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·12 de agosto de 2026
Como o Palmeiras deve enfrentar o Cerro Porteño? Veja escalação

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·12 de agosto de 2026

A pergunta que atravessa a semana na Academia de Futebol não é quem joga, e sim como jogar. O Palmeiras recebe o Cerro Porteño nesta quarta-feira (12), às 19h, no Nubank Parque, pela ida das oitavas da Libertadores, e enfrenta um adversário que já resolveu duas vezes em 2026 o problema que mais incomoda Abel Ferreira: defender baixo e esperar.
Em maio, no mesmo estádio, o Verdão teve 74% de posse de bola e perdeu por 1 a 0. Foi o retrato mais nítido de um padrão que se repetiu ao longo do ano e que agora aparece no pior momento possível.
A base mais provável é o 4-3-3 com Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Alexander Barboza; Allan, Marlon Freitas, Andreas Pereira e Joaquín Piquerez; Jhon Arias, Maurício e Flaco López.
O detalhe importante é que essa estrutura não é fixa. Nas últimas partidas, Abel passou a usar com frequência uma linha de três defensores, com os laterais subindo para formar cinco no ataque. Sem Gómez, Emiliano Martínez chegou a ser improvisado no setor. O retorno do capitão, que iniciou a transição física na segunda-feira (10), é o que permite manter o desenho sem improviso — a situação de cada jogador está no boletim médico do elenco.
Ariel Holan não vem a São Paulo para disputar a posse. O Cerro arma um 4-1-4-1 que vira linha de cinco defensores assim que perde a bola, com os meias fechando os corredores internos e o time inteiro entre a intermediária e a própria área.
A saída é direta e vertical, com Vegetti como referência para segurar a bola de costas e os pontas atacando o espaço deixado pelos laterais alviverdes. É um plano simples, e foi exatamente ele que funcionou em maio. Os dados do confronto estão reunidos na página do adversário no Data Palestra.
Não é falta de bola. É falta de aceleração perto da área. O levantamento do Portal sobre os jogos em que o Verdão dominou a posse sem vencer mostra quatro partidas de 2026 com pelo menos 60% de posse contra adversários recuados: dois empates, duas derrotas, dois gols marcados e média de 67,3% de posse.
74%
de posse de bola do Palmeiras na derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, em maio, no maior domínio territorial sem vitória do time em 2026
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A leitura é direta: ter a bola diante de um bloco baixo só vira vantagem quando existe velocidade na circulação, um passe que quebre linha e alguém chegando de fora da área. Quando o time troca passes na horizontal, o adversário reorganiza a linha e o jogo trava.
Sem gol fora de casa e sem prorrogação, o jogo de ida deixa de ser um exercício de administração. Empate no placar agregado depois da volta, em 19 de agosto, em Assunção, leva a decisão direto para os pênaltis.
Isso desestimula o time a se contentar com o 0 a 0 em casa e explica por que a tendência é o Palmeiras aceitar mais risco no último terço nesta quarta-feira. O contexto de pressão sobre Abel Ferreira também empurra nessa direção: um resultado morto no Nubank Parque teria custo alto além do campo.
A boa notícia para o treinador é a quantidade de opções recuperadas para o mata-mata. Ramón Sosa e Vitor Roque estão entre as alternativas que voltaram a ficar à disposição e podem mudar o desenho ofensivo no segundo tempo, caso o roteiro de maio se repita.







































