Central do Timão
·08 de junho de 2026
Conselho Deliberativo do Corinthians vota possível expulsão de conselheiros envolvidos em invasão à presidência

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·08 de junho de 2026

Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão
O Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians se reúne novamente na noite desta segunda-feira (8), no Parque São Jorge, para dar sequência ao julgamento dos envolvidos na tentativa de retomada de poder promovida pelo ex-presidente Augusto Melo em maio de 2025. Na pauta está a votação sobre a possível expulsão de quatro conselheiros do quadro associativo do clube em razão da invasão ao andar da presidência ocorrida em 31 de maio do ano passado.
A sessão é uma continuidade da reunião iniciada na última semana, quando os conselheiros deliberaram pela exclusão de Augusto Melo do quadro de associados do Corinthians. Na ocasião, também estava prevista a análise de quatro outros casos relacionados ao mesmo episódio, mas o julgamento foi adiado após pedido da conselheira Maria Angela de Sousa Ocampos, primeira-secretária do Conselho Deliberativo, que alegou questões familiares para não ser submetida à votação naquele momento.

Momento da invasão ao andar da presidência do Corinthians, em 31 de maio de 2025. Foto: Reprodução
Agora, os membros do órgão deliberativo analisarão a situação de Maria Angela, Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé. De acordo com apuração da Central do Timão, os demais conselheiros envolvidos no episódio não serão submetidos ao julgamento do plenário, pois a Comissão de Ética recomendou apenas punições de menor gravidade.
Carlos Eduardo Melo Silva, Rodrigo Simonini Gonzalez e Wanderson Contrera Salles receberam recomendação de suspensão por seis meses, enquanto Marcos Coelho Abdo e Paulo Rogerio Pinheiro Junior foram punidos com suspensão de três meses. Já Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos tiveram como sanção a aplicação de advertência.
Conforme revelado anteriormente pela reportagem, a Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians emitiu parecer favorável à expulsão de Augusto Melo, de Maria Angela e dos conselheiros Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé, que também integram o próprio colegiado disciplinar.
Entenda o caso
O episódio que originou os processos disciplinares ocorreu em 31 de maio de 2025. Naquela data, Augusto Melo tentou reassumir a presidência do Corinthians após a conselheira Maria Angela de Sousa Ocampos alegar ter assumido o controle do Conselho Deliberativo e anulado a votação do impeachment que havia resultado no afastamento do então presidente.
A iniciativa contou com a presença de aliados políticos do ex-mandatário, que se dirigiram ao andar da presidência no Parque São Jorge. No entanto, o então presidente em exercício Osmar Stabile se recusou a deixar o cargo e manteve sua posição de que seguia legitimamente à frente da administração do clube. Romeu Tuma Junior, presidente do CD, também não reconheceu a suposta mudança de comando do órgão. Sem respaldo institucional, a tentativa de retorno de Augusto Melo fracassou, mas desencadeou uma série de processos disciplinares contra os participantes da ação.
As investigações conduzidas pela Comissão de Ética tiveram como base, entre outros elementos, imagens captadas pelas câmeras de monitoramento do clube social, que identificaram a participação de conselheiros e associados nos acontecimentos daquele dia.
Momento de instabilidade política
A votação desta segunda-feira ocorre em meio a um dos períodos mais conturbados da política corinthiana nos últimos anos. Em apenas uma semana, os três ex-presidentes mais recentes do clube deixaram o quadro associativo do Corinthians. Augusto Melo e Andrés Sanchez foram excluídos por decisão do Conselho Deliberativo, enquanto Duilio Monteiro Alves renunciou ao título de associado antes que seu processo disciplinar fosse apreciado pelas instâncias internas do clube.
O ambiente de tensão institucional também envolve a atual gestão. Recentemente, sócios e conselheiros protocolaram dois pedidos de impeachment contra o presidente Osmar Stabile, por supostas irregularidades administrativas. Além disso, o vice-presidente Armando Mendonça, que foi denunciado pelo Ministério Público no caso envolvendo materiais esportivos da Nike, também é alvo de um pedido de afastamento cautelar imediato.







































