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·07 de janeiro de 2026

Conselho Deliberativo do São Paulo marca data para votação do impeachment de Julio Casares

Imagem do artigo:Conselho Deliberativo do São Paulo marca data para votação do impeachment de Julio Casares

A crise institucional envolvendo Julio Casares ganhou novos desdobramentos no São Paulo. Após denúncia contra o presidente, o Conselho Consultivo, formado por ex-dirigentes do clube, encerrou a análise do caso, enquanto o Conselho Deliberativo marcou a data da votação do impeachment do mandatário tricolor.

A reunião do Conselho Consultivo ocorreu na última terça-feira (6), na capital paulista, com presenças de ex-presidentes como Leco e Carlos Miguel Aidar. O atual dirigente Julio Casares também compareceu ao encontro.


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O parecer do grupo foi de que não existem provas materiais que incriminem o presidente do São Paulo. Por isso, os ex-dirigentes se manifestaram contra o impeachment.

“As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência”, diz trecho inicial da ata do Conselho.

“Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do Clube, entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial”, conclui.

Mesmo com a recomendação contrária ao processo de impechment, o Conselho Deliberativo do São Paulo marcou a data para a votação: dia 14 de janeiro (quarta-feira), às 14h (de Brasília).

Do que Casares é acusado no São Paulo?

O presidente do São Paulo é alvo de investigação da Polícia Civil. Um relatório do Coaf aponta que Julio Casares recebeu R$ 1,5 milhão em depósitos em espécie entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

O montante representa 47% da renda total do dirigente no período, segundo documentos divulgados pelo "UOL" nesta terça-feira (6).

Os depósitos teriam sido feitos de forma fracionada, prática conhecida como “smurfing”, apontada pelo Coaf como tentativa de driblar mecanismos de controle.

Paralelamente, outras apurações ocorrem no São Paulo, incluindo denúncias sobre uso irregular de um camarote no Morumbis e saques de R$ 11 milhões dos cofres do clube durante a gestão de Julio Casares.

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