne Ardersson na equipe. Ainda na qualificatória, perdeu para o Azerbaijão e encerrou a participação vencendo a Estônia.
Fora da Euro, a Blågult iniciou os trabalhos de Jon Dahl Tomasson com amistosos. Vitórias apenas contra Estônia e Albânia e derrotas para Portugal, Dinamarca e Sérvia. Na sequência, a Suécia disputaria a Liga C, da Liga das Nações, já que acabou rebaixada na última edição. A campanha invicta, com cinco vitórias e um empate, contra Eslováquia, Estônia e Azerbaijão rendeu não apenas o acesso, mas também uma vaga na repescagem, que seria muito importante no futuro.

Liga das Nações ajudou Suécia a conquistar vaga na Copa – Foto: Divulgação/Suécia Svensk Fotboll
Como caiu em um grupo com quatro seleções nas Eliminatórias da Copa, os suecos realizaram mais amistosos no começo de 2025. Derrota para Luxemburgo, mas com vitórias contra Irlanda do Norte, Hungria e Argélia. Porém, ninguém esperava o que vinha na qualificatória. Após estrear com empate contra a Eslovênia, os suecos perderam três jogos seguidos, contra Kosovo, duas vezes, e Suíça. Os resultados custaram o cargo de Tomasson, que deu lugar para Graham Potter, que já chegou com o foco na repescagem.
A campanha nas Eliminatórias terminou com uma goleada para a Suíça e mais um empate com a Eslovênia, deixando a seleção na lanterna do grupo. Porém, a Suécia teve mais uma chance e não desperdiçou. Na repescagem Gyökeres apareceu e foi fundamental na vitória contra a Ucrânia, anotando um hat-trick. Na decisão da vaga, um jogo muito movimentado contra a Polônia, mas um gol salvador do artilheiro garantiu o resultado de 3 a 2 e classificação para a Copa. Os suecos chegam ao Mundial na 38ª colocação do ranking da Fifa.
Gyökeres vai para sua primeira Copa do Mundo da carreira, mas já está acostumado com os grandes palcos. O atacante foi um dos principais responsáveis pela classificação sueca para a Copa, durante a repescagem, com quatro gols anotados no torneio, e já tem 19 gols em 32 jogos pela seleção.

Gyökeres marcou quatro gols na repescagem – Foto: Divulgação/Suécia Svensk Fotboll
O atacante começou sua carreira no IF Brommapojkarna. Depois de marcar 20 gols em 58 jogos pelo time sueco, se transferiu para o Brighton, onde nunca atuou. O jogador foi emprestado primeiro para o St Pauli, da Alemanha, e depois para o Swansea. Por fim, chegou ao Coventry City, onde marcou apenas três vezes em 19 partidas, mas foi o suficiente para ser adquirido pelo clube inglês. Porém, conseguiu se destacar nos Sky Blues, principalmente na segunda temporada, quando chegou até a final dos playoffs da Championship, e chamou a atenção do Sporting de Lisboa.
Pelos Leões estourou para o mundo. Em sua primeira temporada, Gyökeres ficou com a artilharia do Campeonato Português, com 29 gols, e foi eleito jogador do ano em Portugal. No segundo ano se manteve em alta e fechou com o Arsenal, onde atua atualmente. Pelos Gunners, demorou para engranar, mas já balançou as redes 19 vezes em 49 jogos.
Logo em sua primeira missão no futebol de seleções, Graham Potter teve uma bomba para resolver. Com a campanha ruim nas Eliminatórias, o treinador tinha pouco tempo para arrumar a casa e fazer com que a classificação viesse na repescagem. Com apenas dois jogos para se preparar, o treinador mostrou que conseguiu arrumar o time, principalmente potencializando Gyokeres, que ficou apagado ao longo da qualificatória. Embora com sofrimento, a missão foi cumprida e o técnico estará na Copa do Mundo.

