Central do Timão
·11 de maio de 2026
Corinthians encerra o mês de março com déficit maior que o previsto inicialmente

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·11 de maio de 2026

O Corinthians fechou o balancete de março com um déficit de R$ 131,4 milhões, número muito acima da previsão orçamentária aprovada no fim do ano passado, que estimava resultado negativo de R$ 36,5 milhões. A diferença representa um aumento de 258,9% em relação ao valor inicialmente projetado.
De acordo com o clube, o principal fator para o desempenho financeiro ruim foi a decisão de não negociar jogadores durante o primeiro trimestre de 2026. A diretoria esperava arrecadar cerca de R$ 75 milhões líquidos com transferências até março, mas optou por adiar as vendas para preservar o elenco na disputa da Conmebol Libertadores.

Foto: Divulgação/Corinthians
Um dos exemplos citados foi a proposta recusada do Milan pelo volante André. Em 1º de março, o clube italiano ofereceu 17 milhões de euros — aproximadamente R$ 103 milhões na cotação da época — pelo atleta. Caso a transferência tivesse sido concretizada, o Corinthians poderia ter encerrado o período com resultado positivo.
No relatório interno obtido pelo ge, o presidente Osmar Stabile afirmou aos associados que a estratégia foi empurrar as negociações de jogadores para a janela do meio do ano. A expectativa da diretoria é arrecadar cerca de 25 milhões de euros líquidos, equivalentes hoje a R$ 144,1 milhões, com futuras transferências.
O documento também aponta que a gestão precisou antecipar receitas previstas para o restante da temporada e renegociar a extensão de um empréstimo para garantir fluxo de caixa e manter as operações do clube.
Ainda segundo o balancete, o Corinthians sustenta que o déficit teria sido muito menor caso tivesse vendido atletas no início da temporada e não tivesse quitado despesas consideradas extraordinárias. Entre esses pagamentos estão parcelas da premiação da Copa do Brasil e impostos relacionados à dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres. Nessas condições, o resultado negativo cairia para R$ 17,5 milhões, abaixo da meta orçamentária.
Entre janeiro e março, o clube registrou receita operacional bruta de R$ 206,8 milhões. A maior fatia veio dos patrocínios, que renderam R$ 92,4 milhões. Os direitos de transmissão geraram R$ 39,9 milhões, enquanto bilheteria e programa Fiel Torcedor somaram R$ 39,1 milhões.
As despesas operacionais atingiram R$ 202 milhões no período. O principal gasto foi com folha salarial e encargos trabalhistas, que totalizaram R$ 149,2 milhões.
Além disso, o Corinthians desembolsou R$ 38,6 milhões com despesas não recorrentes, relacionadas à premiação da Copa do Brasil e ao débito envolvendo Félix Torres. O clube também contabilizou R$ 26,8 milhões em amortizações de direitos econômicos de atletas.
Já as despesas financeiras, incluindo juros, financiamentos e encargos diversos, alcançaram R$ 62,7 milhões no trimestre.







































