Corinthians desembolsa R$ 16,4 milhões no RCE, mas dívida sobe para R$ 237,4 milhões | OneFootball

Corinthians desembolsa R$ 16,4 milhões no RCE, mas dívida sobe para R$ 237,4 milhões | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·16 de agosto de 2026

Corinthians desembolsa R$ 16,4 milhões no RCE, mas dívida sobe para R$ 237,4 milhões

Imagem do artigo:Corinthians desembolsa R$ 16,4 milhões no RCE, mas dívida sobe para R$ 237,4 milhões
  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

O Corinthians atualizou as informações referentes ao pagamento das dívidas incluídas no Regime Centralizado de Execuções (RCE). Segundo os novos dados divulgados pelo clube, R$ 16,4 milhões já foram desembolsados durante os cinco primeiros meses de vigência do plano.

No entanto, apesar dos pagamentos realizados, o saldo devedor aumentou no período. A dívida, que estava calculada em R$ 224,9 milhões, passou para R$ 237,4 milhões. A elevação ocorreu principalmente em razão da incidência de juros e da atualização dos valores pela taxa Selic.


Vídeos OneFootball


Imagem do artigo:Corinthians desembolsa R$ 16,4 milhões no RCE, mas dívida sobe para R$ 237,4 milhões

Foto: ©Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

Entre os credores, o empresário Giuliano Bertolucci aparece com a maior quantia a receber. O saldo relacionado a ele e à Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva Ltda. chega a R$ 86,9 milhões. Na sequência estão a RC Consultoria e Assessoria Esportiva Ltda., com R$ 31,4 milhões, e a Talents Sports Ltda., com R$ 24,5 milhões.

A evolução da dívida mesmo após o início dos pagamentos é explicada justamente pela correção monetária e pela inclusão de novos valores vinculados a dois dos credores que fazem parte do RCE. Antes de começar a cumprir o cronograma, o Corinthians estimava que o passivo inserido no regime estava em R$ 190,8 milhões. No momento em que a primeira parcela foi paga, porém, o montante já havia alcançado R$ 227,9 milhões.

O RCE aprovado pela Justiça reúne processos de natureza cível que já estavam em fase de execução contra o Corinthians. O mecanismo concentra essas cobranças e estabelece um cronograma específico para que o clube consiga quitar os débitos.

Fazem parte do montante obrigações cobradas judicialmente por empresários, fornecedores e atletas que possuem valores referentes a direitos de imagem, entre outros credores. Débitos tributários e o financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal não estão incluídos nesse grupo. Ao todo, o plano contempla 40 processos judiciais envolvendo 23 credores.

O maior saldo individual está relacionado a Giuliano Pacheco Bertolucci e à Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva Ltda., que têm R$ 86.927.409,11 a receber, conforme os valores atualizados até 28 de julho de 2026.

A RC Consultoria e Assessoria Esportiva Ltda. aparece na segunda posição, com R$ 31.451.461,73. Já a Talents Sports Ltda. possui um saldo de R$ 24.502.578,79.

Completam a lista dos cinco maiores credores Andre Cury, Adriana Cury e a Link Assessoria Esportiva e Propaganda Ltda., com R$ 21.727.219,42, além da Fair Play Football Association Participações Ltda., que tem R$ 21.485.409,98 a receber.

O acordo estabelece um período de dez anos para que o Corinthians quite os débitos contemplados pelo RCE. O modelo prevê parcelas mensais calculadas com base nas receitas recorrentes do clube, com percentuais que aumentam gradualmente ao longo do tempo.

No primeiro ano, o Corinthians deve destinar 4% de suas receitas recorrentes ao pagamento das dívidas. A taxa sobe para 5% no segundo ano e chega a 6% a partir do terceiro ano de vigência do plano.

Além de organizar o pagamento dos débitos, a adesão ao RCE tem como um dos principais efeitos evitar os bloqueios de recursos nas contas bancárias do Corinthians que ocorreram de forma recorrente nos últimos anos.

Saiba mais sobre o veículo