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·03 de junho de 2026
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·03 de junho de 2026
A Copa do Mundo de 2026 reunirá pela primeira vez 48 seleções, entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
No meio de tanta novidade, vale um passeio pela história: algumas nações chegam ao torneio com nomes que nem sempre foram os mesmos, por razões políticas, culturais ou simplesmente de identidade nacional.
Confira a seguir cinco delas!
Tchéquia — a praticidade acima do formalismo 🇨🇿
No texto das transmissões e nas notícias do dia a dia, ainda é comum encontrar o nome "República Tcheca".
Mas, desde 2016, o governo do país aprovou oficialmente o nome curto Tchéquia (Czechia, em inglês) para uso internacional, uma forma mais prática para passaportes, comércio e, claro, para o esporte.
A FIFA e a UEFA acataram o pedido anos depois e já utilizam o novo nome nas competições oficiais.
O nome político formal continua sendo República Tcheca, mas é Tchéquia que figura nas chuteiras da seleção. A vaga para o Mundial veio pela repescagem europeia, em março de 2026.
Países Baixos — adeus, Holanda 🇳🇱
A mudança pode parecer apenas semântica, mas tem um fundo geográfico concreto.
Em 2020, o governo lançou uma campanha global para que o mundo abandonasse de vez o apelido "Holanda" e adotasse exclusivamente Países Baixos (Netherlands).
O motivo é simples: "Holanda" se refere apenas a duas das doze províncias do país – Holanda do Norte e Holanda do Sul.
Resumidamente, seria como chamar o Brasil de Rio de Janeiro, ou outro estado! 😅
Usar o termo para nomear toda a nação era considerado incorreto e injusto com o restante do território.
A federação de futebol foi além: alterou o escudo e todas as marcas oficiais.
Nas Eliminatórias europeias, a seleção laranja se classificou com folga entre as vagas diretas.
Türkiye — o fim do "peru" 🇹🇷
No final de 2021, o presidente turco determinou que o país passaria a se chamar Türkiye internacionalmente – exatamente como é pronunciado na língua local.
A ONU e a FIFA oficializaram a mudança em 2022. A motivação foi ao mesmo tempo cultural e prática: acabar de vez com a palavra inglesa Turkey, que, além de nomear o animal "peru", é gíria consolidada para "fracasso" ou "fiasco".
O governo quis reforçar a identidade nacional e desassociar o país dessas conotações. A seleção chegou à Copa de 2026 pela repescagem europeia.
República Democrática do Congo — o retorno depois de Zaire 🇨🇩
Esta é, talvez, a história com o contexto geopolítico mais marcante da lista.
Entre 1971 e 1997, durante a ditadura de Mobutu Sese Seko, o país foi rebatizado como Zaire – e foi exatamente com esse nome que a seleção disputou sua única Copa do Mundo antes desta, em 1974.
Naquela edição, o Zaire ficou mundialmente conhecido pelo lance inusitado de Ilunga Mwepu, que chutou a bola durante uma cobrança de falta do Brasil. Com a queda do regime em 1997, o país voltou a se chamar República Democrática do Congo.
Cinquenta anos depois de 1974, o Congo DR retorna ao Mundial após eliminar a Nigéria na repescagem intercontinental.
Irã – a Pérsia que o mundo esqueceu 🇮🇷
A mudança mais antiga desta lista, mas não menos relevante.
Até 1935, o país era conhecido no Ocidente e no cenário internacional como Pérsia.
Naquele ano, o governo solicitou formalmente que a comunidade internacional adotasse o nome nativo, Irã – que pode ser traduzido como "Terra dos Livres" ou "Terra dos Arianos".
Como a Federação Iraniana de Futebol foi fundada em 1920, a seleção chegou a viver o próprio período de transição de identidade.
Em 2026, o Irã fará sua sétima Copa do Mundo e quarta consecutiva, classificado diretamente pelas Eliminatórias Asiáticas, ainda que nunca tenha conseguido passar da fase de grupos.

📸 YASIN AKGUL - AFP or licensors







































