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·24 de abril de 2026

Conselho do São Paulo absolve Pinotti e deixa cenário para eleições em dezembro indefinido

Imagem do artigo:Conselho do São Paulo absolve Pinotti e deixa cenário para eleições em dezembro indefinido

O cenário político do São Paulo para as eleições à presidência no final do ano voltam a ficar embaralhados após o Conselho Deliberativo do clube absolver um dos potenciais candidatos, o ex-diretor de futebol Vinícius Pinotti, de suspensão recomendada pelo comitê de ética por ter comprado e vazado os áudios que acarretaram o chamado Escândalo do Camarote, onde dois ex-diretores tricolores são flagrados negociando a locação de um espaço exclusivo da agremiação no estádio do Morumbi para o show da colombiana Shakira, em fevereiro do ano passado.

Pinotti foi julgado junto de Fábio Mariz, naquilo que foi chamado internamente nos corredores do Morumbi como o primeiro turno das eleições, em tom irônico.


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Ambos poderiam ser suspensos por um ano, de acordo com a pena indicada pelo comitê de ética, o que inviabilizaria a candidatura de Pinotti. De volta ao pleito, o ex-cartola agora encontra um cenário onde o atual mandatário Harry Massis Júnior, ganha força entre situacionistas para concorrer à reeleição, tendo seu nome fortalecido nas bases oposicionistas.

Pinotti foi inocentado por 175 votos a 48, além de quatro abstenções. Já Mariz recebeu 175 votos favoráveis à absolvição, contra 47 pela punição, com cinco abstenções.

O pedido de avaliação do Comitê de Ética da postura da dupla foi feito por Douglas Schwartzmann, ex-diretor da base, que é flagrado nos áudios ao lado de Mara Casares, ex-diretora do social. Na segunda-feira (30/3), os dois tiveram a recomendação de expulsão do quadro socialO Conselho Deliberativo vota a questão na próxima quarta-feira (8).

O parecer final do Comitê de Ética foi assinado pelo relator Antônio Patiño Zorz e teve aprovação unanime. É recomendada a suspensão por 300 dias de Pinotti e 360 dias a Mariz. A decisão aponta que houve violação aos deveres institucionais e dano à imagem do clube a partir da forma como os áudios foram obtidos e divulgados.

Ainda em janeiro, a terceira investigadas na polícia pelo caso vazou a jornalistas conversas onde aparece vendendo o áudio da conversa com Douglas e Mara aos dois acusados. Pinotti admitiu ter dado o dinheiro para a compra e entregado o conteúdo ao portal ‘Globo Esporte’, confessando que o objetivo era “vazar aquela sujeira toda”.

A DECISÃO DO COMITÊ

Segundo o documento, ficou caracterizada a atuação dos conselheiros em articulação com terceiros para obtenção do material, além da discussão de estratégias para divulgação seletiva do conteúdo à imprensa.

A comissão entendeu que a conduta ultrapassou os limites de uma denúncia legítima e configurou prejuízo institucional ao São Paulo.

O relatório também destaca que, mesmo diante de suspeitas de irregularidades, os conselheiros deveriam ter recorrido aos canais internos do clube, como mecanismos de compliance e instâncias disciplinares, antes de expor o caso publicamente.

Para a Comissão, a opção pelo vazamento contribuiu para ampliar a crise e gerar danos adicionais à reputação do clube.

No entendimento do órgão, a conduta se enquadra como infração por causar dano à imagem do clube, com agravantes como atuação conjunta e impacto público do caso. A decisão ainda diferencia o papel dos dois conselheiros, atribuindo maior gravidade à atuação de Fábio Mariz, apontado como participante direto de reuniões e articulações relacionadas ao material.

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