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·02 de julho de 2026

"Comprou o lugar": João Gabriel faz acusações explosivas sobre a FPF

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João Gabriel deixou duras críticas à liderança de Pedro Proença na FPF, na sequência da demissão de Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem. Numa publicação nas redes sociais, o antigo diretor de comunicação do Benfica acusou o presidente do órgão de estar focado em interesses pessoais e não no desenvolvimento do futebol português, além de referir que Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, "comprou o seu lugar".

"Há dois anos que escrevo e sustento, primeiro, que Pedro Proença seria a pior solução para a Federação Portuguesa de Futebol. Depois, quando foi eleito, que seria o pior que podia ter acontecido à FPF. Proença nunca teve, não tem e não terá nenhum projecto para o futebol português. Tem apenas um projecto pessoal em que não cabe mais ninguém!", escreveu no LinkedIn.


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O ex responsável encarnado apontou ainda o dedo ao trabalho desenvolvido enquanto presidente da Liga Portugal: "Era presidente da Liga, mas passou os últimos dois anos praticamente em campanha eleitoral, sustentada com o dinheiro dos clubes. E assim deixou a Liga de rastos financeiramente. Chegou à Federação e quis mudar tudo: o nome dos prémios, os Summits, o logótipo e, na verdade, tudo o que viesse de trás. Não porque fosse mau, mas porque vinha de Fernando Gomes, e assim se gastaram alguns milhões".

João Gabriel visou também Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, deixando acusações sobre o processo que levou à sua eleição. "Luciano Gonçalves só chegou à presidência do CA porque 'comprou' esse lugar com o apoio da APAF à candidatura de Pedro Proença. E não foi caso único. A atual FPF é uma estrutura construída mais sobre relações de lealdade, absolutamente acrítica e submissa, do que sobre critérios de mérito. O Conselho de Arbitragem apresentado pela candidatura de Nuno Lobo era mais competente e independente, mas os compromissos 'pagos' por viagens e lugares acabaram por prevalecer sobre a escolha daqueles que estavam mais preparados para a função".

Relativamente à saída de Duarte Gomes, considerou que as responsabilidades não podem ser atribuídas apenas ao líder da arbitragem: "Pelas declarações conclui-se que existiram falhas graves que comprometeram a integridade da competição. A responsabilidade destas não pode ficar circunscrita apenas a Luciano Gonçalves. Numa Federação onde todas as decisões passam por Pedro Proença, é fácil perceber que o presidente da FPF foi envolvido em todas, sejam elas quais forem. Se Luciano Gonçalves decidir falar, a atual direção cairá, mas o mais provável, porém, é que procure defender-se e, simultaneamente, proteger quem está acima dele".

João Gabriel deixou ainda críticas a Rui Costa e terminou com um aviso dirigido ao presidente da Federação: "Na última AG do Benfica, Rui Costa deve ter dado o quadragésimo primeiro murro na mesa, ameaçando agora tolerância zero para quem há uma ano apoiou de forma cega e totalmente irresponsável, ignorando os avisos e a vontade dos benfiquistas. Só espero que nenhum dos presidentes das associações que passaram quatro dias em Houston, na comitiva federativa, se lembre de mandar erguer um busto - ao que parece já em produção - em homenagem a Pedro Proença, e muito menos ver Rui Costa a aplaudir a inauguração desse busto na Cidade do Futebol. Pedro Proença arrisca mesmo cumprir a sua máxima “fazer o que ainda não foi feito” mas não pelas razões imaginadas", concluiu. Recentemente, o ex dirigente chamou "inquilino" a Marco Silva.

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