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·28 de agosto de 2026

Coordenador técnico da base do Corinthians analisa retorno do clube ao MCF

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  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Durante a tarde da última terça-feira (25), o Corinthians visitou o América-MG, na Arena Urbsan, em Betim-MG, em confronto válido pela 13ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Sub-17 de 2026, e superou o adversário pelo placar de 2 x 0. Os tentos marcados por Ji-Paraná e Miguel Moscardo colocaram o Timão na terceira colocação da competição nacional com 26 pontos – oito vitórias, dois empates e três derrotas – 34 gols marcados e 12 sofridos.


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Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

“Ficamos com esse impedimento de participar do movimento de clubes formadores brasileiros, mas veio a boa notícia de que realmente estamos de volta. Fomos acolhidos pelo grupo; eu e a Damiani já estamos no movimento trocando muitas informações. Tem chovido convites para torneios pelo Brasil afora, além dos internacionais dos quais já estamos participando“, iniciou.

O principal pilar entre os clubes que integram o MCFB é a coibição de um eventual aliciamento de atletas entre 10 e 14 anos. Durante o período em que esteve fora do Movimento, o Corinthians, fora do ‘acordo de cavalheiros’ acabou vendo algumas promessas de suas categorias de base deixarem o clube rumo a outros clubes.

“Acho que essa conquista dá um peso técnico ao departamento e nos coloca em um lugar importante, trazendo uma riqueza de experiências para os nossos atletas e para as nossas comissões técnicas. A seleção ganha muito com isso. A felicidade é muito grande e espero que esse tempo em que ficamos fora tenha servido para fazermos um bom aquecimento, para entrarmos firmes nessas competições que estamos disputando”, continuou.

O Corinthians, que  estava excluído do movimento, havia de disputar as principais competições de base até a categoria Sub-15, como a Copa Nike e Copa Votorantim – tendo como organizadores os clubes do MCFB, que passaram a boicotar o Timão. Após pouco mais de um ano e meio de tentativas de acordo com o Palmeiras, as duas instituições chegaram a um acordo. Drubscky finaliza afirmando que espera que o período em que o Timão ficou fora do grupo tenha servido de experiência para que o clube possa voltar mais forte para disputar os principais torneios.

“A felicidade é muito grande e espero que esse tempo em que ficamos fora tenha servido para fazermos um bom aquecimento, para entrarmos firmes nessas competições que estamos disputando”, finaliza.

Ricardo Drubscky, além da função de coordenador técnico, é conhecido no cenário nacional por exercer a função de treinadores em diversos times do futebol brasileiro, como Fluminense, Cruzeiro, Athletico-PR, Criciúma, Goiás, Vitória, entre outros.

Relembre o caso

A relação entre Corinthians e MCF foi rompida em janeiro de 2025, quando o clube acabou excluído do movimento após uma denúncia apresentada pelo Palmeiras envolvendo uma suposta tentativa de aliciamento de Pedro Morelli.

Na ocasião, o jogador deixou o clube da Barra Funda e passou a defender o Corinthians na categoria Sub-14. A denúncia foi analisada pelo conselho de ética do MCF e acabou resultando na exclusão do Timão. O processo contou ainda com forte atuação de João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do Palmeiras.

O Movimento dos Clubes Formadores estabelece regras de conduta para negociações envolvendo atletas entre 10 e 14 anos. As normas buscam combater o aliciamento de jogadores em uma faixa etária anterior à existência de um contrato de formação, estabelecendo parâmetros que vão além da legislação aplicável aos atletas que ainda não possuem vínculo federativo.

A saída do Corinthians do grupo teve consequências para o clube. Sem fazer parte do MCF, o Timão deixou de contar com a adesão das principais equipes brasileiras às regras do movimento em relação às suas categorias de base. Desde então, diversos jogadores das divisões menores deixaram o Parque São Jorge.

Além da dificuldade para manter atletas, o Corinthians também ficou impedido de participar de algumas competições relevantes das categorias de base, entre elas a Copa Votorantim Sub-15 e a Copa Nike da mesma faixa etária – organizadas justamente por equipes que integram o MCF. Desde a exclusão, o clube alvinegro vem buscando uma solução com o Palmeiras para recuperar sua participação no movimento. O caso envolvendo Pedro Morelli se tornou, desde então, um dos principais pontos de discussão nas negociações entre as duas diretorias.

Negociações

Durante o mês de maio, o Timão negociava um acordo com o Palmeiras, instituição na qual o atleta defendia antes de se transferir ao Parque São Jorge, para voltar a fazer parte do MCF dividindo os direitos econômicos do jogador.

Para isso, a família do jogador teria que abrir mão de 50% dos direitos e transferi-los ao time da Barra Funda. Porém, a oferta acabou sendo recusada. Pelo acordo, o Corinthians pagaria R$ 1 milhão ao Palmeiras e, em contrapartida, os dois clubes passariam a compartilhar os direitos econômicos do jogador. As conversas para tentar solucionar o impasse se estenderam por mais de três meses após Corinthians e Palmeiras chegarem a um entendimento. Durante esse período, Morelli perdeu espaço dentro do elenco corinthiano.

O atacante deixou de ser relacionado para partidas e, posteriormente, também passou a não participar dos treinamentos da equipe corinthiana. Diante da falta de acordo, a diretoria passou a considerar a saída do jogador como o caminho necessário para tentar destravar o processo de retorno do Corinthians ao MCF.

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