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·24 de março de 2026

Corinthians pode sofrer intervenção judicial; entenda

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Associados do Corinthians protocolaram, nesta terça-feira (24), um pedido de intervenção judicial na Justiça de São Paulo. A informação foi divulgada inicialmente pelo Globo Esporte.

A medida pode resultar no afastamento da atual diretoria e na nomeação de um interventor para comandar a instituição.


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A ação foi apresentada por 18 sócios ligados ao coletivo “Salvem o Corinthians” à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, em conexão com o processo do Regime Centralizado de Execuções (RCE), que concentra receitas do clube para pagamento de dívidas.

Paralelamente, um segundo pedido foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo por um conselheiro, reforçando a pressão por mudanças na estrutura de poder alvinegra.

No documento, que reúne dezenas de páginas, os autores sustentam que o Corinthians vive um “sequestro político”, no qual um grupo restrito controlaria os principais órgãos do clube (Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo, Conselho de Orientação (Cori) e Conselho Fiscal) inviabilizando a fiscalização e a participação dos associados.

A petição aponta uma série de problemas, como suspeitas de corrupção, contratos considerados prejudiciais, falta de transparência e descumprimento recorrente do estatuto.

Também são citadas gestões anteriores, incluindo as de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo, além da atual, comandada por Osmar Stabile.

Entre os episódios mencionados estão investigações sobre uso indevido de cartões corporativos, suspeitas de notas frias, contratos com possíveis irregularidades, denúncias de cambismo e até ligações com organizações investigadas.

A ação também destaca a falta de acesso a documentos por parte dos sócios e a ausência de apuração adequada de escândalos recentes.

Reunião polêmica

Na última segunda-feira (23), uma reunião convocada por Stabile aprovou o afastamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão.

Porém, segundo os autores da ação, a sessão foi “ilegal” e marcada por falhas graves, como problemas na convocação, encerramento e posterior retomada da reunião, o que colocaria em dúvida a validade das decisões tomadas.

A crise institucional é apontada como evidência de que o clube teria perdido a capacidade de se autogovernar, cenário que, segundo os solicitantes, justificaria a intervenção da Justiça.

O grupo solicita, em caráter liminar, o afastamento dos principais dirigentes do clube, incluindo o presidente da diretoria, o comando do Conselho Deliberativo, do Cori e do Conselho Fiscal, além de conselheiros envolvidos na reunião contestada.

Entre as medidas propostas estão a contratação de auditoria independente, a nomeação de um CEO profissional, revisão de contratos firmados nas últimas décadas e a busca por novas fontes de receita.

Também está prevista a realização de debates públicos sobre uma possível reforma do estatuto e até a adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com posterior convocação de assembleia geral para votação das mudanças.

Os autores fundamentam o pedido em decisões do Supremo Tribunal Federal, que admitem intervenção judicial em associações quando há indícios de ilegalidades ou violações estatutárias. O caso do Bahia, que sofreu intervenção em 2013, é citado como precedente.

Além disso, o pedido inclui a participação do Ministério Público no processo, lembrando que já existe um inquérito em andamento para avaliar a possibilidade de intervenção no clube paulista.

O segundo pedido, feito por um conselheiro diretamente ao Ministério Público, reforça o cenário de instabilidade.

No documento, ele aponta “paralisia decisória” no Conselho Deliberativo e questiona a legalidade da reunião que afastou Tuma Júnior, destacando inclusive o baixo quórum como sinal de esvaziamento político.

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