Jogada10
·23 de junho de 2026
Corinthians elabora lista de reforços, mas esbarra em problemas financeiros

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·23 de junho de 2026

O elenco do Corinthians está próximo de se reapresentar após a pausa para a Copa do Mundo e a torcida fica na expectativa por reforços para a sequência da temporada. Apesar de analisar nomes no mercado, tendo inclusive uma lista pronta, a diretoria reconhece que a situação financeira limita algumas movimentações. Assim, inviabiliza contratações que tenham custo de transferência.
Executivo do Corinthians, Marcelo Paz explicou que o clube trabalha de forma antecipada no mercado por intermédio de um monitoramento do CIFUT. De acordo com o dirigente, o Timão possui uma lista de possíveis reforços por posição para caso haja necessidades durante a janela de transferências, que se abre no dia 20 de julho.
“A gente tem, dentro do departamento de CIFUT, um time-sombra, por posição, com três ou quatro jogadores mapeados, para que, em uma eventual necessidade, já tenhamos opções para possíveis contratações. Tem perfis de jogadores que exigiriam um valor de transferência, e isso a gente não vai ter no momento. Mas há jogadores em fim de contrato e jogadores que poderiam vir por empréstimo. Existem também as ofertas, situações de mercado: ‘Poxa, fulano de tal vai sair de tal time. Isso não estava mapeado em canto nenhum, mas o jogador tem interesse de ir para o Corinthians’, revelou o executivo, à “Identidade Corinthiana”, antes de completar:

Marcelo Paz (à direita) e Osmar Stabile: diretoria mapeia possíveis reforços – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“O Corinthians é tão forte que muitos jogadores fazem esforço para estarem no clube, muitos jogadores grandes, que têm história. Isso é uma coisa que, ao longo dessa janela, que vai até setembro, a gente pode utilizar. Tem muita água para rolar”.
Além disso, Marcelo Paz deixou claro que a realidade financeira limita investimentos em contratações neste momento. Dessa maneira, a prioridade é regularizar pendências internas e melhorar o fluxo de caixa, antes de avançar em negociações por reforços.
“Naturalmente, a gente tem desejo por contratações. Era bom se fulano de tal pudesse vir, mas tem uma questão financeira que precisamos equacionar. Como vamos contratar devendo salários? Temos que regularizar os salários dos jogadores, eventualmente fazer uma ou duas vendas para gerar fluxo de caixa e, então, fazer contratações”, afirmou.
“Precisamos ser coerentes. O Corinthians não tem valores para pagar transferências. Na janela que montamos no começo do ano, sete jogadores chegaram, e todos vieram sem custos de transferência. Qualquer movimento que acontecer nesta janela será dessa maneira, porque o clube está em um processo de recuperação financeira, e o futebol é uma locomotiva que pode acelerar esse processo, tendo um time competitivo com o menor custo possível”.
Marcelo Paz destacou ainda o processo de análise antes da contratação de um jogador. De acordo com o dirigente, diferentes departamentos participam da avaliação e a palavra final sobre qualquer reforço sempre é do presidente.
“Uma contratação passa por várias pessoas dentro do clube, até para acertar mais e minimizar erros. O Corinthians tem um departamento chamado CIFUT, com três profissionais que mapeiam todo o mercado sul-americano e também o estrangeiro. Neste ano, por exemplo, a gente trouxe o Zakaria, marroquino que estava na China, e o Lingard, inglês que atuava na Coreia. Tudo isso sempre passa pelo CIFUT, que dá sua opinião e apresenta um relatório. A maioria dos jogadores já está mapeada por eles de alguma maneira. Eles têm um catálogo de jogos e relatórios”, explicou o dirigente, antes de finalizar:
“Também buscamos informações além do que acontece em campo: situações do dia a dia, conduta, postura… A comissão técnica, logicamente, também participa do processo de chegada de um jogador e faz suas análises. Geralmente, um treinador tem, dentro da comissão, uma ou duas pessoas que observam o mercado conforme a demanda. Além disso, o processo passa por mim e também pelo Julio Cesar. No fim de tudo, passa pelo presidente. Nenhum jogador será contratado sem a aprovação do presidente. É uma peneira que fazemos na avaliação para minimizar erros”.







