Graham Potter assumiu a seleção no final do ciclo – Foto: Divulgação/Suécia Svensk Fotboll
O treinador começou sua carreira à beira do gramado nas ligas inferiores da Inglaterra e depois comandou o Östersund, da Suécia. Após sete temporadas, levou o clube até a fase de grupos da Liga Europa em 2017 e se destacou. A campanha chamou a atenção do Swansea, que o levou para o futebol britânico. Depois da passagem pelo País de Gales, o treinador foi para o Brighton, onde permaneceu por três temporadas, até ir para o Chelsea. Nos Blues, chegou no meio do campeonato e também não durou até o fim, saindo em abril. Seu último trabalho foi no West Ham, em 2025, onde assumiu no começo do ano e saiu em setembro. Agora, Potter tenta encontrar, no futebol de seleções, um novo rumo para sua carreira.
A Suécia estreou no Mundial em 1934, indo até as quartas de final, quando caiu para a Alemanha. Depois teve boas campanhas, sendo quarta colocada em 38, perdendo para Hungria, de virada, na semifinal, e terceira em 50. A seleção voltou a disputar o torneio em 58 sendo anfitriã e indo até a final, perdendo para o Brasil de Pelé, em sua melhor participação em Copas.
Após isso, a Blågult ficou 12 anos fora do torneio, retornando em 70, quando não passou da fase de grupos. Em 74 chegou até a segunda fase, mas terminou na terceira colocação. Nas participações seguintes, em 78 e 90, voltou a ficar na fase de grupos. Por outro lado, em 94, recordou as primeiras edições e chegou até a semifinal, perdendo mais uma vez para o Brasil.

Suécia perdeu para o Brasil na semifinal da Copa de 1994 – Foto: Reprodução/FIFA
Nas duas campanhas seguintes, a Suécia chegou até as oitavas de final, sendo eliminada por Senegal e Alemanha, respectivamente. Por fim, em sua última participação, a seleção alcançou as quartas de final mais uma vez, mas caiu para a Inglaterra, em 2018.
Nordfeldt; Lagerbielke, Hien e Lindelöf; Ayari, Karlstrom, Svensson, Gudmundsson e Elanga; Isaak e Gyokeres.
A Suécia é o terceiro maior país de extensão da União Europeia, com uma área de 449.964 km² e uma população de 10.605.529 habitantes. A capital sueca é Estocolmo e o país vive em uma monarquia parlamentarista, com o reinado de Carl XVI Gustaf, e tem Ulf Kristersson como primeiro-ministro.
O país é visto como referência no campo de justiça social, tendo um dos menores indices de desigualdade social do mundo. Além disso, está na quarta posição no ranking de nações mais democráticas do planeta. A economia sueca tem grande ligação com o setor de serviços e negócios, principalmente com a presença de diversas fábricas em seu território.
Atualmente, além de Gyokeres, a Suécia conta com um fenômeno nos esportes. Armand Duplantis é o atual recordista mundial do salto com vara, com incríveis 6,31 metros saltados. Medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio e Paris, o atleta vem com uma sequência de 15 quebras do seu próprio recorde, desde que alcançou o topo da lista, em 2020.

Duplantis já superou seu próprio recorde 15 vezes – Foto: Divulgação/@mondo_duplantis
O país possui nomes conhecidos internacionalmente no cenário. Na música, o grande destaque é o Grupo ABBA, que embalou as pistas de dança nos anos 70 e 80. No cinema, os irmãos Bill e Gustaf Skarsgård são conhecidos pela carreira sólida que construíram em Hollywood. Na Família Real, a Rainha Sílvia é conhecida no Brasil, já que sua mãe nasceu em São Vicente, no litoral paulista.

Suecos terão grupo complicado após ciclo com resultados ruins – Foto: Divulgação/Suécia Svensk Fotboll
A campanha ruim ao longo do ciclo ficou para trás. Apesar do desempenho estar longe do esperado, os suecos conseguiram mostrar força na hora certa e recuperaram sua moral com a classificação. Embora esteja em uma chave complicada, com Holanda, Japão e Tunísia, a seleção tem capacidade para bater de frente com os principais adversários e brigar por uma vaga na próxima fase. Já no mata-mata, aparece o bom desempenho histórico da Blågult, que pode ser, mais uma vez, um fator determinante para uma surpresa no torneio.


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