Corinthians cumpre acordo com a Caixa e quita parcelas previstas para 2025 | OneFootball

Corinthians cumpre acordo com a Caixa e quita parcelas previstas para 2025 | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·07 de janeiro de 2026

Corinthians cumpre acordo com a Caixa e quita parcelas previstas para 2025

Imagem do artigo:Corinthians cumpre acordo com a Caixa e quita parcelas previstas para 2025
  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

O Corinthians encerrou todas as obrigações referentes ao financiamento da Neo Química Arena previstas para o ano de 2025. Ao longo da temporada, o clube quitou as quatro parcelas trimestrais do acordo firmado com a Caixa Econômica Federal, totalizando um desembolso de R$ 93 milhões, conforme apurado pelo Meu Timão.

Fontes internas confirmam que os pagamentos foram realizados dentro do que estava estabelecido no contrato. Para completar o montante, parte da premiação conquistada pela equipe feminina foi direcionada pela Caixa, o que permitiu zerar integralmente os débitos do ano. Com isso, a próxima parcela do financiamento está prevista apenas para o mês de março.


Vídeos OneFootball


Imagem do artigo:Corinthians cumpre acordo com a Caixa e quita parcelas previstas para 2025

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Pelo modelo contratual vigente, a dívida da Arena é amortizada em parcelas trimestrais de valores variáveis, atualmente entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões. Os montantes oscilam de acordo com a taxa Selic e com o saldo devedor atualizado, e o cronograma de pagamentos se estende até dezembro de 2041.

Mesmo com todas as parcelas de 2025 quitadas, a Caixa reteve cerca de 50% dos mais de R$ 68 milhões líquidos recebidos pelo Corinthians com a conquista da Copa do Brasil, valor já descontado de impostos. A medida gerou questionamentos entre torcedores, que levantaram a hipótese de pendências financeiras junto ao banco.

O bloqueio, no entanto, foi direcionado para a chamada “conta de segurança”, mecanismo previsto em contrato. Por esse acordo, uma parte das receitas do clube é automaticamente destinada a essa reserva financeira. Durante a fase de formação da conta, 50% das premiações esportivas e 30% dos valores provenientes da venda de jogadores são retidos pela Caixa para garantir o cumprimento futuro do financiamento da Arena.

Essa conta vinculada precisa manter, de forma permanente, um saldo mínimo correspondente ao valor de quatro parcelas trimestrais — atualmente entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões, conforme a taxa de juros em vigor. O montante funciona como um colchão de segurança, equivalente a aproximadamente um ano de amortização da dívida. Caso o saldo fique abaixo do patamar estipulado, a recomposição ocorre automaticamente por meio da retenção de outras receitas, como direitos de transmissão. O contrato estabelece que a manutenção desse valor mínimo é obrigatória, sob risco de caracterização de quebra por insuficiência de garantias.

Paralelamente, Corinthians e Caixa seguem em negociação para revisar o acordo de naming rights da Neo Química Arena. As partes mantêm diálogo para aprimorar os termos atuais e solicitaram um valuation do estádio e dos direitos de nome, hoje pertencentes à Neo Química, marca da Hypera Pharma. O estudo busca oferecer maior segurança ao banco quanto ao valor real dos ativos. Internamente, o clube entende que o contrato vigente está defasado, e a possibilidade de utilizar os naming rights como forma de abatimento da dívida é analisada, embora seja apenas uma das alternativas em avaliação.

Veja mais:

Imagem do artigo:Corinthians cumpre acordo com a Caixa e quita parcelas previstas para 2025

Viva a história e a tradição corinthiana no Parque São Jorge. Clique AQUI e garanta sua vaga!

Sexta e sábado: 10h15 | 12h | 14h45Domingo: 9h20 | 11h | 13h50

Saiba mais sobre o veículo