Jogada10
·23 de junho de 2026
Como um anfitrião da Copa do Mundo ajuda na solução da guerra na RD Congo

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·23 de junho de 2026

A primeira rodada da Copa do Mundo mostrou como a República Democrática do Congo tem futebol e foi capaz de conter Cristiano Ronaldo. Após o surpreendente empate em 1 a 1, o autor do gol da equipe africana, Yoane Wissa, chamou a atenção para a guerra que acontece no país, em discurso melancólico. E um dos anfitriões da competição de futebol têm papel decisivo na tentativa de solucionar os conflitos.
Afinal, os Estados Unidos foram uma das nações que mediaram um acordo de paz entre Ruanda, o grupo rebelde M23 e o governo congolês. Há interesses econômicos na região, rica em minérios. No entanto, a formalidade assinada não vem sendo cumprida. Por isso, o leste da nação segue em alto risco e com milhares de famílias em constante deslocamento após os ataques.
“Você sabe, é muito difícil em casa. Há guerra no Congo. Isso significa o mundo para eles. As pessoas veem o que querem ver. É um povo que trabalha muito duro. É por isso que estou muito feliz por eles. Só rezo por paz e o melhor para eles”, disse Wissa, após o jogo contra Portugal.

Historicamente, Ruanda e RD Congo se dividem em duas tribos étnicas: tutsis e hutus. Em 1994, um massacre dos extremistas hutus em Ruanda deixou cerca de 800 mil mortos. Anos depois, os tutsi se reorganizaram para reagir e formaram o M23 – um exército de desertores que busca explorar recursos minerais congoleses. Supõe-se que o governo ruandês apoia o grupo que, recentemente, vem causando muito terror no leste do país vizinho.
No total, três países que participam da Copa do Mundo estão associados em algo tipo de guerra civil. Além de RD Congo, as populações de Irã e o Haiti também sofrem com a instabilidade política. Principal potência bélica do planeta, os norte-americanos estão envolvidos nos três casos.
Com duas derrotas, incluindo 3 a 0 para o Brasil, o Haiti já está eliminado e cumpre tabela contra Marrocos na última rodada. Já o Irã resistiu à Bélgica e tem dois pontos conquistados, com boas chances de garantir a vaga na segunda fase, em duelo com o Egito, no próximo sábado.
Por fim, RD Congo tem a Colômbia pela frente nesta terça-feira (23), às 23h, em Akron, em busca de uma façanha inédita. Na primeira vez em que disputou o Mundial, em 1974, a nação se chamava Zaire e parou na fase de grupos, sem nenhum gol ou ponto marcado.
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