Jogada10
·05 de junho de 2026
Copa do Mundo. Dia 4. Quase famosos

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Uma fantasia criativa no Carnaval faz a diferença para quem pretende passar o período de festas em contato com os demais foliões. Uma cobertura de Copa do Mundo apresenta efeito semelhante ao Tríduo Momesco. São quase “rituais de inversão social”, conforme sempre pontua, do alto de sua sabedoria, o historiador tijucano Luiz Antonio Simas. Uma pessoa que passa despercebida pela sociedade é erguida ao panteão facilmente e, enfim, recebe do público a sua devida importância. No Mundial de 2026, não seria diferente para a quixotesca equipe de reportagem do Jogada10.
Apesar dos pesares e de alguns contratempos já mencionados em outras colunas, antes de tudo, os Estados Unidos respeitam muito a atividade jornalística. Este pensamento se estende do gari ao presidente do país. Donaldo, por exemplo, costuma organizar jantares para a imprensa e mantém o hábito de levar jornalistas na aeronave em suas viagens ao exterior. Parece que ser um profissional de Comunicação na terra do Tio Sam tem outro peso. Talvez o mesmo que um artista de novela no Brasil.
Em Morristown, cidade que recebe os treinos da Seleção Brasileira, os populares interpelam o J10 a cada duas quadras. Todo mundo quer saber informações de quando será o próximo treino e se é possível se aproximar dos jogadores. Há gente que pede para levar recados aos atletas. Outros perguntam detalhes da nossa profissão e vibram ao saber que acompanharemos os cotejos da equipe pentacampeã mundial de perto. Alguns chegaram a interromper nossas compras no supermercado para esclarecer algumas dúvidas. Os temas vão de Virginia Fonseca, passando por Neymar e chegando, finalmente, a questões mais táticas do trabalho do técnico Carlo Ancelotti.
“Vocês já devem ter ouvido essa pergunta mil vezes, mas precisamos fazê-la”, se aproximou um casal que reconheceu o colunista no Walmart, na noite desta quinta-feira (4). Tinha, aliás, um brasileiro da região que quase entrou no Uber da reportagem! Inacreditável! Falta, agora, somente um pedido de autógrafo. Afinal, somos quase famosos. Das abordagens, 60% das pessoas são norte-americanas, ótima forma, portanto, para praticar o inglês.
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.







































