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·11 de agosto de 2026

Corinthians: MP investiga uso de verba para segurança privada de Osmar Stabile

Imagem do artigo:Corinthians: MP investiga uso de verba para segurança privada de Osmar Stabile

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou nesta terça-feira (11) uma investigação para apurar a contratação de uma empresa de segurança privada pelo Corinthians para atender o presidente Osmar Stabile. O órgão quer descobrir se o clube utilizou recursos próprios para custear uma despesa particular do dirigente. Caso a investigação encontre irregularidades, o MP poderá avaliar a existência de crimes como apropriação indébita ou estelionato.

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Bear Security, empresa contratada por Osmar Stabile, está no alvo do MP  – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians


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A investigação envolve a Bear Security, empresa contratada por Stabile e que tem pendências com a Polícia Federal. A companhia também atuava nas dependências do Parque São Jorge.

Agora, o MP pretende verificar a finalidade do contrato e identificar quem efetivamente se beneficiou dos serviços. Dessa forma, os investigadores vão analisar se a contratação tinha como objetivo proteger o patrimônio e as atividades do Corinthians ou se atendia exclusivamente às necessidades pessoais do presidente.

O clube já havia se manifestado sobre o caso quando as informações surgiram, em junho. Na ocasião, o Corinthians afirmou que Stabile “solicitou a contratação da empresa por relação de confiança nos profissionais”. A diretoria também declarou que o contrato “passou pelo sistema de compliance”.

Promotor compara caso a cartões corporativos

O promotor Cássio Conserino, que conduz a investigação,também apura possíveis irregularidades envolvendo os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.

Na portaria que abriu o procedimento, Conserino relacionou o caso à investigação sobre o uso de cartões corporativos do Corinthians, que já chegou à Justiça. Segundo o promotor, o pagamento das despesas da empresa de segurança pode representar uma forma de remuneração indireta ao atual presidente. Assim, para sustentar a suspeita, Conserino citou uma regra do estatuto do Corinthians que impede o clube de remunerar seus dirigentes.

Empresa recebeu quase R$ 587 mil do Corinthians

A Bear Security iniciou as atividades em janeiro de 2025 e registrou serviços prestados somente ao Corinthians. Os contratos somaram R$ 586.987,65.

Além disso, a empresa mantém entre seus profissionais dois ex-PMs que já trabalharam para Stabile e seus familiares antes de ele assumir a presidência do clube. Em outubro de 2024, os dois acompanharam o então vice-presidente de Augusto Melo em uma viagem ao Nordeste para um casamento.

Assim, diante das suspeitas, o promotor determinou que o Corinthians e os órgãos de fiscalização do clube apresentem esclarecimentos sobre os pagamentos e a contratação da empresa.

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