Jogada10
·25 de abril de 2026
Como chega Gana para a Copa do Mundo

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Pela quinta vez, a seleção de Gana disputa a Copa do Mundo. Porém, desde que estreou no torneio, em 2006, a seleção vive o seu pior momento. Afinal, os Black Stars deram vexame no cenário continental, mas apresentaram um desempenho diferente nas Eliminatórias. Entretanto, isso não garantiu a solidez do trabalho de seus treinadores.
Após a queda na fase de grupos da Copa de 2022, Gana mandou Otto Addo embora e trouxe o irlandês Chris Hughton. Porém, já nas Eliminatórias da Copa Africana de Nações (Can), os ganeses sentiram que o ciclo teria fortes emoções. Após empates contra Angola e Madagascar, a seleção garantiu a vaga na competição apenas na última rodada, vencendo, de virada, a República Centro-Africana. Depois, nas Eliminatórias da Copa, triunfo com gols nos acréscimos contra os malgaxes e derrota para Comores, que deixaram uma péssima impressão.
A sensação ruim se concretizou no torneio continental. Derrota na estreia para Cabo Verde. Depois, Gana chegou a estar duas vezes na frente do placar, mas permitiu o empate do Egito. Na última rodada, vencia Moçambique até os acréscimos do segundo tempo por 2 a 0, mas tomou dois gols inacreditáveis nos últimos minutos e acabou sendo eliminada. O fracasso no torneio resultou na saída de Hughton e o retorno de Addo ao comando da seleção.

Gana teve ciclo complicado antes de conseguir vaga na Copa – Foto: Divulgação/GFA
Depois de perder para a Nigéria e empatar com a Uganda em amistosos, a expectativa não era das melhores para a sequência das Eliminatórias. Porém, a seleção conseguiu virar a chave de forma surpreendente, vencendo Mali por 2 a 1, de virada, naquele que era considerado o jogo mais complicado do grupo. Depois, em uma partida recheada de emoções, venceu a República Centro-Africana por 4 a 2, assumindo a liderança da chave empatado com Comores.
Porém, vieram as Eliminatórias de uma nova Can e o drama dos torneios continentais pairou sobre a seleção mais uma vez. Nas primeiras rodadas, derrota para Angola e empate contra Níger. Depois, novo empate e mais uma derrota contra o Sudão. Para fechar a campanha pífia, empate contra os Palancas Negras e derrota para os nigerinos, dentro de casa. Os Blacks Starts terminaram na lanterna do seu grupo e fora da competição após 20 anos.
Novamente, a expectativa para as Eliminatórias não era das melhores, mas a seleção voltou a estabilizar. Goleada contra Chade e vitória convincente contra Madagascar, assumindo a liderança do grupo de forma isolada. Depois, um susto com um empate contra os chadianos, mas os triunfos contra Mali, República Centro-Africana e Comores garantiram a classificação dos Black Stars.
Após garantir a vaga, Gana não conseguiu ter um bom retrospecto em seus testes. A seleção realizou quatro amistosos, sendo derrotada nos quatro, contra Japão, Coreia do Sul, Áustria e Alemanha. Depois dos dois últimos, a seleção decidiu demitir Otto Addo e trouxe o experiente Carlos Queiroz. No momento, os Black Stars ocupam o 74º lugar no ranking da Fifa, ficando apenas na frente de Curaçao, Haiti e Nova Zelândia entre os participantes do Mundial.
Formado na Academia Right to Dream, Mohammed Kudus se estabilizou como principal nome da seleção desde que a geração que levou Gana à Copa se aposentou. O jogador começou sua trajetória no futebol europeu no Nordsjaelland, da Dinamarca. Seu grande destaque veio no Ajax, que fez o atacante ir para a Premier League, defender o West Ham. Depois de duas temporadas nos Hammers, o ganês se transferiu para o Tottenham no meio de 2025.

Kudus pode ficar de fora da Copa por conta de lesão – Foto: Divulgação/GFA
Pela seleção, Kudus estreou em 2019, com apenas 19 anos. Após ausência por dois anos, retornou e se tornou o grande destaque da equipe que colocou os Black Stars na Copa de 2022. No Mundial, marcou duas vezes na partida contra a Coreia do Sul. Depois, esteve no elenco que teve a vexatória participação na Can de 2023 e a eliminação nas Eliminatórias do torneio continental de 2025. Por Gana, o jogador atuou em 46 partidas, com 13 gols.
No momento, Kudus vive um drama para disputar a edição da América do Norte. No começo do ano, o jogador sofreu uma lesão na partida contra o Sunderland. Após três meses de recuperação, o ponta se aproximava do retorno, mas teve uma nova contunsão detectada, que pode levá-lo a uma cirurgia e cancelar sua participação no torneio.
Pegando o bonde em cima da hora, Carlos Queiroz chega na seleção de Gana para igualar e quebrar algumas marcas do torneio. Aos 73 anos, o português ultrapassa o alemão Otto Rehhagel, que comandou a Grécia em 2010, com 71, e se torna o treinador mais velho da história da competição. Além disso, o técnico vai para a sua quinta participação consecutiva em Copas, igualando o sérvio Bora Milutinovic, que atuou entre 1986 e 2002. Por fim, Queiroz participará de sua sexta edição do Mundial, empatando com Carlos Alberto Parreira, que dirigiu seleções em 1982, 1990, 1994, 1998, 2006 e 2010.

