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·03 de setembro de 2026
Como o São Paulo garimpou os jovens que viraram opção de Dorival Júnior

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Como o São Paulo garimpou os jovens que viraram opção de Dorival Júnior
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causa da situação financeira do clube, o São Paulo encontrou uma saída conhecida: apostar na base e no trabalho de captação de Cotia. Nos últimos meses, Dorival Júnior relacionou nomes como João Pedro, Igor Felisberto, Osório, Isac, Nicolas, Djhordney, Pedro Ferreira, Tetê, Ryan Francisco, Lucca e Gustavo Santana — vários deles descobertos por um processo estruturado de scout, e não apenas revelados organicamente na formação são-paulina.
Um dos maiores exemplos desse trabalho é Gustavo Santana. O atacante de 20 anos assumiu a vaga de Jonathan Calleri durante a lesão do argentino e marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino, resultado que encerrou uma sequência de dez jogos sem vitória do São Paulo no Brasileirão. Antes de chegar ao Tricolor, ele havia sido comprado pelo Cuiabá, treinou com o elenco profissional, mas não conseguiu emplacar sequência — no mercado, era considerado disponível e barato.
Em entrevista à jornalista Izabella Gianolla, Luan Henrique Faria Carillo, coordenador de Mercado e Captação do São Paulo, explicou a lógica por trás dessas descobertas: “Tudo parte de duas portas de entrada: a indicação externa, quando alguém de fora aponta um jogador, e a indicação interna, vinda da nossa própria estrutura. A partir daí, fazemos uma análise prévia — o atleta pode seguir para monitoramento ou ser descartado logo ali, dependendo do encaixe com o que buscamos.”
Cada um dos nomes recentes teve um caminho diferente até o São Paulo. Djhordney pertencia ao Novorizontino e estava emprestado ao Palmeiras — o departamento de captação monitorou de perto a situação contratual dele, identificou a possibilidade de devolução ao clube de origem e se antecipou aos concorrentes, garantindo primeiro o empréstimo sem custos e, depois, a compra definitiva.
Já Gustavo Santana era um jogador que havia perdido espaço no mercado após não conseguir sequência no Cuiabá, apesar de ter sido destaque na Copa São Paulo de 2024. Os indicadores internos do clube, porém, apontavam potencial, o que levou o São Paulo a montar uma operação de baixo risco: primeiro por empréstimo, depois com a compra efetivada. Hoje, o atacante é um dos preferidos de Dorival Júnior, tendo ultrapassado nomes até mais experientes, como André Silva, na preferência do técnico.
A situação de Isac exigiu uma postura mais agressiva por parte do clube. Com passagens pelas seleções de base e já relacionado pelo profissional do Red Bull Bragantino, o jogador despertava interesse de outros clubes. Para evitar concorrência, o São Paulo se antecipou e investiu cerca de R$ 1 milhão na contratação.
O trabalho de captação não se limita a esses três nomes. Lucyan e Matheus Ferreira já vêm treinando junto ao elenco profissional e aguardam oportunidade, enquanto Marvin Ávila, jovem vindo da Guatemala, também chamou atenção interna do departamento. Segundo Luan, ambos apresentam indicadores considerados consistentes e podem, no futuro, gerar retorno tanto esportivo quanto financeiro ao clube.
Para o coordenador, o diferencial do São Paulo está em tratar essas descobertas como parte de um processo estruturado, e não como apostas pontuais: “Todos passaram pelo mesmo funil: observação constante, dados organizados e decisão colegiada no momento certo, o que muitas vezes significa agir antes da concorrência, com base em informação e não em impulso. É exatamente essa disciplina de processo que buscamos manter em cada movimento do departamento.”
Essa metodologia é aplicada desde o Sub-15 até o Sub-20. Já nas categorias mais jovens, do Sub-9 ao Sub-14, o trabalho funciona principalmente por captação ativa, com observações em projetos, competições regionais, escolas do próprio São Paulo e outros espaços — sempre com integração constante entre o departamento de base e o de mercado do time profissional, por meio de reuniões presenciais e online.







































