Central do Timão
·24 de setembro de 2026
Corinthians participa de articulação com clubes por linha de crédito do BNDES

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·24 de setembro de 2026

O Corinthians participa de uma articulação com clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro em busca de uma alternativa para aliviar o endividamento das equipes. As conversas com o Governo Federal acontecem desde agosto e têm como principal possibilidade a criação de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinada ao pagamento de dívidas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) participa das discussões como articuladora. As informações são do ge.
As tratativas ainda estão em estágio de discussão e não há definição sobre valores, condições ou critérios para que os clubes tenham acesso aos recursos. A expectativa é que o assunto tenha avanços mais concretos somente depois das eleições, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Corinthians e Internacional estão à frente da movimentação. Os presidentes Osmar Stabile e Alessandro Barcellos buscaram o apoio de Pedro Daniel, atual CEO do Atlético-MG e ex-diretor executivo da consultoria EY. Um estudo elaborado pela empresa ajudou a fundamentar as discussões realizadas com o Ministério do Esporte e a CBF.
Como funcionaria a linha de crédito
Entre as alternativas debatidas está a disponibilização de empréstimos pelo BNDES com juros inferiores aos encontrados normalmente no mercado bancário. Caso o modelo avance nos moldes atualmente discutidos, os valores obtidos pelos clubes teriam destinação específica para o pagamento de dívidas.
A proposta se diferencia de programas de recuperação fiscal já adotados anteriormente porque não estaria limitada aos débitos tributários. Dessa forma, outros tipos de obrigações financeiras também poderiam ser contemplados.
Outra possibilidade discutida é permitir o acesso a recursos destinados a investimentos em infraestrutura. A alternativa busca incluir no projeto equipes que possuem níveis menores de endividamento e, consequentemente, teriam menos necessidade de utilizar uma eventual linha de crédito exclusivamente para quitar débitos.
Ainda não existe uma definição sobre quanto poderia ser disponibilizado pelo BNDES nem quais exigências seriam estabelecidas para a concessão dos empréstimos.
Fair Play Financeiro entra nas discussões
A implementação do Fair Play Financeiro pela CBF nesta temporada também aparece entre os argumentos apresentados durante as conversas. A existência das novas normas de controle econômico é utilizada para sustentar que uma eventual concessão de crédito aconteceria em um ambiente diferente de outros períodos nos quais clubes brasileiros recorreram ao poder público.
A justificativa apresentada nas tratativas é de que as equipes agora estão submetidas a regras mais rígidas relacionadas à governança e às finanças, aumentando os mecanismos de controle sobre a utilização dos recursos.
A CBF, apesar de participar das discussões, não financiaria o projeto. Seu papel na negociação é de articulação entre os envolvidos. O Ministério do Esporte também demonstrou interesse na construção de uma alternativa financeira para os clubes.
Possível restrição às bets preocupa clubes
As negociações acontecem ainda em meio às discussões do Governo Federal sobre uma possível Medida Provisória que restringiria, ao menos parcialmente, a atuação das empresas de apostas esportivas no Brasil.
A possibilidade é acompanhada com preocupação pelos clubes devido à participação das bets nas receitas de patrocínio do futebol brasileiro. Segundo o ge, estima-se que empresas do segmento movimentem aproximadamente R$ 1 bilhão por ano somente para exibir suas marcas nas camisas dos times da Série A.
Um dos argumentos apresentados pelos clubes é de que eventuais restrições ao setor poderiam aumentar as dificuldades financeiras das equipes caso afetem os contratos de patrocínio.
No caso do Corinthians e do Internacional, a situação econômica também é marcada por sanções esportivas. Atualmente, ambos estão submetidos a transfer bans impostos pela Fifa.
Por enquanto, a criação da linha de crédito permanece em discussão. As partes ainda precisarão definir o formato do projeto, os critérios para acesso aos recursos e o montante que eventualmente poderia ser disponibilizado pelo BNDES.







































