Jogada10
·13 de abril de 2026
Corinthians e Palmeiras travam acordo na Justiça e levam briga do Dérbi para o MP

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·13 de abril de 2026

O clima de guerra do último Dérbi atravessou as quatro linhas e agora será resolvido na esfera criminal. Corinthians e Palmeiras não chegaram a um consenso durante a audiência de conciliação realizada no Juizado Especial Criminal (Jecrim) da Neo Química Arena após as cenas de violência no túnel de acesso aos vestiários. Diante da recusa palmeirense em aceitar um acordo amigável ou o pagamento de multas simbólicas, o Ministério Público assumiu o controle das investigações para apurar a denúncia de agressão física contra o jovem atacante Luighi.
A postura firme do Palmeiras barrou a tentativa de “panos quentes” sugerida inicialmente. O clube alviverde sustenta que o preparador de goleiros do Corinthians, Luiz Fernando dos Santos, agrediu o atleta, tese reforçada pelos depoimentos de cinco seguranças e pelos exames de corpo de delito realizados logo após o apito final. Por outro lado, o delegado Cesar Saad, da Drade, indicou que as imagens coletadas até o momento registram um cenário de empurrões generalizados, o que levará o MP a solicitar perícias mais detalhadas e novos ângulos de câmera do estádio.
O Ministério Público chegou a propor uma transação penal e sugeriu que os envolvidos pagassem cinco salários mínimos para instituições de caridade para encerrar o processo. No entanto, o entendimento de que a medida seria injusta uniu as partes na recusa, embora por motivos opostos.
Enquanto o Corinthians tentava evitar registros formais, o Palmeiras busca uma punição exemplar ao alegar que o ocorrido extrapolou a rivalidade esportiva e atingiu a integridade física de seus profissionais.
Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Canal GOAT (@canalgoatbr)
O estopim para a briga nos vestiários foi o jogo nervoso que terminou com dois corintianos expulsos. André, que fez gestos obscenos, e Matheuzinho, após entrada dura revisada pelo VAR, deixaram o Timão em desvantagem numérica. O empate por 0 a 0, que deveria ser o destaque, acabou ofuscado pela confusão no pós-jogo que agora obriga o Ministério Público a ouvir novas testemunhas e decidir se encaminha os agressores para julgamento ou se arquiva o inquérito por falta de provas conclusivas.
Dessa forma, a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras ganha um capítulo jurídico que promete se arrastar pelas próximas semanas. O foco das autoridades se volta agora para a blindagem dos túneis de acesso em futuros clássicos para evitar que a Neo Química Arena volte a ser palco de novas agressões. Por fim, o Palmeiras só aguarda o andamento do processo criminal para decidir se também acionará o STJD contra os funcionários do rival.
Ao vivo


Ao vivo


Ao vivo





































