Esporte News Mundo
·18 de maio de 2026
Convocação da Seleção coloca tradição brasileira construída por Flamengo e Cruzeiro em risco

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·18 de maio de 2026

A convocação da Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo pode representar mais do que apenas a definição dos 26 nomes que buscarão o hexa. Pela primeira vez na história, o Brasil corre o risco de disputar um Mundial com maioria de jogadores atuando fora do país, encerrando uma tradição construída por clubes que marcaram gerações da Amarelinha, como Flamengo e Cruzeiro.
O levantamento dos clubes que mais cederam jogadores à Seleção em Copas do Mundo mostra o Flamengo entre os protagonistas da história brasileira no torneio. O Rubro-Negro aparece com 35 convocações ao longo das edições, atrás apenas de Botafogo e São Paulo entre os clubes nacionais. A lista reúne nomes históricos como Zico, Júnior, Leandro, Renato Gaúcho, Sócrates, Everton Ribeiro e Pedro.
O clube carioca mantém a dianteira mesmo sem representantes nas duas últimas edições do torneio. O último botafoguense a disputar uma Copa foi o goleiro Jefferson, em 2014. São Paulo aparece logo atrás, com 46 convocados ao longo das décadas, seguido por Flamengo e Vasco, ambos com 35.
O topo do ranking é amplamente dominado por clubes nacionais. O único representante estrangeiro no top-10 é o Real Madrid, com 13 convocados; entre eles Roberto Carlos (três Copas), Ronaldo, Kaká, Marcelo, Casemiro, Éder Militão, Rodrygo e Vinicius Júnior.
O impacto rubro-negro em Copas atravessa diferentes gerações. Entre os maiores símbolos está Zico, convocado para três Mundiais e considerado um dos maiores jogadores da história da Seleção. Em períodos mais recentes, Everton Ribeiro e Pedro representaram o Flamengo na Copa de 2022, disputada no Catar, reforçando a permanência do clube entre os principais fornecedores de atletas para o Brasil.

(Foto: Buda Mendes/Getty Images)
O Cruzeiro também ocupa espaço relevante na construção da história da Seleção em Mundiais. O clube mineiro soma 11 jogadores convocados para Copas e revelou nomes decisivos para o futebol brasileiro. Entre eles, Tostão, um dos pilares da equipe campeã mundial de 1970, além de Piazza, Nelinho, Ronaldo, Dida e Gilberto.
Mesmo distante dos primeiros colocados do ranking, a Raposa possui forte peso simbólico na trajetória da Seleção. O clube foi responsável por revelar atletas que marcaram épocas distintas do futebol brasileiro, especialmente durante décadas em que a base da Seleção era formada majoritariamente por jogadores atuando no país.
A diferença entre os períodos históricos e o cenário atual fica evidente no crescimento de clubes estrangeiros no ranking. O Real Madrid, por exemplo, já soma 13 convocações de brasileiros em Copas do Mundo e aparece como o único time internacional no top-10 da lista. Nomes como Vinicius Júnior, Rodrygo, Casemiro, Marcelo e Roberto Carlos ajudaram a consolidar o protagonismo merengue.

(Photo by Michael Steele/Getty Images)
A possível quebra da escrita histórica evidencia uma transformação profunda no futebol nacional. Em nenhuma das cinco conquistas mundiais da Seleção houve mais convocados de clubes estrangeiros do que brasileiros. Agora, a tendência aponta justamente para o oposto, reflexo da saída precoce de talentos do país e do fortalecimento financeiro do futebol europeu.
Enquanto Carlo Ancelotti prepara sua primeira convocação visando o Mundial de 2026, Flamengo e Cruzeiro seguem como retratos de diferentes eras da Seleção Brasileira. Clubes que, em seus períodos mais fortes, ajudaram a construir a identidade vencedora do Brasil em Copas e deixaram marcas que ainda atravessam gerações do futebol nacional.







