Carlos Queiroz assume seleção de Gana às véspera da Copa – Foto: Divulgação/GFA
Porém, o português não costuma ter muito sucesso na competição. Apenas em 2010, em Portugal, passou da fase de grupos, caindo nas oitavas de final. O treinador estreou em Copas em 2002, com a África do Sul, sendo eliminada após somar quatro pontos. Nas últimas três participações, comandando o Irã, venceu apenas duas das nove partidas disputadas. Neste ciclo, Queiroz passou pelo Qatar, saindo de forma repetina após um ano de trabalho, e por Omã, onde não conseguiu a classificação na repescagem.
Os Black Stars começaram a disputar as Eliminatórias em 1962 e só conseguiram se classificar para o torneio em 2006. Porém, logo na primeira participação, tiveram uma boa campanha, vencendo a República Tcheca por 2 a 0 e passando de fase, caindo para o Brasil nas oitavas.
Em 2010, retornaram e passaram para o mata-mata mais uma vez, deixando Sérvia e Austrália para trás. Nas oitavas, eliminaram os Estados Unidos nas oitavas de final e garantiram vaga nas quartas, para encarar o Uruguai. Contra a Celeste, os Black Stars saíram na frente e tomaram o empate. No último lance da prorrogação, a seleção ia marcar o gol da vitória, mas Luis Suárez salvou como um goleiro. Pênalti, que Asamoah Gyan desperdiçou, em um dos lances mais inesquecíveis daquela Copa. Nas penalidades, a seleção sentiu o baque e acabou perdendo por 4 a 2.

Gnaa fez partida histórica contra o Uruguai na Copa de 2010 – Foto: Reprodução
Em 2014, Gana disputou a Copa no Brasil, em uma trajetória marcada por escândalos fora de campo, por conta do pagamento de bonificações. Com isso, a seleção caiu na primeira fase, com derrotas para Estados Unidos e Portugal e empate contra a Alemanha. Depois da ausência em 2018, os Black Stars retornaram em 2022, mas novamente não passaram da fase de grupos, em um grupo com Portugal, Coreia do Sul e Uruguai.
Asane; Seidu, Yirenkyi, Adjetey, Oppong, Djiku e Kohn; Partey, Sibu, Sulemana e Kudus (Adu); Semenyo.
Gana é um país localizado no noroeste africano, em uma região que ficou conhecido como Costa do Ouro. Seu nome tem origem no país que habitava o território antigamente. Sua área é de 238.533 km², com uma população de 34.589.092 habitantes. Sua capital é Acra e o atual presidente ganês é John Dramani Mahama.
A economia ganesa tem como uma das grandes fontes a extração de ouro, sendo o maior produtor do mineral na África. Outro produto de destaque é o cacau, no qual Gana fica atrás apenas da Costa do Marfim na exportação do fruto.
O país possui personalidades com muita influência no cenário musical africano. Um dos principais é o rapper Sarkodie, considerado o “rei do rap africano”. O cantor possui mais de cinco milhões de seguidores nas redes sociais e é conhecido de maneira internacional, realizando shows em várias cidades do mundo.

Sakordie é um dos grandes nomes do rap africano – Foto: Divulgação/Instagram
Outros nomes que também chamam a atenção são dos cantores Black Sherif, Shatta Wale e Stonebwoy. Quem também se destaca é o artista Ibrahim Mahama, conhecido por suas esculturas feitas por sacos de juta.

Black Stars terão partida fundamental logo na estreia da Copa – Foto: Divulgação/GFA
A seleção ganesa chega à Copa com incertezas. Se o cenário não era bom com Otto Addo, resta ver o que Carlos Queiroz conseguirá fazer com o time no pouco tempo de trabalho até o Mundial. O que é certo é que os Black Stars terão a estreia como jogo fundamental para sua campanha. Afinal, encaram o Panamá na primeira rodada e o sonho de uma classificação passa por uma vitória contra os Canalleros. Já as partidas contra Inglaterra e Croácia prometem mais dificuldades. Porém, devem ficar marcadas pelo potencial defensivo do treinador português.
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