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·21 de agosto de 2026
Como chega o 'Big Six' para mais uma edição de Premier League?

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A Premier League está de volta. E, se a pré-temporada serve como um pequeno aperitivo do que vem pela frente, os primeiros sinais indicam mais uma disputa marcada por grandes investimentos, mudanças de comando e elencos cada vez mais caros.
O mercado inglês voltou a desafiar os limites. Chelsea, Manchester City, Arsenal e Tottenham estão entre os clubes que mais movimentaram cifras elevadas, enquanto o Liverpool iniciou uma reconstrução importante sob o comando de Andoni Iraola, e o United segue buscando uma mudança comportamental com a continuidade do trabalho de Michael Carrick.
O Chelsea chega à temporada com Xabi Alonso como novidade no comando e mais uma vez aparece entre os clubes que mais investiram.
Morgan Rogers foi contratado por quase R$ 830 milhões, enquanto o clube continua apostando em jogadores jovens e de alto potencial como o lateral-esquerdo Valentín Barco, o lateral-direito Marco Palestra e o atacante, joia cazaque, Dastan Satpaev.
A estratégia é conhecida, mas fica aqui uma grande questão: quanto tempo Alonso precisará para transformar um elenco recheado de talentos em um time realmente competitivo?
A pré-temporada, ao menos, deu motivos para otimismo. O Chelsea venceu o Milan por 3 a 0 e mostrou evolução após a mudança para um sistema com três zagueiros, especialidade do novo comandante dos Blues.
O City também foi agressivo. O clube azul de Manchester desembolsou R$ 820 milhões, contratado Elliot Anderson do Nottingham Forest, em um dos maiores negócios desta janela de transferências até aqui.
A contratação ganha ainda mais importância diante da saída de Rodri para o Barcelona. O espanhol era o cérebro da equipe e sua ausência expõe uma das principais dúvidas de Enzo Maresca: quem será capaz de assumir o controle do meio-campo?
Apesar de ter um dos ataques mais perigosos da Liga, mais uma vez liderados por Erling Haaland, o City corre contra o tempo para encontrar um substituto à altura. Bouaddi, promessa marroquina e destaque da última Copa, é o nome favorito e pode custar cerca de R$ 600 milhões aos cofres dos Citizens.
Atual campeão, o Arsenal não ficou parado. O londrino clube contratou Bruno Guimarães por R$ 530 milhões, além de Piero Hincapié e o grego Christos Tzolis. O brasileiro chega para aumentar a qualidade do meio-campo e dar ainda mais opções a Mikel Arteta.
E existe um detalhe curioso: Tzolis custou cerca de R$ 240 milhões e chega após uma temporada impressionante no Club Brugge, na qual participou diretamente de 51 gols em 52 partidas. Em sua estreia, inclusive, o atacante já fez a diferença e contribuiu com duas assistências para a vitória dos Gunners sobre o City na final da Supercopa da Inglaterra.
Depois de manter a hegemonia na temporada passada, o Arsenal sabe que agora a pressão é ainda maior. Ser campeão novamente deixou de ser sonho e parte de um "esperado" processo.
O Liverpool talvez seja o clube que chega com mais perguntas. Andoni Iraola substituiu Arne Slot e recebeu um elenco que passa por uma transformação profunda.
A equipe quer ser mais intensa, agressiva e vertical, características que marcaram o trabalho do treinador no Bournemouth. O grande desafio será fazer essa mudança de identidade rapidamente.
Além da chegada do zagueiro Ronald Araújo, vindo do Barcelona, os Reds apostam em uma temporada de afirmação da dupla Alexander Isak e Florian Wirtz.
O Liverpool quer oferecer ao seu torcedor um futebol mais agressivo e vertical. A questão que fica é saber se Iraola conseguirá transformar esse "rock and roll" em resultados.
O United talvez não tenha sido o maior gastador da janela, mas entra na temporada com uma mudança importante de postura. A equipe de Michael Carrick passou a pressionar mais alto durante a pré-temporada e mostrou uma intensidade que não era tão frequente anteriormente.
A mudança passa pelas chegada de Andrey Santos e Tielemans, principais contratados na janela dos Diabos Vermelhos até aqui, e também pela boa impressão deixada pela dupla Amad Diallo e Mbeumo durante a pré-temporada.
Mesmo sem chegadas de impacto ao elenco, o United deu mostras de que a mudança principal do clube para a disputa da Premier League estará ligada à postura da equipe nos jogos. Um time com o DNA de Michael Carrick.
O Tottenham também abriu os cofres e contratou Sandro Tonali junto ao Tottenham pela bagatela de R$ 650 milhões, além de Mateus Fernandes, vindo do West Ham, que custou cerca de R$ 600 milhões.
Somado ao investimento bilionário da dupla, os Spurs ainda contam com a continuidade do trabalho do técnico italiano Roberto De Zerbi, que chegou para evitar o rebaixamento na última temporada e agora tem tido tempo para implementar sua filosofia no clube londrino.
O início deste novo ciclo, inclusive, tem sido promissor. O Tottenham emplacou importantes vitórias sobre Chelsea e Hoffenheim e não foi derrotado nos amistosos de pré-temporada. Um cenário animador, mas não definitivo.
O desafio agora é transformar todo esse investimento feito e o bom momento inicial em regularidade durante uma temporada inteira.
Nem tudo na Premier League se resume aos gigantes. Brentford, Brighton e Bournemouth aparecem como candidatos a incomodar na parte de cima, enquanto Newcastle e Aston Villa vivem momentos de reconstrução.
O mercado também deixou uma constatação curiosa: a Premier League está cada vez mais comprando dentro da própria Premier League. Os clubes ingleses já gastaram quase R$ 3 bilhões nesta janela em jogadores de outros times da elite, e seis dos dez maiores negócios firmados no mercado até aqui foram realizados entre equipes da própria competição.
É dinheiro circulando dentro de um campeonato que parece não ter encontrado seu limite econômico...é técnico! A expectativa é de mais uma Premier League gigante!







































