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·02 de outubro de 2026

Corinthians acumula parcelas em aberto de rescisões com quatro ex-treinadores

Imagem do artigo:Corinthians acumula parcelas em aberto de rescisões com quatro ex-treinadores

As mudanças recorrentes no comando técnico do Corinthians nos últimos anos continuam produzindo impactos financeiros no clube. O Alvinegro possui pagamentos pendentes relacionados aos acordos de rescisão de Mano Menezes, António Oliveira, Ramón Díaz e Dorival Júnior, treinadores que deixaram o Parque São Jorge durante as gestões de Augusto Melo e Osmar Stabile.

De acordo com informações publicadas pela Gazeta Esportiva, os quatro acordos ainda possuem parcelas a serem quitadas e, em todos os casos, há pelo menos um pagamento em atraso. Somados, os valores originalmente definidos nas quatro rescisões chegam a R$ 26,6 milhões, embora a reportagem não detalhe o montante exato que permanece em aberto atualmente.


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Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

As pendências aparecem em um momento no qual o Corinthians convive com dificuldades financeiras e, dentro de campo, atravessa uma sequência de sete partidas sem vencer sob o comando de Fernando Diniz.

Mano Menezes tem duas parcelas pendentes

A lista começa com Mano Menezes, contratado ainda em setembro de 2023. O treinador tinha vínculo até dezembro de 2025, mas permaneceu aproximadamente cinco meses no cargo antes de ser demitido, em fevereiro de 2024.

A saída ocorreu já durante a administração de Augusto Melo. O acordo firmado para encerrar antecipadamente o contrato foi estabelecido em R$ 10 milhões, o maior valor entre os quatro casos mencionados.

Mesmo mais de dois anos depois da demissão, a obrigação financeira ainda não foi totalmente encerrada. Segundo a publicação, duas parcelas permanecem pendentes.

Mano foi sucedido por António Oliveira, iniciando uma sequência de trocas no comando técnico que também geraria novas despesas rescisórias ao Corinthians.

António Oliveira também aguarda pagamentos

O treinador português assumiu a equipe poucos dias depois da saída de Mano Menezes. António Oliveira chegou com contrato válido até o final de 2024, mas não completou a temporada no Parque São Jorge.

O profissional foi desligado em julho daquele ano. Para finalizar o vínculo, Corinthians e comissão técnica chegaram a um acordo de R$ 1,6 milhão. Atualmente, o clube ainda possui duas parcelas em aberto referentes à rescisão do português.

Na sequência, a diretoria buscou Ramón Díaz para assumir a equipe em um momento delicado da temporada de 2024. Entre os quatro nomes que ainda possuem valores a receber, o argentino teve a passagem mais longa pelo comando alvinegro.

Acordo com Ramón Díaz foi de R$ 7,5 milhões

Ramón Díaz assumiu o Corinthians em julho de 2024 e permaneceu no cargo até abril de 2025. Durante o período, comandou a recuperação da equipe no segundo semestre de 2024 e iniciou a temporada seguinte à frente do elenco.

Apesar de possuir contrato até dezembro de 2025, o argentino acabou desligado antes do encerramento do vínculo. A rescisão foi definida em R$ 7,5 milhões.

Mais de um ano após a saída, o Corinthians ainda precisa pagar duas parcelas previstas no acordo firmado com o treinador.

A demissão abriu espaço para a contratação de Dorival Júnior, que também não cumpriria integralmente seu vínculo com o clube.

Dorival Júnior tem três parcelas a receber

Entre os quatro casos, Dorival Júnior foi o treinador desligado mais recentemente. O técnico deixou o Corinthians em abril de 2026 e posteriormente assumiu o São Paulo.

Assim como ocorreu com Ramón Díaz, o acordo para a rescisão foi estabelecido em R$ 7,5 milhões. Neste caso, ainda existem três parcelas pendentes.

Dessa forma, os quatro ex-treinadores acumulam nove parcelas ainda não quitadas, distribuídas da seguinte maneira:

  • Mano Menezes: acordo de R$ 10 milhões e duas parcelas pendentes;
  • António Oliveira: acordo de R$ 1,6 milhão e duas parcelas pendentes;
  • Ramón Díaz: acordo de R$ 7,5 milhões e duas parcelas pendentes;
  • Dorival Júnior: acordo de R$ 7,5 milhões e três parcelas pendentes.

Os números disponíveis, porém, não permitem determinar quanto dessas nove parcelas representa em reais. Os R$ 26,6 milhões correspondem ao valor total originalmente estabelecido nos quatro acordos, e não ao saldo atual da dívida.

Corinthians cita processos em andamento

Procurado pela Gazeta Esportiva, o Corinthians informou que existem processos judiciais envolvendo os quatro ex-treinadores e afirmou que não comentará detalhes enquanto as ações estiverem em andamento.

Em nota, o clube declarou:

“Os quatro treinadores mencionados possuem processos judiciais ainda em andamento. Por se tratarem de questões que permanecem sob apreciação da Justiça, o Clube adota como diretriz não se manifestar publicamente sobre processos que ainda não tenham sido concluídos.”

A manifestação não detalha quais parcelas estão atrasadas, os valores individuais ainda devidos ou o estágio de cada processo judicial.

Multa de Fernando Diniz também entra no cenário

Enquanto ainda administra compromissos relacionados aos quatro treinadores anteriores, o Corinthians atravessa um período de pressão sobre o atual comandante.

Fernando Diniz chega à Data Fifa após uma sequência de sete partidas sem vitória. Apesar dos resultados recentes, a diretoria decidiu manter o profissional no cargo e dar continuidade ao trabalho.

Além da avaliação esportiva, uma eventual demissão também teria impacto financeiro. Conforme publicado pela Gazeta Esportiva, a multa prevista para o encerramento antecipado do vínculo de Diniz gira em torno de R$ 5 milhões, equivalente a três salários do treinador.

Por enquanto, o técnico permanece à frente da equipe e prepara o Corinthians para o retorno ao Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será diante do Internacional, na quarta-feira (7), às 19h30, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Assim, além da necessidade de recuperação esportiva, a sequência de mudanças recentes no comando técnico deixa um passivo que ainda acompanha as contas do clube. Mano Menezes, António Oliveira, Ramón Díaz e Dorival Júnior já deixaram o Parque São Jorge, mas os compromissos financeiros decorrentes de suas rescisões permanecem em aberto.

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