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·30 de junho de 2026
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·30 de junho de 2026
A Seleção Brasileira ganhou um novo desafio médico e tático para a sequência da Copa do Mundo de 2026.
Após deixar o gramado com fortes dores na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, o meio-campista Lucas Paquetá teve uma lesão muscular confirmada e será desfalque no Brasil.
Os exames de imagem realizados nesta terça-feira (30), em Nova Jersey, confirmaram o cenário temido pela comissão técnica.
O meio-campo do Flamengo sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda.
O problema ocorreu nos minutos finais do primeiro tempo da partida contra os japoneses.
Paquetá começou a mancar e deixou o campo no intervalo sentindo muitas dores, precisando ser amparado por Neymar e consolado pelos companheiros de equipe.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um comunicado oficial sobre o quadro do atleta:
"O atleta Lucas Paquetá passou, nesta terça-feira, por exame de imagem que confirmou lesão muscular na região posterior da coxa esquerda. O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível."
De acordo com apuração do UOL e da ESPN, a recuperação esperada é entre 3 e 4 semanas, tempo que tira o jogador das próximas fases do mata-mata da Copa.
Com a lesão, Paquetá se juntou ao atacante Raphinha no departamento médico da Seleção.
Quem pode substituir Paquetá?
Titular nas quatro partidas do Mundial até aqui, Paquetá é uma peça fundamental no sistema do técnico Carlo Ancelotti.
Sua ausência obrigará o italiano não apenas a trocar uma peça, mas possivelmente a adaptar a equipe para o confronto das oitavas de final contra a Noruega.
Manter estrutura
O meio-campista do Botafogo Danilo Santos atua na mesma faixa de campo. Embora tenha tido poucos minutos em campo (entrou contra Marrocos, Haiti e Japão), ele é visto como a reposição mais natural caso Ancelotti queira manter o desenho tático intacto.
Hora do Neymar?
Recuperado de lesão e ganhando ritmo desde a partida contra a Escócia, o camisa 10 agregaria criatividade máxima e poder de decisão ao ataque.
Em contrapartida, o Brasil fatalmente perderia a intensidade na marcação e na recomposição, características fortes do jogo de Paquetá.
Aposta em Endrick
Foi a escolha imediata de Ancelotti durante o jogo contra o Japão.
Com a entrada do jovem, Matheus Cunha recuou para atuar mais distante da área, como um meio-campista, enquanto Endrick centralizou.
Essa alternativa deixa o time com quatro homens de frente, um formato testado pelo técnico desde o início de seu ciclo.
Variação tática
Autor do gol da classificação nas oitavas, Gabriel Martinelli desempenhou uma função diferente ao entrar no segundo tempo contra o Japão. Ele atuou por dentro, formando dupla com Endrick, deixando os corredores laterais para Vini Jr. e Rayan.
A movimentação provou que Ancelotti confia em Martinelli para atuar de forma mais centralizada.
Correndo por fora
Nomes como Igor Thiago e Luiz Henrique poderiam aparecer na Seleção, mas, no momento, correm por fora para ganharem uma vaga com a lesão de Paquetá.
A definição sobre quem assume a titularidade tomará forma nos próximos dias de treinamento em Nova Jersey, enquanto a equipe tenta manter o equilíbrio necessário para avançar às quartas de final.
📸 PAUL ELLIS - AFP or licensors







































